Surpresas da Grécia

3 Capítulo 3 - Território Grego:


Notas iniciais
To mt triste... Quase nenhum review, hein... agradeço a Luannna e a Marina minhas leitoras oficiais...Bjs...
Apreciem o capítulo.
Atenciosamente, DLC

Capítulo 3 – Território grego:

Com tudo que havia ocorrido em Nova York, a saída que era para ser em uma semana se adiantou em 3 longos e cruéis dias.

Annabeth arrumou tudo em seu simples apartamento e ligou para o número da empresa.

_C&F Advocacia, em que posso ajudá-lo?

_Olá, Rachel. – disse Annabeth reconhecendo a voz de uma das secretárias.

_Ah, Srta. Annabeth, eu já passo para a linha 1.

_Não. Não passe. Só avise minha mãe para dispensar o coitado do motorista que agora está com ela como patroa, e fale que eu vou estar na cafeteria do aeroporto em uma hora, obrigada.

_Mas, Srta. Annabeth...

_Bom trabalho, Rachel. Tchau.

Desligou o telefone e deu mais uma última olhada no local:

_Vou sentir falta daqui...

Entrou no táxi e depois de longos minutos chegou ao aeroporto. Caminhou até o lugar em que sempre esperava a mãe chegar de viagens, algumas vezes voltava com a mãe, mas a maioria das vezes voltava com a babá porque ocorria imprevistos. A mulher elegante estava de pé, segurando duas passagens e sorriu para a filha.

_Vai se desfazer de Nova York mais cedo do que pensava, que bom que se antecipou...

A garota não sorriu. Sua vida estava sendo desfeita, não havia motivo para comemorações. Olhou para as passagens na mão da mãe.

_Que horas o avião saí?

_Daqui há 15 minutos.

Annabeth continuou caminhando pelo aeroporto na direção em que se pegava o vôo para a Grécia.

_Pensei que marcou na cafeteria para conversarmos, tomarmos um chocolate...

_Pensou errado. Era só um ponto de referência para você me achar.

O curto caminho foi silencioso. A não ser pelo barulho em volta, nenhuma das duas falava.

A viagem inteira Annabeth dormiu. Sua mãe a acordou 10 minutos antes de o avião pousar.

_Já chegamos?

_Não. Mas pensei que quisesse retocar a maquiagem.

Annabeth pegou o brilho labial, o rímel e uma bala de menta. Seu cabelo não estava tão bagunçado. Nada que um bom creme não resolvesse.

Fez tudo isso em 5 minutos. Os outro 5 foram de preparação para o pouso.

Ela pegou as bagagens e desceu da escada do avião. Sua mãe desceu logo atrás. Colocou um pé no chão, depois o outro. Não podia acreditar que existia um lugar tão bonito. Seus olhos admiravam tudo. A mãe percebeu o brilho no olhar da filha.

_Bem vinda a Atenas.

_Isso...que arquitetura...o mar... – Annabeth nunca foi de ficar sem palavras, mas, uma visão como aquela era muito para se registrar.

_Ora, sabia que você ia adorar Grécia. – A mãe da garota chamou um homem todo uniformizado que estava esperando na frente de um carro grande e preto. O homem de uniforme pegou as malas de Annabeth e as de Selena, colocou-as no porta-malas espaçoso do carro e entrou como motorista.

Isso fez a garota despertar do transe. Mas uma pobre pessoa que trabalha para a mãe dela.

_Vamos pra sua empresa sem nem antes descansar na bela capital da Grécia?

_Não. Agora nós iremos ver meu irmão em Corinto. Eu explicarei tudo a você no caminho. Entre no carro.

O período inteiro de Atena a Corinto foi um monólogo. A mãe de Annabeth falou para ela que todos os dias ela iria de Corinto para a capital, e faria o percurso de ida e volta por consideração ao tio dela e por Selena não achar seguro a permanência das duas em hotéis de luxo. Além da mãe de Annabeth estar evitando a mídia.

_Chegamos. Aja com naturalidade...– A Sra.Chase já tinha mudado totalmente o comportamento, estava voltando a ser autoritária e manipuladora.

_Sei me portar, mãe. – Interrompeu a menina saindo do carro. Mal abriu a porta e foi recebida com um grito e um abraço apertado.

_Oh, os deuses sabem o quanto rezei pra essa Atena crescer. – Uma mulher baixinha e magra, de cabelos pretos agora observava Annabeth. Seus grandes olhos verdes demonstravam saudade, e curiosidade — Ah, ah. Mas, você é uma jovem muito bela. Oh, Lisse! Lisse venha ver nossa sobrinha – O apelo que na verdade havia começado como uma lembrança logo se tornou um grito forte e estridente — Lisse saia dessa TV imediatamente!

Uns barulhos de quebra de vidros e estalos logo se transformaram na imagem de um homem alto, um pouco sério, com calças de pescador, chinelos de dedo e uma regata que deixava os músculos dos a mostra. Ele olhou bem para Annabeth, como se não a enxergasse direito. Depois coçou um pouco a barba e o brilho no olhar revelou que se lembrava dela, mas que não arriscaria um palpite.

_Lembra-se da nossa pequena Atena? — Perguntou a mulher baixinha ainda com um braço em torno de Annabeth, como se ela tirasse o braço a menina fugiria. Agora ela havia entendido perfeitamente a ordem da mãe: ‘’Aja com naturalidade.’’

_Deuses. É a menina de olhos mais lindos que já vi. Acho que vou...acho que vou... – O homem representou um quase desmaio na soleira da porta da casa.

Todos riram, menos a mulher que estava abraçada a Annabeth. O homem chegou perto dela e deu um abraço mais forte ainda do que a mulher.

_Não. Agora eu me recordo – disse Annabeth se afastando do abraço e sorrindo – Você é o tio Ulisses. E você é a tia...Helena. Eu adorava seus doces. Ah, Deus. Vocês nunca mais foram para os Estados Unidos...

A expressão de confusão reinava nos rostos de Ulisses e Helena mas não no de Selena. Todos pararam de repente, Annabeth começou a entender o motivo. Era a mãe dela. Todos endureceram a expressão quando viram Selena ainda perto da porta do carro.

O homem virou o rosto, a mulher apenas abaixou a cabeça.

_O que faz aqui? – A voz grossa do tio agora se juntava a tristeza e a ressentimento. Selena apenas o encarou.

_Vim rever minha família. Todos cometem erros. Mas, não vamos falar disso.

_Ela é muito má para você, criança? – Perguntou o homem ignorando a resposta de Selena.

Annabeth chegou mais perto dele e sussurrou em seu ouvido: _O senhor nem imagina o quanto.

_Venha, deixe seu tio rabugento aí, prove minha torta, venha querida. – Disse a tia já puxando a menina pelo braço. Ela olhou para trás com medo do tio ficar magoado, mas pelo visto ele já era acostumado com o jeito da esposa porque piscou para Annabeth ao que ela respondeu com um sorriso.

Já dentro da pequena casa e com um cheiro indescritível de amora no ar, Helena falava a Annabeth sobre seu filho. Mas, a menina apenas concordava com a cabeça. Annie na verdade estava pensando em como foi se enganar tanto com Luke. Ele parecia tão gentil, cavalheiro, inteligente e com gostos tão parecidos com os dela que era impossível ser verdade. E olha a ironia, era tudo uma imensa mentira.

_Tia, onde posso me instalar? Não estou me sentindo bem.

_Oh, o que houve Atena? – Helena lavou as mãos e as enxugou num pano de cozinha, logo depois veio colocar a mão na testa da menina, para medir a temperatura. Annabeth riu.

_Não creio que seja febre, é apenas uma indisposição. Cansaço da viagem.

_Ah sim, tem o quarto da minha sobrinha. Ela agora deve estar na feira. – Enquanto elas subiam as escadas, Annabeth ficou curiosa com a história.

_Sua sobrinha mora com a senhora?

_Desde que a outra irmã de Lisse morreu, cuido dela. Ela veio pra minha casa com 12 anos. Percy é meu filho, mas não de Lisse. O pai dele é um traste. Me abandonou quando soube que eu estava grávida. Mas, Lisse tem um carinho muito grande por Percy, como de pai mesmo, sabe?

_Entendo. Quantos anos Percy tem?

_Qual a sua idade? 17, 18? – Helena perguntou enquanto abria o quarto da sobrinha.

_Quem dera! Tenho 21. – Disse Annabeth encostada na entrada do quarto.

_Meu Percy também tem 21 anos. Ele é um rapaz forte, bonito e ajuda meu marido nos negócios. – A mulher de cabelos curtos e pretos arrumava a cama rapidamente.

_Ela não vai se incomodar de eu dormir aqui?

_Hum, a casa é minha, então este quarto também me pertence e ela terá que dividir com você. Você é minha sobrinha também. E eu mando aqui.

As duas se olharam fixamente por um instante e logo caíram na gargalhada.

_Tia, agradeço por tudo que está fazendo por mim. Vocês não tinham nenhuma obrigação de me aceitar aqui. Mas, minha mãe impõe tudo que quer. Eu sinto muito. – A garota olhou para baixo.

_Ei, ei! Menina dos olhos lindos, você não tem nada a ver com isso. A sua mãe é impetuosa. É arrogante. Desculpe. Mas, você é um amor. E qualquer coisa que você precise, até conversar eu vou estar aqui. – Helena agora abraçava a garota.

_Vou deixar você descansar e vou atrás da Calipso. Já era pra ela ter voltado há uma hora.

Notas finais
Ficou meio longo mas espero que tenham gostado.
Só vou postar o próximo se tiver 5 reviews, hein?
Bjs, DLC