Notas iniciais
Notas finais.
#EDIT Um errinho básico foi consertado, e como não betei direito, outros erros podem aparecer. ;;
Boa leitura! ♥

– Ah, claro! Passarei por aí amanhã mesmo, então poderei experimentar as roupas, huh? Obrigado, senhor Geng! – o sorriso nos lábios do moreno era estonteante, e ao desligar a chamada, guardou o celular em seu bolso, olhando a forte tempestade no lado de fora do prédio onde morava, através dos límpidos portões de vidro.

Mesmo assim, Chen arriscou. Tinha de sair e correr até seu carro para resolver um problema com o casamento de seu melhor amigo, já que ele também estava ajudando os pais do menino com a organização da cerimônia e outros detalhes. Correu até seu carro, tendo o corpo um pouco molhado pela forte chuva e seguiu caminho por seu destino, resmungando baixo por conta do fenômeno natural.

E, dirigindo, prestava bastante atenção no trânsito, dando graças que estava livre. Também agradecia por ter boa visão, o que facilitou Jongdae a ver algo não muito agradável.

Estava mesmo enxergando bem?

Estacionou o carro assim que o viu, aproveitando que a rua estava deserta. Se retirou do veículo, indo ao ser desacordado sobre o chão molhado.

Era Chanyeol.

O popular, o mais bonito dos tempos do colégio; o irmão de seu melhor amigo.

• • •

Sua cabeça estava dolorida, assim como todo o corpo.

Ao abrir lentamente os olhos, Chanyeol se assustou, se encontrando num lugar completamente diferente, ao qual nunca havia visto em toda a sua vida, além de bem arrumado e refinado. O lugar era grande, e mesmo que nunca estivesse ali, viu alguém que, há pouquíssimos dias, conhecera. Ajeitou-se no sofá onde estava, levando a mão à própria cabeça, enquanto Chen se aproximava com uma xícara de chá.

– Tome. – estendeu a xícara com cuidado para o maior, e o mesmo apanhou em seguida. – Vai se sentir melhor.

Chanyeol piscou algumas vezes. Estava mesmo enxergando tão bem quanto Jongdae?

– O-obrigado... – agradeceu, meio sem jeito, tomando um pouco do chá.

– E, antes que pergunte, te encontrei jogado no chão. O que você, doente desse jeito, foi fazer numa tempestade como essa? – Chen não só parecia sério como estava, se sentando ao lado do mais novo.

Jongdae era mais velho que Baekhyun.

– Eu não me recordo muito bem... Acho que eu me revoltei, não me lembro.

– Baekhyun, não foi?

O maior arregalou os olhos. Como assim, Jongdae sabia de tudo? Será que Baekhyun contava algo para ele? O dongsaeng suspirou pesadamente, sem entender nada, mas com uma ponta de esperança sobre seu irmão.

Ele não sabia de nada sobre o casamento, e talvez Chen soubesse.

– Baekhyun te contou algo? – atreveu-se a indagar.

– Somos melhores amigos. – sorriu. – Óbvio que ele me conta as coisas, Chanyeol-ah.

O fato de Chen ser tão próximo de seu hyung... Isso o chateava.

– Mas... – contudo, o mais baixo prosseguiu. – Baekhyun te ama.

– É cruel dizer isso com o fato de que ele vai se casar. – tomou mais um gole do chá que fora servido a ele. – Não acha?

– Não, porque o mais incrível de tudo é que Baek sempre se sacrifica por você. – o sorriso de Chen fora irônico, quase fazendo Chanyeol engasgar. Colocou a xícara de chá sobre a mesa de centro, arregalando os olhos.

– Como é que é?

– No colegial, Baekhyun foi abordado por um grupo de estudantes que bateram nele sem dó, porque o líder do "bando", o irmão da Meili, se lembra? – Chanyeol assentiu, preocupado. Começara a se lembrar daquilo. – Então, ele ficou com raiva de você ter beijado Baekhyun e descontou nele.

– Mas... Baekhyun disse...

– Eu tive de sair do colégio dias depois de conhecer Baek porque viajei para fora do país, que foi o período no qual você melhorou da febre. Eu me lembro de tudo perfeitamente.

Chanyeol se sentia horrível.

– Baekhyun fez isso por minha causa...? Não denunciar nem nada?

– Não. E sabe por quê? Porque depois ameaçaram a fazer pior com você, e Baek se preocupou. Ele sempre te coloca em primeiro lugar, sabe? Assim como o casamento.

– O que o casamento tem a ver?

Jongdae suspirou, fitando o chão.

– Ele contou pra mãe dele que estava apaixonado por um homem, e esse homem havia lhe dado o primeiro beijo e tirado sua virgindade, deixando-a preocupada. Ele até diria o nome da pessoa, se ela não se adiantasse em organizar o casamento arranjado junto de seu pai. Eles não aprovam o homossexualismo, e aqui na China não é como a Coréia.

– Mas eles não aprovam na Coréia também.

– Pra você ver o risco que seu irmão está correndo. A garota com quem ele vai se casar está apaixonada por outro homem, mas ele é pobre e trabalha numa granja. Os dois são coreanos.

– Todo mundo é coreano? – Chanyeol riu soprado, com Jongdae o fuzilando com o olhar.

– Bom, me parte o coração dizer que Baek anda me ligando e chorando na ligação porque perdeu você. – o menor se levantou do sofá, apanhando a xícara vazia. – Mas ainda dá pra consertar isso.

Imaginar Baekhyun chorando durante uma ligação também partia o coração de Chanyeol, e até mais que o do próprio Chen. Respirou fundo, olhando para o chão e logo para o teto, pensativo. Não gostava de imaginar o quanto o seu hyung teve de abrir mão do próprio conforto só porque amava o dongsaeng. Sabia, em seu interior, que o sentimento por seu irmão era recíproco, e que não o via como "irmão" a essa altura.

Baekhyun era seu homem, e Chanyeol o amava.

– E como poderei consertar isso? – perguntou, logo também se levantando.

– Fique longe dele, Chanyeol. Deixe Baekhyun se casar e não faça mais nenhuma besteira. Vocês são irmãos, e é assim que deve ser.

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Voltou sozinho para casa, aproveitando que a chuva havia passado.

Como tinha as chaves de casa, destrancou a porta e a abriu, entrando em casa e, ao fechar a porta, ouvir o choro de seu irmão vindo de seu quarto, tão alto. Então, subiu as escadas, batendo na porta do quarto do menor, e quando o mesmo a abriu, saltou sobre o corpo de seu dongsaeng, o abraçando.

– Chanyeol!

Os olhos estavam cheios d'água, assim como o rosto demasiadamente inchado por tanto chorar. O abraço fora forte demais, com os dedos compridos de Baekhyun agarrando a veste superior de Chanyeol, podendo sentir o cheiro da pele do mesmo quando o rosto fora encostado em seu tórax.

O maior levou a mão aos fios castanhos de Baek, entrelaçando seus dígitos aos fios, beijando-lhe o topo da cabeça.

Seu coração estava partido só de vê-lo chorar.

– Baekhyun-ah...

– Seu... Idiota! – o apertou mais contra si. – Não fizeram nada pra você, né? Chanyeol, eu estava desesperado! Eu não aguento chorar achando que alguém fez algo com você e...

– Calma, amor, eu tô aqui.

Baekhyun ergueu o rosto, cessando o choro por um momento.

– "Amor"...?

– Eu te amo, Baekhyun... Mesmo que você não seja meu.

– Mas... Chanyeol, eu sou seu... Onde você estava?

– Eu desmaiei na calçada e...

Baek voltou aos prantos.

– Calma, Baekhyunnie! – tentou acalmá-lo, mas parecia impossível. – Digo, Chen me encontrou e me salvou! – parou de chorar aos poucos, voltando a prestar atenção no maior. – Agora eu entendo porque andam sempre tão juntos... Ele te protege...

– Não tanto quanto você.

– E a sua noiva?

– Channie, eu não a quero e nem ela me quer... O cara que ela gosta trabalha numa granja!

– E o que você pretende fazer daqui pra frente? – os dedos do mais novo acariciavam os cabelos de seu irmão, e aquela carícia era agradável demais, fazendo o mais baixo fechar os olhos e aproveitar aquilo.

– Pretendo dar um jeito de convencer aos nossos pais de que não é isso o que eu quero. Para não decepcioná-los, podemos fazer intercâmbio no Brasil, já que lá é um pouco mais aceitável dois homens ficarem juntos. Estudaremos, nos encontraremos... E é.

– Eu não sei se teria capacidade e...

Baek levou o indicador aos lábios do maior, que beijou sua falange.

– Não diga isso. Você tem capacidade sim, e eu posso ensinar a você. E quando nos formarmos, moraremos juntos e...

– Ficaremos juntos?

– Para sempre. – os dois riram, e em meio ao clima tão agradável, Baekhyun afastou o dedo dos lábios do outro, aproximando os próprios e selando-os.

Beijaram-se e também ficaram aos abraços, logo Chanyeol prensando o corpo do hyung contra a parede, descendo os lábios até seu pescoço e arrepiando-o demais. Baek suspirava com aquilo, já que o rapaz sabia exatamente onde tocar.

Estavam bem e planejando o futuro.

Um futuro juntos.

– Chanyeol-ah... Assim vai me deixar excitado... – Chanyeol virou o corpo alheio, fazendo o mais velho ficar de frente para a parede, enquanto o próprio Yeol roçava os quadris contra as nádegas alheias, beijando seu ombro durante aquilo.

Haviam feito as pazes?

Em meio aos beijos, carícias e possíveis atos mais eróticos, os dois se viraram repentinamente, mantendo os olhos arregalados e o coração terrivelmente acelerado ao ouvirem uma voz se sobrepor o ambiente, deixando todos assustados.

– Posso saber o que tá acontecendo aqui?

Era o senhor Park.

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Notas finais
Oi gente. ♥ Não me matem nem me trucidem, o lado bom é que Channie entendeu o lado do Baek e mais coisas serão esclarecidas ao longo da fic.
E dói dizer, as falta pouco pra Super Hero terminar... E fechando, com chave de ouro, a side story de Hurry Up (e quem sabe a BaekYeol de Coagulation, né? ♥ SDJDJSKDLJSLD)
Sério, tenho os melhores leitores do mundo. ;3; Não me acho perfeita, tampouco na escrita quanto em edições, mas o empurrão que vocês me dão para continuar é simplesmente lindo.
E eu devo isso a vocês. ♥
E, como brinde, um banner de Super Hero. Não tá tãaaaaaao lindo assim, mas eu me esforcei. ;;
Então é isso, pessoal. Deem seus palpites; adoro ler o que vocês comentam e salvo aqui no pc! ♥
Vejo vocês em outro cap.
Gostaram? ♥
(Nota: Espero que o separador e o banner apareçam... ;; Caso o banner não apareça, quem quiser ver, é esse aqui → http://i49.tinypic.com/149w18k.png ♥)