Mortimer abraçou Bella.

–Você é minha melhor amiga, Bella!

Bella retribuiu o abraço, tímida com o pensamento que tivera há poucos segundos... Ela se perguntava porque havia pensado naquilo.

– Oh Morty, você também é meu melhor amigo!

Mortimer soltou o abraço, e então coçou a cabeça, olhando para a tela que estava apoiada no cavalete.

–Sabe... Antes de te conhecer, eu não imaginava que meninos e meninas podiam, assim, ser tão amigos...

– Nem eu! Realmente, meninos e meninas podem ser amigos sem ser namorados... – Bella estava se sentindo estranha. Há poucos instantes havia desejado um beijo de Mortimer, e agora ela sentia vergonha por sequer ter pensando em tal coisa! Aquele pensamento incomodava, ao mesmo tempo que ativava sua curiosidade por alguma estranha razão. – Vou guardar seu quadro com muito carinho!

– Não acha que vai ser, err... Estranho explicar para seus pais? – perguntou Mortimer – Quero dizer, eles podem achar, sabe... Que nós estamos namorando, e talvez eles não queiram que você namore, não sei...

Aquela conversa estava tomando um rumo cada vez mais desajeitado!

– Não Mortimer, eu não acho que eles pensariam isso...

– Não sei...

–Bom, então eu posso esconder o quadro no meu armário

–Talvez seja uma boa ideia, mas você teria que entrar em casa sem que eles vissem você carregando a tela...

–Nossa Morty, quanta preocupação!!

Mortimer ficou com o rosto corado.

–É que eu não queria que eles te proibissem de continuar minha amiga, sabe...

–Morty, eu acho que mesmo se você fosse meu namorado, eles não iam proibir...

Por que aquela conversa estava tão estranha?!

–Ahh, então tá... Mas bem, não era só isso que eu queria te mostrar... Tem um lugar aqui perto de casa que quase ninguém conhece.

–Um lugar?

–Sim, é aonde eu encontrei boa parte dos meus insetos, quase ninguém vai lá...

–Oh! Quero ver então!!

Bella e Mortimer então desceram as escadas e saíram por detrás da casa. Caminharam alguns metros entre a relva e as muitas árvores... Na Colina “do Cemitério”, não havia nada além da Mansão Goth e do próprio cemitério. O espaço vazio era preenchido por belas árvores, algumas até frutíferas.

Alguns minutos correndo na natureza se passaram até que surgiu a vista uma estrutura feita de grandes pedras, formando uma espécie de círculo.

– O que é isso?

– É o Simhenge!

– E o que é o Simhenge?

– Não sei... – respondeu Mortimer – Meu pai me contou que é tipo um relógio solar, mas ninguém sabe ao certo.

O sol poente iluminava o céu com sua bela tintura, e as cores das árvores do quase outono pareciam combinar com o cenário de pôr-do-sol. Os olhos da menina Bella pareciam ser amarelos naquele momento.

– É lindo! Bom, agora você sabe aonde é meu lugar secreto!

–Você é demais, Mortimer! Sério, eu sou muito sortuda por te conhecer!! – Bella deu um abraço apertado no amigo.

– Eu que sou sortudo por ser amigo de uma vampirinha de olho amarelo! – Mortimer retribuiu o abraço, e tentou pegar levantar Bella, mas acabou se desequilibrando e caindo com ela por cima de si!

–Ai, seu idiota, agora meu cabelo está sujo de grama! – disse Bella. Os dois riam muito!

–E agora? – disse Mortimer, enquanto arrancava grama com as mãos e tacava no cabelo da amiga.

–Ai, para!! – disse Bella, que na hora se levantou e saiu correndo, rindo muito. Mortimer correu atrás dela, segurando um bolinho de grama que arrancara. Os dois correram e brincaram entre as pedras do Simhenge até o escurecer.

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–O que faz com que vossa senhoria esteja olhando para o infinito e além?

–Ah, Cornélia, eu estava pensando... – respondeu Gunther, coçando a barba e voltando a realidade.

–Seu chá vai esfriar...

Um momento de silêncio se instaurou.

–Bom, acho que vou me deitar um pouco, estou pensando em muita coisa ultimamente e estou muito cansado...

–Percebo... – disse Cornélia, dando um gole no chá. Gunther então se levantou e apoiou os braços na cadeira aonde estava sentado.

–Bom, uma hora vou ter que contar tudo para vocês...

–Tudo o que? – perguntou Cornélia.

–Bom, na hora vocês vão saber... Ei, por que essa cara? Não, não, eu não tenho nenhuma amante! – Disse Gunther, tentando descontrair. Cornélia não achou muita graça.

–Pra dizer a verdade, acho que nós precisávamos conversar...

–Depois, agora estou meio sem disposição... Boa noite! – Disse Gunther, dando um suave beijo nos lábios de Cornélia e caminhando em direção ao seu quarto.

“O que será que está acontecendo?”

Notas finais
Demorei um pouco para atualizar, mas taí ^^ Deixem reviews, favoritem, apontem os erros e selecionem a opção de acompanhar a história!! Fico muito feliz por saber que tem pessoas lendo a minha fic e mandando feedback positivo :) Em breve mais capítulos!