Notas iniciais
Espero que gostem.

Fomos para aquele pátio aberto que tem na escola, nos separemos ali.

Dei um beijo no resto de Olivia e acenei pro Josh, que, notei eu, fixou os olhos como um morto de fome naquelas sobremesas hiper deliciosas que haviam servido hoje, aproveitei a distração e falo baixinho a Olivia:

–Se cuida pudinzinho – dou um tapinha nas costas dela e a deixo lá, á sós com o garoto. Me sento longe do barulho, realmente estava animada para ler o livro, mas, obviamente havia recusado o convite de propósito, sabe, não é legal ficar de vela.

(Ponto de vista de Josh)

Aquela garota me encantou, não era muito fácil eu gostar de alguém, mas o cabelo, os olhos, o jeito que fica corada quando esta com vergonha, simplesmente me encanta!!

Olivia e Josh se sentaram em uma mesa no canto do refeitório, Olivia como sempre comia feito um leão (no bom sentido, se é que existe um bom sentido pra isso) e Josh ate nisso combinava com ela. Conversaram sobre musica, livros, filmes, comida, enfim qualquer assunto era válido. Olivia riu tanto, aquele garoto era tão loucamente perfeito, pensava ela, enquanto ele contava vantagens sobre seu recorde no seu jogo de vídeo game favorito, Olivia meio que não era muito ligada a jogos de vídeo game, então não entendeu muito essa parte. O sinal bateu justamente quando Olivia estava no meio de uma piada (Olivia deu sorte, aquela piada era ruim) e eles se levantaram e vieram até mim, que como sempre, estava mergulhada naquela historia fantástica sobre os Illuminati.

– Minha amiga favorita – disse Olivia enquanto estendia a mão pra que eu me levantasse.

– Cof cof*a única *cof cof – sorri e segurei em sua mão para me levantar – vamos – eu disse marcando a pagina do livro com aquele ridículo marcador de livros rosa que minha mãe me dera dizendo que combinava comigo, minha reação no momento foi fazer uma careta e agradecer, sei que ela não fazia por mau, mas nunca acertava comprar coisas pra mim, nem um marcador de livros.

Olivia e Josh andaram lado a lado. “Eles fazem um belo casal” não pude deixa de pensar enquanto me imaginava no futuro morando sozinha numa casa cheia de cachorros livros e chocolate. Voltei a realidade voltamos pra sala e eu sem querer esbarrei naquela garota miserável que adora provocar.

–Heeei – rosnou ela com aqueles dentes encavalados e rosto rechonchudo, como é feia, pensei enquanto andava a passos largos ate minha mesa.

– Eu acabo com a raça dela — disse Olivia com um sorriso maldoso

– Esta tudo bem pudinzinnho – eu disse sorrindo.

Enquanto passavam as ultimas aulas eu fiquei pensando como tinha sorte de ter encontrado Olivia, ela sim era uma amiga de verdade.

Esses dois, pensei enquanto saiamos da escola, são tão fofos juntos, eu estava entretida com meus pensamentos enquanto ouço Olivia falando:

–Alo... terra chamando Clara... – ela estava rindo com Josh, ai tratei de deixa-los logo sozinhos.

Bom... – disse sorrindo – vou indo, se divirtam e... – olho pros dois e digo com um pouco de cinismo- juízo vocês dois.

Olivia corou como sempre, enquanto Josh dizia:

–Pode deixar senhorita, Livis esta em boas mãos.

Ele piscou para ela e sorriu para mim. A única coisa que eu pude pensar foi “eca”

– Tchau – dei um beijo no rosto de Olivia e acenei para Josh, deixando assim, os pombinhos sozinhos.

O caminho para casa era longo, porem, agradável, eu andava devagar, e apesar daquela bolsa pesada me sentia leve. Ouvia musica no ultimo volume e sempre viva no mundo da lua, resumindo, eu era um perigo para atravessar a rua ou ficar trombando nas pessoas.

– Aaaii –tomo um susto quando esbarro em um garoto, ele segurou com as mãos firmes na minha cintura e não me deixou cair, quando olhei pra ele so pude pensar “droooggaaaaa” era o garoto dos olhos verdes, duas vezes, no mesmo dia cara, ou era muita sorte, ou muito azar. Bom como era de se esperar, não consegui manter a compostura, olhei pro garoto e quando eu vi já estávamos gargalhando no meio da rua, quando o nosso “ataque vergonhoso de risos” passou, tentamos nos comunicar como pessoas civilizadas.

– Desculpa – eu disse enquanto ajeitava aqueles malditos cabelos que nunca paravam quietos, e sorrindo feito uma boba. Deus, aqueles olhos eram hipnotizantes, e o sorriso mais ainda, tanto que eu fiquei sem fala, totalmente abobalhada.

– Tudo bem princesa – disse o garoto – eu sou o David e você é?

Sim eu bem que tentei me segurar mas era demais “PRINCESA”???? eu dei risada, era um negocio de tirar o fôlego, tomei fôlego, tentei ficar seria e disse:

– Clara.

– Não entendi o motivo da risada – David corou e abaixou a cabeça.

– Desculpa – eu disse totalmente sem jeito- é que eu não tenho o costume de ser chamada de princesa.

Pensei que ele iria embora ou sei lá, mas ele simplesmente sorriu. Foi como se houvesse aberto uma porta para uma segunda dimensão, não sei descrever, ele só olhou pra mim, segurou na minha mão e disse:

– Se não princesa, como a mais bela das damas quer ser chamada?

Acho que aquela hora eu tive um piti, sei La, deu thuthu, pane no sistema, aquilo foi a coisa mais surpreendentemente fora de moda, tosco, fofo e gracinha que algum menino já havia me dito (não foram muitos os loucos que tiveram essa coragem) e eu só consegui dizer:

– Clara.

Percebi que estávamos lá há mais tempo do que percebíamos e eu estava totalmente atrasada para ir pra casa, e minha mão já estava toda suada de tanto o David segura-lá, soltei a mão dele.

–Tenho que ir – eu disse já começando a andar e ele disse:

–Te acompanho.

Sim, eu percebi que ele estava indo para o lado oposto quando esbarrei nele, mas minha única reação foi acenar com a cabeça e me arrepiar quando senti seus dedos se entrelaçando aos meus, certamente este era um dos mementos que eu jamais me esqueceria na vida.

Notas finais
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