Sunset

4 Que grito foi esse?


Nós começamos a procurar pela única rua que havia naquele lugar. Sim isso mesmo. Só havia uma pequena área daquela ilha onde havia vida inteligente e um pouco de tecnologia. Não havia carros e nem supermercados, e nem ao menos internet. Não que eu ligasse para isso, como uma meio-sangue eu não podia usar um celular.

Para ser sincera, eu e Percy não sabíamos o que procurar naquele lugar. Nem onde começar, por isso, estávamos completamente ferrados. Andávamos sem rumo algum, olhando as pessoas vivendo suas miseráveis vidas, felizes, como se no mundo não houvesse preocupações além de conseguir o último pote de pêssego em calda ou chegar primeira na escola.

–Então Sabidinha... Você tem hum... Alguma idéia do que procuramos? –Percy me perguntou ansioso. Como se eu fosse à solução para nossos problemas.

–Não Percy. Nada. A profecia não é muito clara, sabe? “Deverás procurar aquilo que outrora fora esquecido” O.K. Deve ser alguma coisa... Hum... Antiga, da qual ninguém se lembre da existência, e “Sob um juramento que nos tempo estás perdido” pode representar alguma jura sobre a coisa, mas tinha perdido/quebrado, e como é “no tempo” pode significar passado!

–Ou futuro — Disse Percy

–Um juramento que no futuro foi quebrado? Acho que não – Vi Percy fazer um bico. Tive vontade de morder, mas me controlei. Sabia que às vezes Percy ficava “chateado” por não me ajudar a pensar. Mas eu achava uma coisa meio irracional. Éramos uma dupla perfeita assim mesmo. – Mas bom, ao menos agora temos uma luz!

–Que grande luz... –Ele resmungou

–Ora vamos, Percy. Sei que não é muito, mas sempre damos um jeito. – Puxei seu braço e fui arrastando-o até uma cafeteria. Eu estava morrendo de fome e acho que Percy também, pois seu estomago roncou quando sentimos um cheiro de pão quentinho que saia do lugar.

Nós sentamos em uma Mesa perto da janela e olhamos o cardápio e pedimos um dos pratos mais famosos do norte da Inglaterra, que consiste em porções generosas de cordeiro coberto por fatias de batata, cozidas a fogo baixo durante todo o dia.

Uma garçonete trouxe nosso pedido 10 minutos depois. Enquanto comiamos, Percy olhava para mim, com um olhar pensativo. Por fim, eu disse:

–Percy o que foi?

–Hã?

–Você ta me olhando estranho...

–Ah, é que estava pensando... Você já se decidiu sobre Mountalk? –Ele me perguntou

Na mesma hora senti minhas bochechas esquentarem. Acho que Percy percebeu porque abriu um sorrisinho de lado. Fazia três dias que ele me convidou para passar um fim de semana em Mountalk.

Tipo nós dois... Sozinhos em uma casa por dois dias. Privados do mundo. Sozinhos para fazermos qualquer coisa. Não era necessário ser um oráculo para saber que daria merda. E muita.

–Hum... Bem, eu ainda estou p-pensando nisso — Gaguejei droga!

–Annie você sabe que eu não faria nada que você não quisesse, certo?

–Sim, — Suspirei e depois disse baixinho – O problema é que eu acho que quero...

–O que!? –Percy tinha um sorriso sarcástico no rosto, o que me fez corar mais ainda.

–NADA! –Disse afundando na cadeira e colocando o cardápio no meu rosto

Esse assunto me deixa nervosa. Afinal eu tenho 17 anos, é normal querer transar com seu namorado super sexy. Mas conversar sobre isso com Percy é diferente, me da vergonha e um friozinho na barriga. Porém cai entre nós que eu não vejo a hora disso acontecer! Pronto falei!

Meu namorado começou a rir de mim, me deixando irritada e sem-graça:

–Você ta muito vermelha, Annabeth! – Eu o fuzilei com os olhos, me estiquei e comecei a bater em seus braços. Ele segurou meus pulsos e parou aos poucos de rir

–Okay, Annie. Desculpa-me, parei.

–Acho bom mesmo cabeça de alga!

Terminei meu cordeiro e esperei Percy terminar a comida dele. Fiquei olhando pela janela: A lua brilhava junto às estrelas lá no alto, e as pessoas andavam calmamente pela rua. Mas por trás, havia uma floresta, que na verdade, era o que sobrou do resto da ilha.

Havia pequenos morros e picos altos bem mais longe. Eu pude ver dois bois deitados em uma campina no meio de duas colinas. Mas o que mais me chamou atenção foi o monte mais alto: Nele havia dois jovens, da minha idade, com roupas simples, e aos seus pés havia duas mochilas.

A garota carregava uma espada consigo, e o garoto uma alvejada de flechas e um arco pendurado em seu pescoço.

Ambos olhavam atentamente pra mim. foi quando eu escutei o primeiro grito...

Notas finais
Oi oi gente -Imitando a Keeh Então a Sabrina voltooou, ela entrou de ferias então ela vai postar a partir de agora, se ela precisar que eu poste estarei aqui de volta, ela só não postou esse capítulo porque ele estava comigo, mas em fim, espero que gostem e se ficarem curioso culpem a Sabrina ela é muito má! (Caso você leia isso Sá, eu te amo muito viu?), então amores, é só isso beijos -Amélia