– Isabella! — me chamavam

– Isabella!!!

Minha paciência estava acabando de tanto Isabella na minha cabeça. Calada estava, calada fiquei com meu cigarro.

– Achei você Isabella, que me matar de susto?

– Quem é você? — perguntei

– Edward, esqueceu?

– Se soubesse não estaria sendo idiota a perguntar — exclamei

– Vamos para casa, papai vai me matar se acordar e vê que você não está lá...

– Me deixa em paz tá legal? Não preciso de ninguém para me dizer o que é certo e o que é errado.- gritei

– Cala a boca — Edward murmurou

– Fala sério, eu quero é ficar livre de vocês, mas rápido possível. — Gritei novamente

– O que está acontecendo? Cadê vocês?

– Vai dormir, Alice- Edward exclamou

– Agora é que não vou mesmo!

Agora é que não tenho paz. Como eu queria poder estar em cas,a até mesmo brigando com meus pais. É nessa hora que sentimos a maior saudade.

– Ei, não chore — Alice murmurou do meu lado.

– Não estou chorando — exclamei secando algumas lágrimas que escorreram sem minha permissão

Apaguei meu cigarro na grama e comecei a andar em direção da casa.

– Deixa ela em paz seu idiota! — ouvi Alice brigar com Edward

Jasper ficou olhando para mim sério, enquando entrava na casa.

– Vai procurar outra pra encher o saco- gritei

– Você não vê que está atrapalhando nossas vidas? Jasper gritou

– Olha, por mim eu nem tinha conhecido vocês. Estaria muito feliz na minha casa. Mas o que aconteceu? Fui expulsa da minha própria casa. Mas tenha certeza que não faço menor questão de morar aqui. — Gritei

– Ei o que está acontecendo? — Carlisle exclamou

– Tudo está acontecendo! Quero ir para casa, cuidar da minha própria vida — exclamei.

– Querida se acalme, depois conversaremos sobre isso — Renée pediu.

– Sabe Renée você não entende, ou melhor, ninguém entende o que estou passando! Essa família não é minha e nunca vai ser.

Me tranquei no quarto, tomei banho e comecei a chorar. Logo dormir.

Acordei me sentindo fraca. Me levantei e tudo começou a rodar.De repente caio no chão sem forças.

– Isabella? — Carlisle exclamou na porta

– Está tudo bem?

– Responda querida!

– Se não responder até três, vou derrubar essa porta.

Queria responder, mas tudo estava rodando não conseguia ficar em pé e nem falar.

– um... dois...três...

Carlisle derrubou como disse e se assustou quando me viu deitada no chão.

– Isabella querida, o que aconteceu? — Carlisle murmurou

– O que houve pai ?- Edward perguntou preucupado

Depois disso tudo ficou escuro. Tentei abrir os olhos, mas estavam pesados demais.

– Calma Renée, ela está bem! O problema é a alimentação. Quando você viu ela comer? — Carlisle murmurou bem baixinho

– Não devíamos levar ela para o hospital pai? — uma voz estranha perguntou

– Não Rose, aqui em casa já vai se resolver tudo minha filha!

Ouvi a porta sendo aberta ou fechada.

– Olha pai ela fuma, bebe e se droga.

– Emmett meu filho, eu já vi ela com uma garrafa de álcool na mão dela, mas só uma vez logo que a trouxe.

– É verdade pai olhe! — uma voz bem perto de mim exclamou

– É verdade! Isso explica a alimentação

– Vamos descer — Carlisle murmurou

– Vou preparar alguma coisa para todos comerem, principalmente Isabella — Renée murmurou

O quarto ficou silêncioso, com exceção de uma respiração suave que não era a minha.

Abri os olhos e dei de cara com Edward deitado do meu lado.

– O que vocês estão fazendo aqui? -Me assustei

– Você está bem? — Edward perguntou preocupado

– Perfeitamente — admiti

– Então vamos descer para comer alguma coisa — murmurou pegando minha mão

– Estou sem fome- exclamei

– Quando você ver o que Renée fez vai querer comer tudo!

– Sem essa — exclamei me levantando

Tomei meu banho, coloquei uma calça de couro preta com uma blusa preta com all star. Caprichei na sombra nos olhos e escondi com o óculos.

Edward me esperava no mesmo lugar.

– Eu não vou descer — admiti acendendo um cigarro

– Não senhora! — Edward me repreendeu tirando da minha boca

– Idiota — exclamei

Peguei minha carteira e desci. Todos estavam alegres comendo.

– Bom dia querida! Como se sente? — Carlisle perguntou

Não respondi, abri a porta e saí.

– Eu vou com ela pai — ouvi Edward murmurando

– Você vai para onde?

– Não sei — admiti

Fiquei andando alguns quarteirões na minha, pouco me importando com Edward.

– Vamos naquele café? Tô morto de fome! — Edward pediu

– Tudo bem

Edward pediu um dois sucos de laranja e dois sanduíches

– Como você não engorda comendo isso tudo? — perguntei

– Quem disse que vou comer tudo isso só!- riu

– Então cadê a outra pessoa?

– Na minha frente — murmurou

– Sacanagem cara! -reclamei

Terminamos de comer e fomos conversando. Edward era uma pessoa fácil de se comunicar quando nos esquecemos das pessoas no redor. Mas a realidade é o que nos deixa firme e muita vez paralisa na hora errada.

Notas finais
Como ficou?