Surpresas

7 Semanas se passam...


Notas iniciais
esse cap foi pequeno...mas acho que o próximo será maior.

Algumas semanas se passaram para os titãs. Robin agora estava apenas com o braço engessado, mas ainda não podia batalhar ao lado dos outros, somente monitorava suas missões ou dava algumas voltas pela cidade como um cidadão comum. Ravena fazia o de sempre, lia e meditava. Mas às vezes também visitava Estelar com Ciborgue e Mutano. Não faziam isso sempre para não levantar mais suspeitas. Não. Ela ainda não tinha criado coragem para contar... mas ficava nervosa a cada dia, pois a hora estava chegando.

Robin raramente ficava entediado, mas agora era uma exceção. Já se machucado várias vezes, quebrado ossos, mas nunca havia ficado tanto tempo ‘de molho’ naquela torre. As fraturas eram graves, claro. Mas começava a estranhar a demora da cura...

Um dia, ao ver Ciborgue trabalhando nos computadores, decidiu conversar sobre o assunto:

“Ciborgue. Preciso falar com você.”

“Pode mandar.”

“Já faz quase um mês que estou assim. Mas me sinto melhor há umas duas semanas! Não acho que meu braço ainda esteja tão ruim a ponto de continuar engessado!”

Ciborgue sabia do que ele estava falando. Há alguns dias, sem comentar com Ravena ou Mutano, ele sabotava os exames de Robin para que ele continuasse na torre (ou pelo menos que não saísse com freqüência) e não desconfiasse de suas visitas à Estelar.

“Está bem, vou examinar de novo, acho que já dá pra enfaixar...”

“Enfaixar?! Acho que ele não precisa de mais nada! Ravena tem me curado um pouco a cada semana e eu já consigo sentir meu braço. Não tenho dores, e acho que nem fraturas!”

Ciborgue se sentiu encurralado. Sem alternativas, levou o líder até a enfermaria. Lá fez outro diagnóstico, dessa vez o verdadeiro, e confirmou. Robin já estava curado das fraturas e do deslocamento.

Quando o rapaz saiu sem o gesso resolveu sair um pouco da torre, tentar esticar o braço por ter ficado tanto tempo imóvel. Ciborgue apenas olhava.

“Não devia ter feito isso!” Uma voz exclamou por trás.

Ravena estava séria. Se dirigia à sala comum no momento em que os dois discutiam e acabou ouvindo tudo por trás da porta.

“Não assim que nós agimos. Temos que ser honestos um com o outro, Ciborgue!”

“Fiz isso quando notei que ele estava desconfiando da gente. Tive que fazer algo.”

“Se ele estiver prestes a descobrir... deixe... talvez seja o destino dos dois. Mas se Robin tiver percebido que tudo isso foi uma farsa, vai querer saber o porquê dessa mentira e vai nos investigar.”

“Não tinha pensado nisso.”

“Tudo bem, sei que suas intenções eram boas. Mas vamos tentar não interromper novamente.”

Ciborgue concordou e foi para a garagem. Ia dar uma arrumada no T-ship. Já Ravena continuou lá, parada e pensativa.

Quem sabe...

Ela deu meia volta e foi para seu quarto. Lá no fundo, sentia que a situação ia se complicar ainda mais, mas deu as costas para seus pressentimentos. Uma das últimas que teve era que o mundo ia se acabar, e o que aconteceu? Seus amigos salvaram o dia... talvez fosse outro engano, talvez não.

Mas ela decidiu parar de pensar nisso e se importar com outra coisa. Algo estava errado naquele corredor... ela sentia que não estava... sozinha!

Ela se virou num baque e viu apenas um vulto se dissipando. Parecia que uma sombra havia acabado de se desmanchar na parede, como se alguém simplesmente desaparecesse.

Isso não é bom... alguém está nos espionando!