Superando a Falta
3 Capítulo 02
– Isabella! — me chamavam
– Isabella!!!
Minha paciência estava acabando de tanto Isabella na minha cabeça. Calada estava, calada fiquei com meu cigarro.
– Achei você Isabella, que me matar de susto?
– Quem é você? — perguntei
– Edward, esqueceu?
– Se soubesse não estaria sendo idiota a perguntar — exclamei
– Vamos para casa, papai vai me matar se acordar e vê que você não está lá...
– Me deixa em paz tá legal? Não preciso de ninguém para me dizer o que é certo e o que é errado.- gritei
– Cala a boca — Edward murmurou
– Fala sério, eu quero é ficar livre de vocês, mas rápido possível. — Gritei novamente
– O que está acontecendo? Cadê vocês?
– Vai dormir, Alice- Edward exclamou
– Agora é que não vou mesmo!
Agora é que não tenho paz. Como eu queria poder estar em cas,a até mesmo brigando com meus pais. É nessa hora que sentimos a maior saudade.
– Ei, não chore — Alice murmurou do meu lado.
– Não estou chorando — exclamei secando algumas lágrimas que escorreram sem minha permissão
Apaguei meu cigarro na grama e comecei a andar em direção da casa.
– Deixa ela em paz seu idiota! — ouvi Alice brigar com Edward
Jasper ficou olhando para mim sério, enquando entrava na casa.
– Vai procurar outra pra encher o saco- gritei
– Você não vê que está atrapalhando nossas vidas? Jasper gritou
– Olha, por mim eu nem tinha conhecido vocês. Estaria muito feliz na minha casa. Mas o que aconteceu? Fui expulsa da minha própria casa. Mas tenha certeza que não faço menor questão de morar aqui. — Gritei
– Ei o que está acontecendo? — Carlisle exclamou
– Tudo está acontecendo! Quero ir para casa, cuidar da minha própria vida — exclamei.
– Querida se acalme, depois conversaremos sobre isso — Renée pediu.
– Sabe Renée você não entende, ou melhor, ninguém entende o que estou passando! Essa família não é minha e nunca vai ser.
Me tranquei no quarto, tomei banho e comecei a chorar. Logo dormir.
Acordei me sentindo fraca. Me levantei e tudo começou a rodar.De repente caio no chão sem forças.
– Isabella? — Carlisle exclamou na porta
– Está tudo bem?
– Responda querida!
– Se não responder até três, vou derrubar essa porta.
Queria responder, mas tudo estava rodando não conseguia ficar em pé e nem falar.
– um... dois...três...
Carlisle derrubou como disse e se assustou quando me viu deitada no chão.
– Isabella querida, o que aconteceu? — Carlisle murmurou
– O que houve pai ?- Edward perguntou preucupado
Depois disso tudo ficou escuro. Tentei abrir os olhos, mas estavam pesados demais.
– Calma Renée, ela está bem! O problema é a alimentação. Quando você viu ela comer? — Carlisle murmurou bem baixinho
– Não devíamos levar ela para o hospital pai? — uma voz estranha perguntou
– Não Rose, aqui em casa já vai se resolver tudo minha filha!
Ouvi a porta sendo aberta ou fechada.
– Olha pai ela fuma, bebe e se droga.
– Emmett meu filho, eu já vi ela com uma garrafa de álcool na mão dela, mas só uma vez logo que a trouxe.
– É verdade pai olhe! — uma voz bem perto de mim exclamou
– É verdade! Isso explica a alimentação
– Vamos descer — Carlisle murmurou
– Vou preparar alguma coisa para todos comerem, principalmente Isabella — Renée murmurou
O quarto ficou silêncioso, com exceção de uma respiração suave que não era a minha.
Abri os olhos e dei de cara com Edward deitado do meu lado.
– O que vocês estão fazendo aqui? -Me assustei
– Você está bem? — Edward perguntou preocupado
– Perfeitamente — admiti
– Então vamos descer para comer alguma coisa — murmurou pegando minha mão
– Estou sem fome- exclamei
– Quando você ver o que Renée fez vai querer comer tudo!
– Sem essa — exclamei me levantando
Tomei meu banho, coloquei uma calça de couro preta com uma blusa preta com all star. Caprichei na sombra nos olhos e escondi com o óculos.
Edward me esperava no mesmo lugar.
– Eu não vou descer — admiti acendendo um cigarro
– Não senhora! — Edward me repreendeu tirando da minha boca
– Idiota — exclamei
Peguei minha carteira e desci. Todos estavam alegres comendo.
– Bom dia querida! Como se sente? — Carlisle perguntou
Não respondi, abri a porta e saí.
– Eu vou com ela pai — ouvi Edward murmurando
– Você vai para onde?
– Não sei — admiti
Fiquei andando alguns quarteirões na minha, pouco me importando com Edward.
– Vamos naquele café? Tô morto de fome! — Edward pediu
– Tudo bem
Edward pediu um dois sucos de laranja e dois sanduíches
– Como você não engorda comendo isso tudo? — perguntei
– Quem disse que vou comer tudo isso só!- riu
– Então cadê a outra pessoa?
– Na minha frente — murmurou
– Sacanagem cara! -reclamei
Terminamos de comer e fomos conversando. Edward era uma pessoa fácil de se comunicar quando nos esquecemos das pessoas no redor. Mas a realidade é o que nos deixa firme e muita vez paralisa na hora errada.
Fale com o autor