Notas iniciais
Antes de tudo, esclarecer uma coisa: Não abandonei Hurry Up, não pensem nisso, pelo amor de Deus. ;; A TaoRis será atualizada na quinta-feira, e postei esta fic pra deixar logo salva, porque não estou confiando no meu pc, no momento. q
Esta é a versão BaekYeol de "Hurry Up!", e será atualizada com mais frequência no término da versão TaoRis.
Diferente da outra, esta fic é um romance com drama (fic minha tem que ter drama, não dá. q) então, quem não curte mel com pimenta, não precisa ler. Mas quem gosta... Favorite, acompanhe, mande reviews se quiser... Cê que sabe. q SDJSJDLKSJKLJSDK Mas isso me faria feliz. q
E a fic se passa antes de Kris conhecer o Tao. Não vou dar spoiler senão perde a graça. q Boa leitura e... É isso ai. ♥

A família Park era feliz.

Os pais se amavam, o filho era obediente e toda a noite ele recebia beijos de boa noite daqueles que o cuidavam, e o pequeno de apenas seis anos sabia, mesmo pequeno, que era feliz e tinha a melhor família do mundo. Chanyeol, um garoto que vivia num bairro de classe média e em algum canto da Coréia do Sul, era sempre tão divertido e otimista, brincando com todos e dizendo o que se passava em sua cabeça, assim como seus pais. E todos naquele bairro adoravam a família Park.

Porém, para Chanyeol, as coisas começaram a mudar.

Sua mãe faleceu após uma doença grave, um tumor incurável no cérebro. Seu pai ficou arrasado, e o pequeno, mesmo tão ingênuo e inocente, chorou tanto que imaginou que pudesse secar por dentro. O senhor Park, mesmo em meio ao incidente tão desgracioso, permaneceu cuidando do filho, para que não faltasse nada ao mesmo. Mas sabiam que, o que faltava, o senhor Park não podia trazer de volta à família. Estava bem longe do alcance de todos.

Chanyeol começara a mudar. Não via mais sentido em fazer a festa sendo que uma parte importante de sua vida havia ido embora, e mesmo com isso, após seis meses, seu pai tentou largar o luto para viver mais uma vez, mantendo a memória de sua falecida esposa em seu coração.

E se passaram dois anos, desde então. O pequeno se recuperou do choque, voltando aos poucos a vida que tinha antes.

Mas levou outro choque.

"Filho... Eu vou me casar."

Como assim?! Chanyeol achou que era uma daquelas conversas que seu pai teria consigo quando o chamou para a sala, dizendo que tinha coisas da vida que ele precisava saber! Ele passou o dia inteiro se preparando psicologicamente para isso!

E seu pai vem dizendo que vai casar? Que confusão!

Chanyeol não teve muito que argumentar. Apenas teve medo de que a mulher não pudesse gostar dele, o maltratasse e o mandasse para algum internato na Suíça, assim como via nos filmes e novelas. Bufou, ouvindo seu pai dizer que não deixaria que ninguém fizesse mal ao seu bem mais precioso, que era seu filho. Mas o que adiantava dizer aquilo se na cabeça do próprio Yeollie, teria que dividir o teto com alguém completamente desconhecido para ele?

O pior de tudo foi o que seu pai lhe disse depois...

"Calma, filho. Ela tem um filho da sua idade. Vão poder brincar juntos!"

Era só o que faltava. Ter que dividir o teto com uma desconhecida e um moleque que poderia querer todas as suas coisas, tratando Chanyeol como a Cinderela. Era o que estava nos filmes! Os filmes não mentem, segundo o menino.

Teve de aceitar a ideia. Chanyeol concordou.

– Tudo bem, pai...

E lá estavam eles, no aeroporto esperando o avião com destino à China. Chanyeol carregava sua mala de rodinhas, e seu pai ajudava com as outras, para que pudessem entrar antes deles no avião. Sua madrasta e seu irmão postiço não apareciam, e o menino de apenas oito anos torcia para que ela desistisse de chegar.

Ele a conheceu num jantar em família, mas seu filho não pôde ir, pois estava com a avó paterna, que também morava na Coréia do Sul. A madrasta não parecia tão ruim, mas ninguém é ruim à primeira vista. O garoto se sentou, esperando seu avião chegar para todos partirem, e de longe, viu a tão amada mulher pelo seu pai, ao lado de um moleque sorridente carregando uma mala infantil de elefantes.

E o motivo de irem para a China? A família da mulher morava lá.

Quando a outra se aproximou, cumprimentou ambos, enquanto o menino ficava lá, quieto, com a mala numa das mãos e um lencinho em outra mão, cobrindo metade do rosto pela timidez.

– Este deve ser Chanyeol, acertei o nome? – belo palpite, senhora.

– Sim... Park Chanyeol. – Chan estendeu o braço para cumprimentá-la, e seu pai sorria largamente. Ele esperava que fosse assim também, ao pisar em solo chinês.

– Bom, este é o meu filho, Baekhyun. Dê oi para seu novo irmãozinho, filho. – a mulher colocou as mãos sobre os ombros do garoto, que era um pouco mais baixo que Chanyeol. Mas ele era tão envergonhado que cobriu o rosto inteiro.

Mesmo assim, ele retirou o lenço do rosto, estendendo a mão para cumprimentar seu novo irmão, logo ambos apertando as mãos.

A vida de Yeollie acabara de mudar. Aquele gesto seria o suficiente para transformar sua vida; tanto a sua quanto ao do pequeno Baekhyunnie.

• • •

– Chanyeollie, eu quero te pedir um favor. Baekhyun é tímido, sofria bullying na Coréia e ninguém gostava dele porque ele é um pouco diferente. Eu não sou uma madrasta ruim, e diferente do que você deve estar pensando agora, não vou te mandar para o internato. Seu pai te ama, e sei que é um bom menino. Como você é popular e tem o jeito pra lidar com as pessoas, por favor, cuide de seu irmão e não deixe que ninguém o faça mal... Vir para a China é uma oportunidade que ele tem de se enturmar, e só te peço isso. Você ganhará muitos pontos comigo.

Aquilo o pegou de surpresa. Sua madrasta, senhora Byun, o abordou quando saíram do avião, e no início Chan se assustou com a surpresa.

Baekhyun era um ser esquisito. Um garoto baixinho, bastante gordinho e com os cabelos bem escuros, lisos, no formato de tigela. Suas roupas eram mais esquisitas que sua personalidade, teimando em usar a porcaria de uma gravatinha e a camisa por baixo da calça. Aquilo era... Repugnante, pelo menos era para o maior.

Já Chanyeol costumava ser bastante popular. Um bermudão e uma camiseta de manga larga eram o suficiente, e seu boné com a estampa de uma bomba era o presente mais valioso que sua mãe já lhe deu, além do próprio amor. Guardava aquele boné como se fosse ouro, mesmo que um pouco largo para sua cabeça.

Talvez tivesse de crescer mais um pouco.

Estavam no ponto de ônibus quando Chanyeol resolveu perguntar algo a Baekhyun. Baek parecia ter um fascínio por elefantes, enquanto Yeol achava aquilo completamente estranho. O mais baixo sabia andar pela China inteira; não era a primeira vez que estava lá, diferente de seu novo irmão; por isso, o conduziu até a escola.

– Você gosta mesmo de elefantes, hein. – sorriu.

– Elefante é o meu animal favorito. – Baekhyun retribuiu o sorriso.

– Já andou em um? Tem um país que as pessoas montam em elefantes.

Baek abaixou a cabeça, mas logo voltou a erguê-la.

– Nunca vi um elefante em toda a minha vida.

Yeollie arregalou os olhos. O ônibus chegava e ambos adentravam o veículo.

A viagem até o colégio não foi muito longa, mas os dois permaneceram em silêncio durante o trajeto. O mais alto não sabia lidar com o outro, e ele era tão quietinho... Vai que não gostava mesmo de se enturmar? Ou talvez fosse tímido, já que agarrava com tanta força o tão amado lencinho. Ele não largava aquilo!

Chegaram ao colégio e, na sala de aula, colocaram-se em seus lugares. Cada mesa dava espaço a dois lugares, e o pequeno Baek ficou ao lado do crescido Channie, que pôde tirar um proveito de seu irmão (já que o pequeno era bastante inteligente). Todos amaram Chanyeol no primeiro dia de aula, mas Baekhyun não se misturava a ninguém.

Ele apenas observava Chanyeol se enturmar.

No intervalo, Baek se encolheu num canto, abrindo sua lancheira e retirando seu lanche de dentro dela, enquanto seu irmão (meses mais novo) jogava bola com seu novo amigo, o canadense Yifan, da quarta série. Baekhyun tinha vontade de jogar com os outros meninos, mas sua timidez e o fato de não saber jogar o impediam.

Ao chegarem em casa, foram recebidos aos beijos e abraços pela senhora Byun e pelo senhor Park, que logo teriam um sobrenome só. Jantaram e em seguida se arrumaram para dormir, e Yeol se sentiu bem quando soube que seria um quarto para cada.

Já que ninguém o incomodaria, a vida do garoto parecia ir de bem à melhor. Fora que fez um novo amigo na escola onde começou a estudar. Yifan era legal demais!

E no meio da noite, se deitou em sua cama, fechando os olhos. Nunca havia dormido tão bem, com a mente tão limpa como naquele dia. Estava de costas para a porta, e do lado de fora da casa começara a chover demasiadamente, podendo ouvir os trovões afoitos na parte externa. Chanyeol não tinha medo; estava tranquilo.

Até que ouviu uma voz chorosa e leves batidas contra a porta de seu quarto.

– Pode entrar! – ao dizer, empurraram a porta levemente, e quando fora aberta, Chanyeol se virou, vendo seu irmão (meses mais velho) segurando seu lencinho e um elefante de pelúcia.

Baekhyun estava chorando?

– Chanyeollie... – os passos eram vagarosos até adentrar o cômodo do mais novo. – Eu tô com medo...

Channie relaxou os ombros. Descobriu que não gostava de ver Baekhyun chorar, então, cedeu espaço em sua cama, que parecia ser o suficiente para os dois.

– Feche a porta. Se quiser, você pode ficar comigo até perder o medo!

– O-obrigado... – encostou a porta devagar, indo em direção a cama. Quando ouviu mais um barulho de trovão, os passos foram acelerados, e Baek se deitou ao lado de Yeol, escondendo sua cabeça no peito do mesmo.

– Você tem medo do escuro? – levou as mãos aos fios escuros de seu irmão, acariciando a cabeça do mesmo, encostada em seu tórax.

O menor apenas balançou a cabeça, fazendo o mais alto sorrir. E desde aquela noite, Baekhyun pegou o hábito de correr para o quarto de Chanyeol após seus pais dormirem, para poder dormir tranquilamente ao lado do mais novo.

E o engraçado era que Baek só conseguiu dormir em paz quando se agarrou ao outro. Parecia que precisava dele para adormecer.

Chanyeol se transformou em seu super-herói naquela noite; e em todas.

• • •

– Eu não sou galinha.

– Ah, você é sim.

– Não sou não!

– Você sabe que é. Toda hora leva uma garota diferente lá pra casa. Isso é tão... Ridículo, Chanyeollie.

– Você tá com inveja, porque queria pegar metade das garotas com quem eu saio e você ficando com a líder do clube de xadrez.

– Eu não estou com ela!

– Ah, eu reparei o jeito que você olha pra ela.

– Nada a ver! Eu... Gosto de outra pessoa.

No exato momento, Chanyeol virou-se para Baekhyun, arqueando uma das sobrancelhas. Sorriu pelo canto dos lábios, segurando o antebraço de seu irmão mais velho em seguida, firmemente, mas sem machucá-lo. O olhar dirigido ao garoto era penetrante, fazendo Baekhyun arregalar os olhos e sentir o coração quase sair pela sua boca. Afinal, o que era aquilo.

– Que pessoa é essa? Posso saber? – a pergunta fora feita e o sorriso desmanchado nos lábios do rapaz mais alto, e aquilo parecia ter afetado o dongsaeng. Baek entreabriu a boca, mas logo fora sua vez de sorrir.

– Está curioso? Não vou dizer. – mostrou a língua.

– Ah, é? – Chanyeol puxou o outro para si, e ficaram praticamente colados, até que o ônibus chegou. Entraram no veículo, pagaram suas passagens e se assentaram. Como o ônibus estava lotado e só havia um lugar, o mais novo fez questão de que seu irmão se sentasse.

Baek sorriu, sentindo suas bochechas se esquentarem com o ato tão gentil de seu irmão. Os dois tinham um bom convívio, e o dongsaeng descobriu que sua madrasta era bem mais legal do que parecia ser; e bom, seu irmão era... Era esquisitinho, mas com o tempo, começou a se vestir melhor e ficar bonito.

Na verdade, Baekhyun estava lindo. Aquele moleque gordinho e sem senso pra moda se transformou numa linda pessoa... E Yeol tinha de admitir que não desgrudava os olhos de seu irmão e nem de sua bunda. Espera... Aquilo era errado! Primeiro porque eram homens e segundo porque eram irmãos. O que havia dado em Chanyeol? Embora Baekhyun o olhasse da mesma forma. Seu irmão mais novo era alto, tinha um corpo definido e seus braços faziam o menor suspirar.

Talvez por... Inveja? Claro, inveja.

O tempo foi passando e o crescimento do mais novo fora bem mais rápido que o do mais velho. Baek não era o exemplo perfeito de homem másculo e ainda tinha o costume de ir para o quarto do maior todas as noites, dizendo ao mesmo que o problema de tudo era sua escotofobia¹. Channie não via problema e sempre deixava.

Quando saíram do ônibus, rapidamente Chan voltou a segurar Baek pelo antebraço, de maneira possessiva. A rua nem estava tão lotada assim; Park até parecia uma espécie de guarda-costas de seu irmão.

– Não saia de perto de mim, Baek. – pediu. Baek deu de ombros, não se importando com o outro o segurando.

– Você se lembra do que a nossa mãe pediu pra comprar? – "nossa". Eles aprenderam a dividir as coisas um com o outro.

– Ela quer que a gente compre material pra bolo. Mas bolo de quê?

– Não sei... Tem algum aniversário próximo?

– O do nosso pai é semana que vem. Vai ver ela quer adiantar tudo.

– Pode ser. Ela sempre foi de planejar tudo com antecedência.

Sorriram. Procuravam pelo material pedido em cada confeitaria, pesquisando os preços em cada lugar e encontrando o que queriam. Mesmo com as mãos cheias de sacolas de compras, o dongsaeng não desgrudava de seu hyung, até pararem na praça de alimentação de um shopping no centro, colocando as compras sobre a mesa para descansarem.

O celular de Yeollie tocou, e o mesmo apanhou o aparelho de seu bolso, pedindo a Baek que não saísse dali. Deu de ombros mais uma vez, e o mais engraçado era que o hyung gostava do jeito preocupado, bem excessivo, do dongsaeng.

– Alô?

– Channie? Adivinha quem é.

– Quem é vivo sempre aparece. – riram.

Yifan e Chanyeol se tornaram melhores amigos desde o primeiro dia de aula do coreano. Channie era mais baixo e mais novo que seu amigo (agora loiro), e sempre quando alguém mencionava um, se lembrava do outro.

Tornaram-se inseparáveis.

– Nos vimos ontem! Adivinhe o que eu acabei de fazer.

– Não sei. Você assaltou um banco e veio me contar sua façanha?

– Sou rico, eu não preciso disso. Só acho que você deveria morar comigo. Mulher a noite toda e cerveja na geladeira.

Chanyeol virou-se, observando Baekhyun sentado à mesa e voltou ao telefone.

– Dispenso. – sorriu. – Mas me diga. O que aconteceu?

– Entrei pra um chat que reúne um pessoal que curte sado masoquismo. Acabei de conhecer um cara chamado Tao e vou me encontrar com ele no sábado.

– Cuidado que ele pode ser um velho tarado.

– Se ele não tentar me foder, o resto tá tudo ok. – riram mais uma vez. Mas Chanyeol viu alguém se aproximando de Baekhyun, então repentinamente cessou o riso.

– Preciso desligar. Nos falamos mais tarde.

Baek se levantou e cumprimentou o homem, sorrindo e rindo a tudo que o mesmo dizia. Por que Baek não ria daquele jeito quando Channie dizia algo? O dongsaeng estava ficando com raiva daquele homem que estava tão próximo do outro. E ainda o abraçou! Ele não tinha aquele direito! Ao menos pensava o maior.

Mas após um instante (tempo que o maior levou para se aproximar do irmão), o outro se afastou, e Baekhyun permaneceu de pé.

– Quem era aquele cara?

– Um amigo meu! "Kim Jongdae". O nome dele é tão bonito... – ele suspirou?

– Então é desse cara que tu gosta? – Chan apontou para o tal amigo de Baek, já afastado de ambos.

– Eu não falei que gosto dele, eu falei que o nome dele é bonito.

– Prefiro o meu. "Park Chanyeol".

– Não gosto da forma de dizer "Yeol". – Chanyeol estalou a língua num muxoxo, e logo o hyung completou. – Mas você é bem mais bonito que o seu nome. Deveria se sentir honrado!

O dongsaeng riu, voltando a segurar o antebraço do irmão e apanhando as sacolas com as compras.

– Vamos para casa.

Notas finais
Kyo disse que tava liberado pra postar. Se ficou ruim, batem nela. u_u q
Provavelmente eu farei correções futuras, mas né...
Reviews? ♥