Notas iniciais
E aí, como estão? Desculpem se os capítulos são pequenos, mas ainda não peguei o ritmo de escrever muito, espero que gostem. Boa leitura!

POV Majo

Eu não podia estar casada assim do nada. Devia ser mais uma das brincadeiras da Valéria, então me aliviei. Alguém bateu na porta do quarto e eu Valéria disse que poderia entrar aos risos.

– Bom dia meu amor, como você acordou? – Daniel entrou e veio até mim.

– Bom dia. Acordei com uma enorme dor de cabeça.

– Eu imaginei, já que você bebeu muito. Toma esse café. – ele me entregou uma xícara com café.

– A Valéria me disse que você também exagerou. Eu não lembro de muita coisa. Ela também disse que eu casei.

– Ontem foi muito bom pelo o que eu me lembro. E você tava linda no casamento.

– Mas que história é essa de casamento? Não brinca comigo Daniel.

– Assim eu vou achar que você não quer se casar comigo Maria Joaquina Medsen.

– Digamos que somos muito novos pra casar, mas você ainda não me explicou nada. Eu estou começando a enlouquecer.

– Eu explico. — disse Valéria. — Chegou uma mulher vestida de noiva no bar, ela havia sido abandonada no altar, coitada. Aí você, bêbada, trocou de roupa com ela e improvisou um casamento. O Jaime era o padre. Quem pegou o buquê foi aquela vadia da Isabela, é isso.

– Como eu fui beber tanto assim?

– Essas coisas acontecem. Eu vou sair pra falar com o dono do apartamento que vamos alugar tá? Fique bem.

– Vai lá marido. — dei uma risada e nos despedimos com um beijo.

Me lembrei de algumas coisas. Lembrei que o Davi beijava a Isabela e a Valéria beijava um cara.

– Tô me lembrando aqui. Quem era o cara que você estava beijando ontem Valéria?

– O nome dele é Pedro. Até que ele é legal e beija bem.

– Você só beijou ele porque o Davi tava beijando a Isabela né?

– Também, mas eu já tomei uma decisão. Se ele já seguiu em frente, eu vou fazer o mesmo, quero que o divórcio saia logo.

– Já pretende se casar de novo?

– Nem pensar. Mas esse casamento é a única coisa que me prende a ele.

– Tem certeza? Você ainda sente algo por ele, que eu sei.

– Não é fácil esquecer amiga. E eu me apaixonei por ele quando ainda era uma criança. Primeiro amor, complicado.

– Eu sinto meio culpada pela separação de vocês.

– Não é sua culpa. Se aconteceu é porque tinha que ser assim. Mudando de assunto, eu tô indo procurar um emprego, você vem comigo?

– Pode ir, eu vou depois. – ela assentiu a saiu do quarto.

Terminei de tomar o café e entrei no chuveiro deixando que a água me ajudasse a relexar. Eram 09:30 e todos haviam saído pra procurar emprego. Eu ainda não sabia onde procurar. Pensei em uma biblioteca, salão de beleza e outros lugares. Saí do hotel sem nenhum rumo.

– Vamos lá Maria Joaquina, você consegue. — pensei.

Entrei em vários lugares a procura de um emprego, mas não conseguia. Avistei uma lanchonete, nem grande e nem pequena, era média e se chamava "Big Lanches". Pra minha sorte estavam precisando de uma garçonete. Falei com a gerente, Claúdia, que me pareceu muita brava, e começaria a trabalhar no dia seguinte.

Voltei para o hotel e fiquei assistindo televisão no quarto até anoitecer. Valéria me chamou para jantar com os outros e quando cheguei no restaurante do hotel, todos estavam comemorando. Daniel falou com o dono do apartamento e já poderíamos nos mudar semana que vem. Valéria arranjou emprego em um salão de beleza, Carmen e Jorge em uma lan house, Alícia em uma loja de praia e Jaime num numa mecânica. Cirilo ainda não havia arranjado nada e estava meio triste.

– Por que não comemoramos? — Falou Jorge. — Tem um circo aqui perto muito top, nem do Brasil é. Eu pago.

Todos concordaram. Eles até estranharam o Jorge pagando tudo, mas nem ligaram. Nos arrumamos e fomos pro circo que era enorme. O espetáculo começou e eu nem estava animada.

As atrações começaram a se apresentar. Parecia muito com umas de um circo que eu fui quando pequena com os meus pais. Era a vez de um domador de leões apresentar o seu show. O domador perdeu totalmente o controle sobre o animal e o Daniel fez um sinal. Nós precisávamos fazer uma coisa ou pessoas iriam se feriar.

– Esse leão pode machucar muita gente e até matar, precisamos fazer alguma coisa urgente. — disse Carmen.

– Mário tenta estabelecer uma conexão com o animal e fazer ele se acalmar. Alícia, Carmen, Jorge e Valéria tirem todas as pessoas daqui. Maria Joaquina você tá com sua bolsa? — dizia Daniel.

– Sempre.

– Procure algo pra dar pra essa fera. Davi fique atento e se o leão atacar acerte algo nele capaz de para-lo. Jaime, se o leão atacar use toda a sua força. Vamos lá Patrulha.

As pessoas do local gritavam desesperadas e corriam para a saída, o leão estava cada vez mais descontrolado e veio em nossa direção. Mário não conseguia encantá-lo. Joguei um pedaço de carne para o leão, mas ele ignorou. Davi o acertou com um martelo que encontrou. O leão ia em direção do Jaime.

Mário conseguiu fazer com que o leão se acalmasse e trancamos ele na jaula. Não nos preocupamos com o que poderia acontecer no dia seguinte. Poderiam descobrir a gente ou achar que somos anormais, mas o que importava era que todos estavam bem.

O dono do circo pediu para falar com a gente.

– Sentem-se. — dle disse apontando para dois sofás que tinha na sua sala. — Queria agradecer a vocês por controlar toda a situação. Não sei como conseguiram, mas vou lhes fazer uma proposta.

– Não precisa agradecer. Que proposta é essa? — perguntou Daniel.

– Eu vi que vocês manjam dessas coisas de circo. A apresentação de vocês completaria o nosso espetáculo. O que acham de trabalharem conosco, viajar pelo mundo, mostrar o talento de vocês? Não precisam responder agora, mas nós vamos partir depois de amanhã, então vocês vão ter que me dar uma resposta amanhã.

– Eu agradeço por todos. Nós vamos pensar e amanhã você saberá nossa resposta. — falou Daniel.

Voltamos para o hotel e todos só pensavam na proposta. Eu achei legal a parte de viajar pelo mundo, sempre sonhei em conhecer a Europa. Daniel tomou a iniciativa.

– Quero saber de vocês o que vocês querem.

– Eu gostei da ideia, acho que seria bem legal. — disse Carmen.

Ninguém mais comentou. Eles estavam esperando a reação do Daniel já que ele era o líder da Patrulha.

– Eu acho que se nós temos esses poderes, são para salvar quem está em perigo e não para ganhar dinheiro, mas nós sempre fomos democratas, se a maioria quiser ir eu vou, mas também se concordarem ninguém é obrigado a ir ou a ficar. — Daniel disse sério.

Todos concordaram com o Daniel, iríamos ficar, aliás mal chegamos no Rio. Todos foram dormir porque no dia seguinte iriam começar a trabalhar. Daniel e Cirilo procurariam emprego.

Quando acordei já era 08:20, e eu entrava 08:30 no emprego. Valéria nem estava mais no quarto. Puta que pariu, estava muito atrasada e logo no primeiro dia. Como eu fui me esquecer de colocar um despertador?

Daniel entrou no quarto com um sorriso segurando uma bandeja com o café da manhã.

– Bom dia princesa. Pra você ver como eu sou romântico, trouxe até café da manhã na cama.

– Você sabe que horas são? Era pra eu já estar lá. Obrigada por não me acordar.

– Não se preocupa princesa, tudo vai dar certo.

– Será mesmo? Não estou muito confiante.

Notas finais
Gostaram? Obrigado pelos comentários, no capítulo anterior teve 8 comentários. Até o próximo!