Notas iniciais
Que saudades de escrever meu famoso (só que não) OOOOI, quanto tempo né? Vocês viram que a culpa não foi totalmente minha, ótima hora do Nyah bugar né? Eu pretendia acabar essa fic ainda nesse mês ou no início de junho, mas quem sabe né? Esse capítulo está médio (em relação a quantidade de palavras que eu escrevo) e eu espero que vocês gostem, é isso. Leiam as notas finais e boa leitura!

Era tão bom sentir seus lábios quentes colados nos meus. Ele sabia exatamente como me seduzir, mesmo não se dando conta. E ali estávamos nós dois, com expressões idiotas na face e sorrisos bobos. Mas ele estava preso e pra lembrar isso, um policial o levou de volta pra sela.

Eu sabia o que tinha que fazer. Sim, eu tinha que procurar o Lucas. Pensei bem e cheguei a conclusão de que se ele estiver falando a verdade poderia até me ajudar. Não queria meter ninguém nessa, mas sozinha eu não vou conseguir nada. Mandei uma mensagem pra ele no whats.

“Onde vc ta?”

“Em casa... pq?”

“A gnt precisa conversar”

“Ok, onde?”

“Pode ser na pracinha perto da sua casa sabe?”

“Uhum, que horas?”

“To indo pra ai agora, chego em 20 min”

“Ta, vou estar te esperando”

Estranhei nenhuma palavra de carinho vindo de sua parte, nem mesmo um “princesa”. Ele deve estar bem magoado comigo. Ou ele quer que eu acredite que ele está magoado. Que confusão. Seria muito arriscado confiar no Lucas sendo que seu pai é um capanga do Paulo, mas eu vou ter que correr esse risco.

Peguei um táxi e em torno de 15 minutos cheguei a pracinha. Paguei o motorista e saí do carro, olhando ao redor e procurando Lucas. A pracinha era média, cheia de árvores velhas e alguns brinquedos enferrujados. Depois de olhar pela terceira vez avistei ele sentando em um dos bancos, que ficava em baixo de uma árvore.

Eu não sabia exatamente o que iria falar, mas mesmo assim tomei coragem e fui ao seu encontro. Quando me viu ele deixou um sorriso escapar, mas logo fechou a cara e sua feição se tornou séria.

– Oi. – falei me sentando ao seu lado com um sorriso no rosto.

– Oi. – ele respondeu de forma que não saiu animado, mas também não foi frio.

– Lucas eu... eu resolvi dar um voto de confiança em você e eu quero que você me perdoe se eu cheguei a te magoar com as minhas desconfianças, mas cara, seu pai é um capanga do Paulo e...

– Não precisa continuar, você teve toda razão em desconfiar e eu te perdoou sim, afinal eu não ficaria muito tempo com raiva de você mesmo, eu simplesmente não consigo.

– Nossa, obrigada. – falei um pouco corada. – Bom, eu também queria te pedir ajuda. Como eu te disse antes, meus amigos estão presos por culpa do “patrão” do seu pai e eu preciso fazer alguma coisa.

– É né, mas você tem um plano?

– Minha ideia é seguir o seu pai, ele deve se encontrar muito com o Paulo. Então depois nós seguimos o Paulo e tentamos descobrir alguma coisa errada que ele faz, aí armamos uma cilada e aí ele vai preso.

– Mas ele preso não daria a liberdade aos seus amigos, certo?

– Sim, essa na verdade é só o primeiro passo, se bem que prender ele não vai ser nada fácil.

– E qual o segundo passo?

– Nós temos que colocar ele contra a parede e fazer confessar tudo, só que pra isso precisamos de um bom motivo.

– Tô começando a pensar que colocar esse Paulo contra a parede é praticamente impossível.

– É né, ele não se preocupa com ninguém e também eu nunca usaria alguém de refém para atingi-lo, preciso pensar em alguma coisa, eu não posso falhar.

– Você precisa relaxar um pouco, ter pressa agora não vai adiantar nada. Precisamos planejar tudo isso muito bem.

– Então você tá dentro?

– Acha mesmo que eu iria te deixar sozinha nessa? — ele disse fazendo um biquinho — Que tal uma sorveteria agora?

– Só porque hoje eu estou feliz.

– Posso saber o motivo de tal felicidade?

– Ah, nada em especial.

Claro que eu não contaria a ele o real motivo da minha felicidade. Ele gostava de mim, certo? Isso poderia estragar o clima. Fomos andando, rindo e conversando. Chegamos na sorveteria e eu pedi um sorvete de morango com cobertura de chocolate, meu preferido por sinal. Lucas pediu um milk shake de chocolate.

Rimos e conversamos mais ainda e eu acabei me sujando com o sorvete. Pode passar anos, mas eu sempre me melarei com sorvete, é incrível. Meu celular tocou "You and I — One Direction" o que significava que a bitch da Irene estava ligando.

– OI. — dei um grito ao atender — Diga oi Lucas. — falei me virando pra ele.

– Oi Irene. — ele disse meio sem graça.

– Quer dizer que os dois não vem pra faculdade e ficam vagabundeando por aí é?

– É dessa mesmo, mas e aí, o que você quer a essa hora da manhã? Não deveria tá na aula?

– Eu fui expulsa da sala por dar um tapa na cara da vadia da Medoly.

– Você deu um tapa na cara dela? Gente, quero saber de tudo, conta.

– Eu descobri que era ela quem tava me mandando aquelas mensagens no whats e dei um tapão, aposto que deve tá vermelho até agora. — não consegui contar o riso.

– Adorei. — falei ainda rindo — Arrasou amiga, subiu ainda mais no meu conceito.

– Ih fudeu, uma menina veio me dizer que o diretor tá me chamando. Vou lá, nos falamos depois. TCHAU LUCAS.

– Boa sorte amiga, beijo.

Ela desligou a chamada e voltei meu olhar a Lucas. Ele me olhava com um sorriso bobo no rosto.

– Mulheres. — ele sussurrou, mas consegui ouvir.

– A única diferença é que se fosse um homem, ele daria um murro e não um tapa na cara.

– Tenho que concordar.

– Bom, vamos?

– Vamos.

Notas finais
E aí o que acharam? Queria agradecer aos comentários do capítulo anterior e de antecedência desse capítulo já. Bom é isso, até o próximo!