Notas iniciais
OOI vocês, esse capítulo tem revelações e romance, espero que vocês gostem assim como gostaram dos outros, obrigado pelos comentários. Esse é o penúltimo capítulo da primeira fase da fic. Boa leitura!

Ficamos pasmos naquele momento e o silêncio tomou conta, até que ele falou.

– Olá amiguinhos, quanto tempo. Estavam com saudades de mim?

– Paulo? Mas como? — Alícia disse boquiaberta.

– Vocês devem estar perguntando o porquê de eu ter virado um criminoso, não é? Pois então vou responder todos, só não posso servir um café. Sempre quis compartilhar a minha história com meus queridos amigos de infância.

Maria Joaquina correu em minha direção e me abraçou com lágrimas nos olhos.

– Eu estava morrendo de medo deles te fazerem algum mal. Tá tudo bem agora. – sussurrei em seu ouvido.

– Obrigada por virem me salvar. – ela falou olhando pra cada um.

Voltei minha atenção para o Paulo. Ainda não conseguia entender como ele poderia ter feito aquilo. Nosso colega de turma.

– Bom, quando eu e minha família nos mudamos daqui, aconteceram muitas coisas. Meus pais morreram em um acidente e a Marcelina foi morar com uns tios lá nos Estados Unidos. Eu estava com dezesseis anos e preferi continuar a morar na comunidade de São Paulo onde eu vivia, sozinho. Larguei a escola e decidi viver sem fazer nada. Foi aí que eu entrei pro mundo do crime. Comecei traficando drogas e agora sou o capitão de uma gangue muito poderosa. Tenho essa quadrilha enorme, que seria maior se vocês não tivessem matado alguns dos meus companheiros. Roubamos nessas cidades pequenas e vivemos disso. É praticamente isso. Mas não se preocupem, não vou matar vocês em consideração aos bons tempos do passado. Adeus amigos, vocês são uns derrotados.

– Você vai ver quem é o derrotado agora. — falou Jaime.

– Para Jaime, você quer morrer é? — disse Carmen se metendo na frente dele.

A quadrilha saiu e dava para ouvir a risada do Paulo. O que importava é que conseguimos resgatar a Maria Joaquina e ela está bem. Voltamos pro apê e a conversa girava em torno dele, daquele traidor.

– Eu não acredito que o Paulo foi capaz de fazer tudo isso.

– Ele sempre foi um marginal Alícia. – Majo respondeu a Alícia.

– Ele só aprontava muito, mas daí a se tornar um ladrão, traficante e sabe-se lá o que Maria Joaquina, há uma grande diferença.

– E o que nós vamos fazer? Denunciar o Paulo?

– Você sabe que não iria adiantar nada, eu preciso falar com você Majo.

– Tá Valéria, vamos pro quarto.

Valéria e Maria Joaquina foram pro quarto, Mário pro laboratório, Jaime saiu e Carmen foi junto. Davi também saiu, Alícia ficou conversando com Jorge e eu liguei a televisão para ver um programa qualquer.


POV Valéria

– Pode falar Valéria.

– Fiquei tão preocupada contigo. – a abracei – Que susto amiga, ainda bem que não te fizeram nada. Mas não é só isso que eu quero falar, tenho uma ótima notícia.

– Para com esse suspense e conta logo vai.

– Eu não estou grávida.

– Mas... e o teste?

– Eu menstruei. Testes dão errado.

– E os enjoos?

– Deve ter sido alguma coisa que eu comi e me fez mal.

– É pra eu te dar parabéns?

– Não precisa. – eu ri — Eu vi que você logo que se soltou foi abraçar o Daniel. Tá acontecendo algo que eu não sei?

– Ai Valéria, ele é o meu melhor amigo, deixe de coisa.

– Vocês formariam um belo casal.

– E você e o Davi, já voltaram?

– Não, nós vamos nos separar. Eu cansei das brigas e tudo mais, chega. A partir de agora eu sou uma nova Valéria, mais solta e sem compromissos.

– Hum, cuidado hein soltinha. Da próxima vez você pode ficar grávida de verdade.

– Agora vai ficar me dando conselhos, é? E você, não pretende arranjar alguém?

– Eu tô bem solteira.

Ficamos conversando por alguns minutos, mas Majo disse que precisava tomar um banho e saiu do quarto.


POV Daniel

Majo saiu do quarto e eu disse que queria conversar. Ela me disse que tomaria um banho e depois conversaríamos. Esperei uns minutos, muitos minutos. Ela demorou pra caralho nesse banho e quando a vi saindo do banheiro, apenas com uma toalha, nossa... Eu fiquei louco.

– Que susto hein. – disse quando ela se sentou ao meu lado no sofá, já vestida.

– Pois é, eu não desejo isso pra ninguém.

– Eles te fizeram alguma coisa?

– Não, eles só me deixaram sem comer e sem beber por horas.

– Eu sofri muito sem você.

– Na verdade você sofre muito até comigo né.

– Não me zoa, estou tentando fazer uma coisa e não é fácil.

– Okay.

– Posso te fazer uma pergunta?

– Claro Daniel, o que é?

– Você vai achar ruim se eu te der um selinho?

– Vou achar estranho, ruim não.

Nós ficamos rindo por uns segundos, até que me aproximei dela e a beijei. Não foi só um selinho como eu havia pedido, foi um beijo quente e delicado ao mesmo tempo. Valéria, Alícia e Jorge estavam nos olhando e só percebemos quando nos afastamos.

– Vocês estão juntos? — perguntou Alícia.

– Eu sabia. — disse Valéria.

– Nós só estávamos... Cumprindo uma aposta. — falou Maria Joaquina.

– Que aposta? — perguntou Jorge.

– É que eu e o Daniel apostamos que se ele risse das caretas que eu fazia, ele me beijaria.

– Que aposta mais louca, vamos apostar Alícia.

– Sai pra lá Jorge.

Convidei a Maria Joaquina pra sair quando os três nos deixaram a sós. Ela aceitou, então a levei nun parque na cidade vizinha, sem se importar com qualquer missão que poderia surgir.

– Quer maçã do amor?

– Quero sim, obrigada.

– Moço, duas maçãs do amor, por favor.

– Duas maçãs do amor para o casal mais lindo desse parque. – ele entregou as maçãs e eu o dinheiro.

A situação foi um pouco constrangedora, mas eu gostei do fato de parecermos um casal. Começamos a discutir em qual brinquedo ir primeiro. Majo queria ir na montanha russa e eu na roda-gigante. Como as mulheres sempre ganham fomos primeiro na montanha russa e depois na roda-gigante.

– Quando eu era pequena eu tinha medo da roda-gigante.

– Por que?

– Sei lá, eu achava que se eu entrasse, iria cair lá de cima.

– Você beija bem.

– Você está fugindo do assunto.

– Aceitaria namorar comigo?

– Por que está me fazendo uma pergunta dessas agora?

– Porque se você cair de lá de cima, pelo menos terei uma namorada, nem que seja por uns segundos.

– Idiota. – nós rimos.

– Estou falando sério, você aceita?

– Eu posso pensar?

– Claro.

– Eu tenho medo de dar errado e acabar com a nossa amizade.

– Olha, eu posso te garantir que vou te encher de mimos. Posso ser um bom namorado, não duvide da minha capacidade.

– Não é de se jogar fora. — ela riu.

Quando saímos da roda-gigante, fomos no trem fantasma. Ficamos abraçados o tempo inteiro. Foi uma longa noite. Voltamos pra apartamento. Eu fiquei no das meninas por um tempo. Davi chegou bêbado e foi falar com a Valéria.

– Va-Valéria cadê você? Apareça.

– O que é cão?

– Vem cá, me dá um beijo.

– Eu não seu bêbado nojento.

Davi puxou ela pelo braço e lhe arrancou um beijo. Ela deu um tapa na cara dele e saiu correndo pra fora do apê.

– Davi você tá doido é? Deixa a Valéria em paz, tá ridículo isso, para.

– Cala a boca Ma-Maria Joaquina. — disse Davi saindo também.

– Eu tô com fome, vê o que tem na geladeira Daniel. — disse Maria Joaquina.

– Ok. — disse e dei um beijo em sua bochecha. — Você quer salgadinhos?

– Pode ser.

– Galera, vem ver isso. — disse Jorge.

Notas finais
Esse Paulo... Será que a Maria Joaquina vai aceitar o pedido de namoro do Daniel. E Daléria, já cansou né. Tem novidades chegando, até o próximo capítulo!