Supernatural - A filha de Dean
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Notas iniciais
Antes:
"Nossos pais foram mortos por uma besta que não conhecemos, desde então dedicamos nossa vida a matar todo tipo de demônio no nosso caminho até chegar no que estamos procurando."
"Seu nome é Persephone, e ela é a esposa de Lúcifer."
"Me dê o seu colar Amy."
"O que ela quer com o meu colar?"
"É um portal para a terra."
"Preciso de uma bebida."
Agora:
POV Amy
Sai do motel me tremendo, eu ainda não entendo por que isso acontece comigo, já faz tanto tempo, um ano na verdade, mas eu não consigo me livrar daquelas malditas imagens da minha mente. Eu me acho infantil, por fora eu posso parecer dura e sem nenhum tipo de sentimentos mas por dentro eu ainda padeço pela minha mãe, meu padrasto e pelos meus avós. Um misto de tristeza e ódio toma conta de mim nessas horas. Por que? Por que tinha que ser assim, nós podíamos não ser uma família perfeita mas com certeza amávamos uns aos outros. Essa vadia da Persephone acabou com minha vida, mas eu acabarei com a dela, eu vou extermina-la!
–Uma cerveja. -Pedi ao cara do bar e ele foi buscar o meu pedido, esperei um pouco olhando para a pequena TV que tinha lá, senti alguém sentando do meu lado.
–Olá...-Era um cara de aparecia de bad boy, jaqueta de couro preta e camiseta de rock, não sei se aquilo era uma tentativa fracassada de querer ser um motoqueiro, mas...
Eu não o respondi, era melhor fingir que não era comigo. Como eu não iria falar com ele, ele começou a apelar para as malditas cantadas.
–Eu não sabia que boneca andava...
–E nem que burro falava. -Respondi e ele sorriu.
–Linda e grossa, adoro uma mulher bruta.
–A é? Então vai atrás de uma prostituta na esquina, elas são duras na queda quando o assunto é trabalho por dinheiro. -Respondi e ele sorriu de novo. O cara do bar me deu a minha cerveja, eu paguei e sai, eu não iria ficar ali nem um minuto.
Mas antes de chegar até a porta ele me segurou pelo braço.
–Espere ai belezinha, vamos nos divertir um pouco. -Ele falou e dessa vez eu sorri, me virei para ele apertando mais a garrafa de cerveja.
–É, eu acho que vou me divertir sim. -Virei a garrafa contra sua cabeça com força. Todos me olharam pasmos, eu fiz merda.
O cara com certeza estava morto, o corte que fiz na cabeça dele foi...digamos...fatal. Sai correndo daquele bar, com certeza os amiguinhos dele viriam atrás de mim. Merda. O pior é que eu estava com minha arma, mas não queria matar mas ninguém, avistei um posto de gasolina e pensei em me esconder dentro de um dos carros lá parados, mirei uma caminhonete velha.
Enquanto em corria, senti uma dor enorme nas minhas costas, mas não parei, continuei correndo até chegar a caminhonete, entrei dentro dela e me abaixei.
Eu acho que eles passaram direto, ou entraram em algum lugar, eu não vi, só sei que fiquei ali abaixada sentindo muita dor nas costas. Coloquei a minha mão para ver o que era e vi sangue, eles tinham me dado um tiro. Droga...isso que é um presente de boas vindas.
Ouvi um barulho da porta do carro se abrindo, peguei minha querida e velha amiga, uma calibre 22 e a saquei rapidamente. Só ai que eu dei conta que era um senhor barbudo e gorducho, carregando uma sacolinhas do mercadinho do posto de gasolina. Ele usava um casaco verde musgo e um boné azul mal cuidado.
–Mas oque? -Ele falou e bem de vagar levantou as mãos me olhando. -Quem é você?
–Ninguém, eu vou sair do seu carro, eu só precisava de um lugar pra me esconder. -Respondi ofegante, minhas costa estavam doendo muito, latejando na verdade.
–Se esconder de quem?
–Não é da sua conta! -Falei brutalmente. -Agora eu vou sair do carro e você vai fingir que isso nunca aconteceu.
Ele olhou para o chão do carro bem de vagar, ele tinha notado o sangue que tinha saído de mim nesse tempo que fiquei escondida.
–Você está ferida. -Ele falou e eu sorri com o canto da boca.
–Não é nada. -Coloquei a mão de vagar na porta do carro atrás de mim e a empurrei, saindo lentamente dele.
–Espere, eu posso te ajudar. -Ele falou e eu continuava com a arma apontada para ele.
–É médico?
–Não, mas posso te ajudar, confie em mim.
–Cara eu não confio nem na minha própria sombra. Vá embora, vá pra sua casa e me deixe em paz. -Abaixei a minha arma e a guardei. -Eu não quero machucar mais ninguém.
Quem era aquele cara? Agora deu...ele querendo dá uma de médico pra cima de mim, só depois que eu abaixei a arma que notei a minha blusa rasgada em cima do meu peito esquerdo e deixando meu sutiã todo a mostra. MIL VEZES DROGA!
POV Bobby
Eu notei uma tatuagem anti-possessão naquela menina, ela aparentava ter uns 17 anos ou menos. Ela não era uma garota normal. O sangue que vi em meu carro era uma prova de que ela estava mesmo ferida, e ferida gravemente. Mas pelo visto ela era casca grossa.
–Deixe eu te ajudar, você está realmente muito ferida. -Falei na esperança de saber mais do por que daquela tatuagem no peito esquerdo.
–Pra que você quer fazer isso? Eu tenho mais o que fazer cara. -Ela falou e me deu as costas, saindo da minha vista.
Estranho, muito estranho, eu tinha que saber quem era aquela garota e o que ela fazia com um anti-possessão no peito. Mas por enquanto eu não contaria aos garotos, tínhamos coisas mais importantes a fazer como procurar pistas de como matar Lúcifer. Entrei no meu carro e voltei para o hotel onde estávamos, não mencionei nada em relação aquela garota mas fiquei bem pensativo, poderia ser uma filha de um caçador que tinha morrido e que agora ela queria vingança pela morte do pai, ou simplesmente continuar o que ele deixou. Eu não sei...como a cidade era pequena, eu com certeza iria vê-la de novo, eu precisava pelo menos de uma boa desculpa para falar com ela.
Ela não estava sozinha, ela estava fugindo de alguém que queria machuca-la ainda mais, mas se estavam querendo machuca-la então ela não é o que eu chamaria de peça boa, então estou me dando com uma garota problemática que esta atraindo demônios para si, era só isso que me faltava, e o pior é que toda a ajuda de qualquer caçador será bem vinda, vamos precisar dela querendo ou não.
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