Supernatural
1 Pesadelo
Meu nome é Amy Armstrong, tenho 19 anos, vivo com meu pai, Phill Armstrong, somos caçadores, caçamos coisas sobrenaturais, monstros, espiritos vigantivos, vampiros, lobisomens, o que aparecer ... Minha mãe morreu algum tempo depois que eu nasci, meu pai nunca quis me contar como, eu sempre implorei mas ele dizia que ele estava doente e tentava mudar de assunto, até hoje eu ainda sou curiosa pra saber o que aconteceu, mas ja acostumei com o silencio da parte dele, um dia ainda vou descobrir o que realmente matou minha mãe.
Estava uma tarde fria, eu estava vendo TV, ja estava escurecendo quando vi meu pai preparando as armas, levantei do sofá e fui pegar as minhas, tudo indicava que iamos caçar, mas ele me impediu.
- Não Amy, hoje eu vou sozinho — Meu pai disse me fazendo ficar surpresa, nós sempre caçamos juntos desde meus 14 anos e agora ele simplesmente diz que vai caçar sozinho ?
- Como assim hoje você vai sozinho ? Por que eu não posso ir ? — Eu perguntei meio nervosa
- Amy, é um assunto meu, não quero você metida com isso — Meu pai disse colocando seus revolveres na cintura da calça.
- Mas pai... — Eu disse sendo interrompida por ele
- Mas nada Amy, quero que você fique aqui até eu voltar — Meu pai disse autoritario
- Você sabe muito bem que eu sou uma boa caçadora, não sei pra que esse medo, o que tão perigoso assim você ta indo atras ? — Eu perguntei brava
- Eu sei muito bem que você é uma ótima caçadora, a melhor que eu ja conheci, e não digo isso porque sou seu pai, Bobby e John concordam comigo, mas hoje eu não quero que você va, é uma coisa que eu tenho que matar sozinho, não dificulte as coisas — Meu pai disse calmo
- Fazer o que né — Eu disse brava
- Escute com atenção, se eu não voltar em 4 dias, ligue para o John, ok ? — Meu pai perguntou
John Winchester era meu padrinho, eu tinha dois padrinhos, ele e Bobby Singer, eu sou mais próxima do Bobby por causa da distancia que era menor entre nós, mas não significa que eu não tenha um carinho enorme pelo John, ele sempre me liga para saber como eu e meu pai estamos, eu o adoro, sinto tanta a falta dele, a última vez que eu o vi eu devia ter uns 15 anos, ele, Mary (sua esposa) e meu pai eram muito unidos, ele tem dois filhos de quem meu pai era padrinho, Dean e Sam Winchester, eu era muito próxima dos meninos quando eu era pequena, mesmo tendo uma consideravel diferença de idade entre nós, a última vez que eu vi os meninos eu tinha 7 anos, Dean tinha 14 e Sam tinha 10, Dean sempre foi um chato, Sam sempre foi um amor, a mãe deles, Mary Winchester, morreu quando Dean tinha 4 anos, Sam era apenas um bebe, meu pai contou que foi um demonio que a matou e que Dean viu tudo.
- Ahn ? como assim se você não voltar em 4 dias ? pai eu não to gostando dessa história — Eu disse preocupada
- Apenas faça o que eu estou falando Amy, me prometa — Meu pai disse
- Ok, eu prometo — Eu disse hiper preocupada com o que ele tinha acabado de falar, dei um longo suspiro e sentei no sofá, não tava acreditando que ele não ia me deixar ir com ele e ainda tinha risco dele não voltar, eu nem conseguia pensar como seria se eu perdesse meu pai.
- Se não quiser ficar aqui sozinha vá para a casa do Bobby, a chave da camionete está no meu quarto — Meu pai disse me dando um beijo na testa — Eu te amo — Ele finalizou e saiu de casa enquanto eu o seguia com meus olhos, não sei por que mas eu estava com um pressentimento ruim, tentei me acalmar mas não adiatava, eu não conseguia comer e também não consegui dormir nesses 3 dias agoniantes, me perguntei porque eu ainda não tinha ido atras dele.
Peguei a chave da camionete em seu quarto e tentei achar alguma pista de onde ele foi entre suas anotaçoes e colagens na parede, vi um papel que me chamou atenção com uma coordenada e com um desenho de dois olhos amarelos, nunca tinha visto aqui la então decidi ir para onde as coordenadas apontavam.
Preparei minhas armas e as arrumei em minha cintura, coloquei minhas facas nas minhas botas e sai de casa, liguei para Bobby para ele me dizer aonde ficava o lugar das coordenadas.
- Amy ? — Bobby atendeu
- Oi Bobby, eu to precisando de uma ajuda sua — Eu disse
- Pode falar criança — Bobby disse
- Tenho aqui umas coordenadas, você pode me dizer pra onde elas apontam ? — Eu perguntei
- Quais são ? — Bobby perguntei e eu falei, depois de um tempo ele me falou o lugar exato das coordenadas.
- Obrigada Bobby, te amo — Eu disse quase já desligando a ligação
- Amy — Bobby disse antes que eu desligasse
- Oi — Eu respondi
- Pra que você quer isso ? — Bobby perguntou desconfiado
- Trabalho — Eu disse
- Hm, e o seu pai, onde ele está ? — Bobby perguntou, eu não conseguia esconder nada dele mesmo, então decidi contar tudo o que tinha acontecido.
- Amy, fique em casa, não faça nenhuma besteira, seu pai falou que não queria você metida nisso ? não falou ? — Bobby perguntou
- Falou, mas eu não vou ficar aqui parada, já se passaram 3 dias, não vou perder meu pai Bobby — Eu disse
- Amy... — Bobby ja ia dizer mais alguma coisa mais eu o impedi
- Tchau Bobby, depois eu te ligo, beijos — Eu disse desligando a ligação e o celular.
Dirigi por horas, já estava escuro quando eu cheguei na frente de uma grande floresta, fiquei a encarando por um tempo dentro do carro e peguei uma lanterna que tinha dentro do porta-luvas e fui entrando dentro da floresta.
- PAI — Eu gritei mas nem sinal
- PAI — Eu gritei mais uma vez e dessa vez ouvi uns gemidos
- PAI ? — Eu gritei de novo, dessa vez atenta a qualquer barulho
- AMY — Ouvi a voz fraca de meu pai tentando gritar
- PAI ? CALMA EU VOU TE ACHAR, CALMA — Eu disse ja sentindo uma coisa horrivel dentro de mim, fui seguindo os gemidos e achei meu pai do ultima jeito que eu queria ter o visto, ele estava com a garganta meio cortada e com o peito machucado, coberto de sangue.
- MEU DEUS, PAI, QUEM FEZ ISSO ? — Eu perguntei ajoelhando e o colocando em meu colo, as lagrimas ja não paravam de rolar em meu rosto.
- Fi-filha, você tem que ir embora daqui — Meu pai disse falando com muita dificuldade.
- Nós vamos embora daqui — Eu disse tentando o levantar
- AMY — Meu pai disse chamando minha atenção — Pra mim acabou aqui, me perdoa — Meu pai dizia com varias lagrimas caindo de seus olhos, aquilo só podia ser um pesadelo, eu tinha que acordar daquilo.
- Ligue para o John, d-diga que o demonio de olhos amarelos está a solta novamente — Meu pai dizia com a maior dificuldade do mundo — Eu te amo minha filha — Meu pai disse e sua respiração fraca parou de uma vez, meu desespero aumentou e eu comecei a gritar, eu não ia conseguir suportar aquilo. Depois de quase meia hora sentada naquela floresta com meu pai em meu colo eu decidi que tinha que fazer algo, consegui levar seu corpo ate a caminhonete, coloquei atras de o cobri, dirigi extremamente rápido até chegar na casa do Bobby, até esqueci sobre ligar para o John.
Depois de umas 5 horas dirigindo eu cheguei ao ferro velho em que Bobby morava, sai do carro completamente tonta e cheia de sangue, bati na porta e Bobby não demorou pra atender.
- AMY — Bobby disse assustado assim que me viu, eu não consegui falar nada, apenas o abracei forte, comecei a chorar inconsolavelmente e Bobby mexia em meu cabelo.
- Criança, o que houve ? Cade seu pai ? — Bobby perguntou com uma voz tremula, acho que ele ja sabia no fundo o que estava acontecendo, só não queria acreditar, eu apontei pra camionete e Bobby andou até la, chegou na parte de tras, tirou a coberta que estava tampando o corpo do meu pai e tirou o bone colocando-o sobre o peito, eu vi sua expressão séria virar uma expressão completamente triste, meu pai e Bobby eram como irmãos.
Bobby andou de volta até a mim e me abraçou mais uma vez, percebi que seus olhos estavam cheios de lagrimas, mas ele não deixou que eu visse direito, entrou e me colocou pra dentro.
- Já fez o que seu pai havia te pedido ? — Bobby perguntou
- O que ? — Eu perguntei meio confusa
- John... — Bobby disse me fazendo lembrar, eu tinha que ligar para o John.
- É, é verdade — Eu disse pegando o celular do bolso e discando o número, chamou umas 3 vezes e então John atendeu.
- Alo — John disse com sua voz tipicamente grossa
- John ? — Eu perguntei
- Quem é ? — John perguntou
- A Amy — Eu disse com a voz cansada
- AMY, como você está ? como está o velho do seu pai ? sinto falta de vocês — John disse alegre
- John, meu, meu pai morreu, ontem — Eu disse ja sentindo que ia desabar em lagrimas mais uma vez.
- O que ? — John perguntou nitidamente confuso
- Ele morreu, algo o matou, umas das ultimas coisas que ele pediu pra eu fazer era te ligar e dizer que o demonio de olhos amarelos esta a solta — Eu disse chorando, John ficou em silencio, como se estivesse em choque.
- John ? — Eu perguntei
- E-eu estou aqui, onde você esta ? — John perguntou, sua voz estava distante
- No Bobby — Eu disse
- Amy, amanhã bem cedo eu estarei ai, vou te buscar — John disse
- Mas por que ? pra onde nós vamos ? — Eu perguntei confusa
- Amanhã conversamos, eu te prometo Amy, nós vamos vingar a morte do seu pai — John disse e desligou, ele parecia ter ficado muito mal com a noticia, mas aquilo era meio obvio, ele e meu pai eram muito próximos.
- O que ele falou ? — Bobby perguntou
- Que amanhã cedo viria me buscar — Eu disse
- Vai ser bom pra você, John vai saber o que fazer — Bobby disse com o olhar distante, eu podia sentir o quanto ele estava sofrendo, mas não queria me mostrar, fui chegando perto dele o abracei forte, deixei meu choro rolar mais uma vez e dessa vez vi que Bobby também não se segurou, aquilo era inédito, ver Bobby chorando era uma coisa que eu nunca imaginei ver, ficamos assim por algum tempo e Bobby falou ;
- Que isso criança, somos fortes, seu pai não ia gostar disso — E me deu um beijo na testa — Va ate sua casa, pegue suas coisas e volte para ca pra amanha estar tudo pronto pra você ir com o John — Bobby disse limpando minhas lagrimas e eu concordei, dando um beijo eu sua bochecha.
Bobby tirou o corpo de meu pai de trás da caminhonete e eu me virei pra não ver aquela cena, entrei na caminhonete e dirigi rumo a minha casa, em pouco tempo ja estava la, entrei e comecei a chorar, chorar inconsolavelmente, eu nao conseguia acreditar que meu pai tinha morrido, quando eu entrei em casa parece que minha ficha caiu completamente, ele não ia mais voltar.
Sentei no sofá e chorei por uns 20 minutos, respirei fundo, sequei minhas lagrimas e fui até meu quarto, arrumei minhas roupas, minhas armas, facas, anotaçoes e etc... fui até o quarto de meu pai e peguei todas as coisas dele, tudo que eu tinha pra lembrar dele e levei comigo, voltei para casa de Bobby e vi que ele tinha preparado uma grande fogueira, ele ia cremar o corpo do meu pai, só de pensar aquilo me dava um vontade imensa de gritar, mas a vontade de me vingar falava mais alto.
Entrei na casa e coloquei minha mochila encima do sofá, fui até o lado de fora, onde Bobby estava jogando gasolina naquela estrutura de madeira com o corpo do meu pai embrulhado la dentro.
- Você esta pronta ? — Bobby perguntou, respirei fundo e fiz que sim com a cabeça, ele chegou perto e jogou um fosforo no meio das madeiras, tudo começou a pegar fogo rapidamente, as lagrimas começaram a descer mais uma vez, abracei o braço de Bobby e escondi meu rosto em seu ombro, depois de um tempo entramos de novo na casa, Bobby disse que era melhor eu comer algo e descansar, eu disse que estava sem fome mas ele insistiu, comi um sanduiche e fui deitar, estava anciosa pra ver o John, ele iria me ajudar a me vingar...
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