Superman e Batman: Super-heróis unidos
6 Capítulo seis
Notas iniciais
Mongul levantou de seu trono e aplaudiu a dupla de super-heróis. Algum tipo de drone esférico sobrevoava o líder do Planeta-Arena. Diferentes drones esféricos surgiram e rodeavam Batman e Superman. Coringa também aplaudia, mas com mais entusiasmo e alegria enquanto Metallo permanecia indiferente aos acontecimentos.
— Um espetáculo foi visto e filmado por aqui, senhores! Batman e Superman contra suas galerias de inimigos. E restam apenas dois, ou três se contar comigo, para acabarmos a noite. Coringa e Metallo contra Batman e Superman. O Príncipe Palhaço do Crime contra o Cavaleiro das Trevas. Um homem de metal puro contra aquele considerado o Homem de Aço. O vencedor leva tudo, inclusive o envelope e a kryptonita. Lutem!
Metallo saltou primeiro, avançando contra o Superman. Os olhos verdes de John Corben emanavam uma radiação mínima de Kryptonita, quase imperceptível a olhos comuns, mas o suficiente para enfraquecer o kryptoniano. Clark evitou socar seu adversário, preferindo desviar das ofensivas do homem de metal.
Ao lado, Coringa usava um revólver personalizado com sua assinatura — um sorriso no meio, olhos e cabelo de palhaço e um balão de fala escrito “Morra, Batsy”. O Coringa gargalhava como se tivesse contado a melhor piada da história, disparando balas de verdade na direção do Batman, que estava protegido atrás de uma mesa. Entediado com a situação, o Coringa mirou seu revólver na direção do Superman.
— Ei, Sups. Pega!
O projétil voou alguns quilômetros, mas Superman o pegou com apenas dois dedos. A distração foi suficiente para Metallo finalmente atingir o rosto do Protetor de Metrópolis, forçando-o a voar para trás. O Homem de Aço retomou a postura e, com os braços erguidos, voou de volta até Metallo, atingindo o peitoral do inimigo e afundando seu metal. Corben revidou com um gancho de direita e um soco mais potente ainda com o punho esquerdo, deixando o Homem de Aço desorientado.
— Ei, Sups! De novo! — gritou novamente o Coringa, mirando o revólver no kryptoniano. O que ele não esperava era um batarangue voando e o desarmando. — Ah, até que enfim, Batsy. HOHOHAHAHA!
Batman correu até o Coringa e deslizou. O Palhaço desviou do primeiro ataque, mas não do segundo — um salto rápido do chão e dois chutes no ar, um deles atingindo o corpo do vilão. Coringa recuou, engoliu a dor e manteve o sorriso no rosto, sacando uma faca e a usando para cortar o ar. Batman desviou dos primeiros cortes e usou os protetores pontiagudos nos braços para bloquear um ataque específico, golpeando com a cabeça para afastar o Coringa.
John Corben já estava no final de suas energias, o corpo estava danificado e cheio de avarias, os braços não respondiam mais aos seus comandos. Ainda tinha uma carta na manga, ou melhor, no peito. Enquanto o Superman caminhava em sua direção, Corben abriu o peito e o brilho da kryptonita praticamente cegou seu inimigo. Clark sentia o calor subindo por seu corpo e a fraqueza dominar sua coordenação motora. Lento, mas com um sorriso sobre o rosto despedaçado, Metallo se aproximou aos poucos do Superman para que os efeitos da kryptonita fossem mais intensos. O Homem de Aço estava de joelhos, fraco e silenciosamente implorando por misericórdia. Entretanto, usou suas últimas energias para saltar até Corben e usar seu sopro congelante contra o peito aberto do vilão.
— Não! Não! — Corben tentou recuar, mas o estrago estava feito. Uma barreira de gelo cobria a radiação da kryptonita. O Homem de Aço cambaleou enquanto o Homem de Metal se ajoelhava até os olhos verdes se tornarem totalmente escuros e apagados.
O confronto entre Coringa e Batman também se aproximava do fim. O Cavaleiro das Trevas desferiu um soco no inimigo. A risada histérica do Príncipe Palhaço do Crime já não tinha a mesma intensidade de antes, muitos dentes voaram de sua boca.
— Já chega. Hahaha. Já chega. Você ganhou, Batsy. — Coringa deitou no chão e fechou os olhos. Batman amarrou o vilão e se juntou ao Superman.
— Você está bem?
— Sim — respondeu Clark, fraco. — E você?
Bruce assentiu com a cabeça. O trono voador de Mongul se aproximou da dupla de super-heróis aplaudindo o esforço da dupla.
— Tivemos um verdadeiro espetáculo aqui esta noite! Batman e Superman. Superman e Batman, super-heróis unidos!
— Era esse seu objetivo, Mongul? Forçar uma batalha contra nossos maiores inimigos? Divertir a si mesmo e a uma plateia invisível?
— Invisível? Este confronto, assim como os anteriores, foi exibido para incontáveis planetas e sistemas solares. — Novamente uma esfera sobrevoou o rosto dos heróis. — Depois de sua ida ao meu território, Superman, descobri seu paradeiro e vim para a Terra. Primeiro me infiltrei escondido, mas quando vi o potencial de combatentes espalhados por seu planeta insignificante, eu descobri ouro. Muito ouro. Portanto, esta é a primeira transmissão intergaláctica e vocês, meus caros, são os primeiros vencedores.
— Você não é bem-vindo ao nosso planeta — decretou o Superman, enfurecido.
— Com que autoridade você me expulsa daqui? Hum? Vocês são Lanternas Verdes? Além disso, tenho um contrato assinado pelo seu presidente para transmitir quantas lutas eu quiser por um total de 4 anos terrestres. — Mongul se virou para a câmera. — Esta foi a primeira de muitas batalhas que estão por vir. Quantas você vai conseguir vencer, Homem de Aço?
Superman, irritado, levou seu punho em direção ao Mongul, porém, ainda enfraquecido pelos efeitos da kryptonita, seu soco foi fraco e facilmente desviado por Mongul. Batman ajudou Superman a ficar de pé enquanto o anfitrião do leilão voltou ao seu trono, que levantou voo.
— Foi uma honra encontrá-lo novamente, Superman. Na próxima vez, quem sabe você estará mais inteiro para uma revanche… Ah, e os prêmios estão no galpão ao fundo.
Mongul foi embora.
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