Notas iniciais
Bom, minha primeira one com uma OC. Espero que todos curtam.

E Ju, querida, espero que você também goste! E não me apedreje! Afinal, fiz com todo o coração.
HAHUEHAUHE'

Boa leitura.

Grimmjow suspirou com irritação. Não agüentava mais esperar tanto tempo naquela maldita fila de supermercado. As horas o massacravam tanto que simplesmente tivera vontade de largar o carrinho e sair praguejado contra a vida.

Ele nunca fora muito paciente. Aliás, paciência definitivamente NÃO era sua virtude principal. O próprio nem sabia se tinha alguma virtude...

Mas as coisas já estavam passando dos limites imagináveis.

Irritado, berrou com a atendente que era lerda de mais.

Era dura a vida de um cara solteiro de Tokyo. Tinha que fazer suas próprias compras, lavar suas roupas, cozinhar... E nada disso gostava de fazer. Achava tudo isso uma grande bobagem e ele era ocupado de mais para fazer qualquer coisa assim. Era gerente de uma grande empresa no centro da cidade e não podia ficar dando de “bobeira” assim no supermercado.

Bufou irritado novamente.

– Mas que merda! Ande logo! – Gritou.

A atendente fez uma cara de desprezo.

– Então venha para cá fazer meu trabalho.

– Eu e as outras pessoas aqui estamos comprando nessa droga e acredite, seu salário sai do nosso dinheiro. Então trate logo de apressar essa coisa! – Berrou impaciente.

A atendente tratou de ignorar as palavras, fazendo uma cara de constrangimento para a moça que aguardava a sua vez.

– Sinto muito pelo incômodo, senhorita.

A outra lhe sorriu.

– Não se preocupe. Não estou com pressa... Mas se estivesse... – E riu.

Takanaka Emi era uma cliente assídua daquele supermercado. Afinal, ela sempre que queria comer algo diferente não precisava sair para restaurantes, bastava comprar alguns ingredientes e ela mesma fazia sua própria refeição. Era boa cozinheira o bastante para isso.

A mulher tinha acordado de bom humor. Era seu dia de folga e não havia com o que se preocupar. Por isso não iria fazer nada com pressa.

– Andem logo suas lerdas! – Grimmjow gritou.

Opa... Como assim ‘lerda’?

“Não Emi. Ele não deve estar se referindo a você. Ele não teria essa coragem...” – Disse para si mesma.

Pensando assim, ela não revidou as palavras do homem de cabelo azulado. Permaneceu na sua enquanto passava suas compras, que não eram poucas, no caixa.

– Emi-san, eu sinto muito, mas o nosso sistema eletrônico quebrou. Será manualmente, certo? – A atendente disse receosa.

Em situações assim ela costumava explodir. Mas o mundo parecia girar com uma calma surpreendente. Não estava com nenhum pouco de pressa, o que era ainda mais estranho.

– Tudo bem – Disse com simplicidade.

Afinal, a pobre moça só estava fazendo seu trabalho também. Tirou um chiclete da bolsa e começou a mascá-lo.

– ESSE NEGÓCIO É PARA HOJE É?!

“Mas por que esse imbecil tanto grita?” – Pensou, tentando poupar-se de uma irritação.

– Senhor, acalme-se!

– Como assim “acalme-se”? Não é você que tem um monte de coisas para fazer! Sinto muito, mas não sou uma dona de casa desocupada e lerda como essa moça aí! – E apontou para Emi.

Pronto, foi a gota d’água. Uma onda de raiva inundou a mulher como se ele tivesse proferido os piores palavrões do mundo inteiro.

– Com licença, o que disse? – Ela virou lentamente para encarar Grimmjow.

Ele ficou um pouco surpreso. Não era uma aquela não era a aparência de uma “dona de casa desocupada”.Seu corpo era bem próximo do que ele classificava como “escultural”. Olhos amendoados, quase mel. Cabelo liso e franja repicada. Mas só havia um defeito: ela lhe irritava profundamente.

– Por acaso está ficando surda?!

– Talvez esteja, mas pelo menos não estou ficando retardada como você.

As coisas realmente não estavam caminhando bem. Aos poucos, os clientes paravam suas compras para assistir ao “barraco” causado pelos dois.

– Acho que você não sabe com quem está falando, sua mulherzinha vulgar! – Ele esbravejou.

Emi soltou uma sonora risada.

– “Mulherzinha vulgar” você diz? – E riu novamente – Tenho pena de um ser ignorante como você. E se eu sei com quem estou falando? Sim... Realmente sei: com um delinqüente que nem se quer sabe pintar o cabelo!

E rapaz revirou os olhos.

– Olha aqui: não tenho tempo para esses showzinhos ridículos. Tenho mais o que fazer. Por isso trate logo de passar suas compras e desaparecer das minhas vistas!

Ela suspirou impaciente. Não agüentava mais bater boca com aquele sujeito mal educado.

“Quem esse imbecil está pensando que é?” – Indagou-se.

Assim que Emi ia dizer algo, a atendente a chamou, com certo alívio na voz.

– Está tudo pronto. Avista ou no cartão?

Ela virou-se quase abruptamente para encará-la. Tinha se esquecido completamente de onde estava. O maldito de cabelos tingidos havia deixado desfocada.

– Avista.

Grimmjow resmungou algo inaudível. Ela simplesmente pagou tudo, colocou as sacolas na mão e foi embora, sem se quer olhar para ninguém.

Estava extremamente desconcertada. Não por causa da situação, afinal, sempre fora irritada desde sempre, mas por que havia realmente se sentindo atraída por aquele sujeito... Não sabia por que. Mas havia um “quê” nele que nenhum outro tinha... Era algo realmente estranho.

Tentou tirar aqueles pensamentos da cabeça e olhou para o relógio do celular. Já havia se passado quase uma hora desde que tinha entrado no supermercado.

Pegou suas compras e colocou-as, sacola por sacola, dentro do carro. Aquele homem não tinha nada de atrativo... A não ser sua beleza singular, seu corpo malhado e bem definido salientando de maneira assombrosa pela camisa de pano preto. Os cabelos azuis, os olhos inquietos e vorazes daquela mesma cor, sua expressão de desprezo...

“Droga Emi! Como pode estar atraída por um cara que acabou de conhecer? E ainda mais... Acabou de discutir?” – Pensava, agora quase jogando as compras no porta malas.

Emi não sabia com quem estava mais irritada, se com o “encrenqueiro” ou consigo mesma. Só sabia que algo estava muito errado.

E talvez num desses acessos de raiva, deixou cair uma caixa de bombons no chão.

– Merda...

Mas antes que ela pudesse apanhá-las, uma mão forte fez isso antes. Ela acompanhou lentamente até que seus olhos encontrassem os de um homem muito familiar.

– O que quer aqui? – Esbravejou.

– Pare de gritar que não sou surdo. Eu podia simplesmente pisar nessa sua caixa de porcarias aqui.

– Tsc.

– Deveria ser mais agradecida.

– Pelo que? Por você ter me feito perder tempo de vida? – Disse desdenhosa.

Ele riu.

– Aposto que a madame aí não precisa trabalhar duro. Pois eu preciso. Mesmo tendo dinheiro, preciso manter meu patrimônio. E um atraso desses estragaria tudo!

Ela remexeu-se incomodada.

– Não precisava gritar daquela maneira. Todo o supermercado viu seu “pequeno espetáculo”.

Ele deu de ombros.

– Tanto faz o que os outros vêem ou não – E ele olhou para o relógio com certa irritação – Já perdi minha reunião mesmo...

Ela parou por um instante e uma idéia lhe ocorreu.

– Como se chama?

– Hein?

– Tem certeza que não é surdo? – Ela perguntou novamente.

– Tsc, claro que não sua imbecil. Grimmjow Jaegerjaquez.

– QUE RAIOS DE NOME É ESSE?!

Ele revirou os olhos.

– Não sei por que fui perder tempo com uma estúpida como você.

Mas dessa vez ela não revidou.

– Takanaka Emi...

Grimmjow levantou as sobrancelhas e um sorriso mais malicioso que o normal apareceu em seus lábios.

– Será que a madame gostaria de cozinhar para mim?

Ela riu.

– Cozinhar não... Mas esse não é o único tipo de atividade que se pode fazer em casa – Disse igualmente maliciosa – Entre no carro – Ela ordenou.

– E o meu?

Emi revirou os olhos.

– Depois você manda buscar.

– E as compras?

– Duvido que vá se lembrar delas daqui a 2 horas – Riu.

Ambos até que eram parecidos. Autoritários, geniosos e sempre conseguiam o que queriam. Mas naquela hora, pelo menos, desejavam apenas uma coisa: conhecer e sentir um ao outro.

FIM

Notas finais
E então? Ficou boa?
Bem rápida e breve, mas espero que tenha agradado.

Ju, sua fofa, espero que também tenha curtido!

Reviews? *o*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!