Sunset

2 Capítulo 1


Notas iniciais
Como prometido! (:

Desci no saguão do aeroporto meio perdida. Várias pessoas que estavam no mesmo voo corriam para seus familiares ou amigos, mas eu não consegui encontrar meu irmão. Não era possível que ele estivesse tão diferente, a ponto de eu nem reconhecer. Ok, nem se passou tanto tempo assim. Cinco anos de ausência não poderiam ter afetado tanto assim minha memória fotográfica, isso era impossível. Anvancei mais alguns passos e não acreditei quando o vi. Estava com um cartaz na mão escrito MELLISSA REVAZZIO e sorria feito bobo para mim. Ele estava diferente, mais bonito eu acho, mas ainda era meu irmão. Aquele que eu amava mais do qualquer coisa no mundo. O meu Samuel Revazzio.

–SAAAAAM! – eu gritei e saí correndo em sua direção recebendo o melhor abraço de urso do mundo.

– Mell, senti tanto a sua falta! – ele disse ainda me abraçando – Nossa! Você tá diferente.

– Diferente para melhor ou para pior? – eu perguntei o encarando.

– Você tá gostosa! – ele disse sorrindo – Dá uma voltinha vai, deixa eu te ver.

– Sam é extremamente nojento ouvir isso de você sabia? Você é meu irmão...

– E você antipática como sempre. Estou te elogiando mal agradecida – ele falou fazendo um biquinho e fingindo mal humor – Ia estranhar se não tivesse meia dúzia de paparazzi na entrada do aeroporto né?

– Me diz como é que pode eles sempre saber de tudo? – eu perguntei incrédula.

– Deixa que eu leve isso aqui para você – ele disse pegando minhas malas – Ei, você carrega o que aqui dentro? Chumbo?

– Não, trouxe só o necessário! – eu retruquei olhando para minhas duas malas gigantescas e tirando minha gata, Snow, da caixinh.

– Puta que pariu Mell, você jura que trouxe esse gato fedorento com você? – Sam riu.

– A Snow é linda e devidamente castrada ok? Não é mesmo meu amor? – eu dei um beijo na gata – Agora vamos! Dê o seu melhor sorriso que seremos fotografadas.

– O correto seria: seremos fotografados, já que eu sou do gênero masculino né – Sam disse, enquanto a porta automática começava abrir, vários fotógrafos começaram a disparar flashes.

– Isso seria o correto se estivesse falando com você, mas eu estava falando com a Snow... – eu disse, sarcástica, fazendo com que ele caísse na gargalhada.

Assim que saí do saguão do aeroporto, fui bombardeada por milhões de flashes e várias perguntas que, em sua maioria, não faziam sentido algum. Típico da profissão, eu pensei, já irritada com tudo aquilo. Era clara minha aversão por paparazzi, nunca fiz questão de esconder o ódio mortal – é, talvez ódio fosse realmente a palavra correta para o sentimento – que sentia dessa essa profissão. Seja em Nova York ou no Brasil eles são absurdamente iguais: chatos e inconvenientes! É a famosa profissão do estraga prazer, estão prontos e sempre – acredite fielmente quando eu digo sempre – presentes para pegar qualquer ato indiscreto ou fora da sua rotina para acabar com a sua vida! Um saco, enfim...

Assim que meu irmão destravou o Freelander perfeito e abriu a porta do passageiro, entrei correndo para não precisar responder as perguntas, o que já era costume. Sabe nos filmes policiais, quando finalmente prendem o vilão da história, sempre tem aquele policial grita: ‘Qualquer coisa que você diga pode ser usada contra você!’? Pois é, isso é justamente o que acontece com qualquer pessoa famosa. Qualquer palavra dita fora de hora, ou analisada fora do contexto por maldade pode acabar com uma carreira inteira. Eu não queria isso, minha longa caminhada para chegar às passarelas já havia sido difícil o suficiente, por isso me reservava no direito de falar somente em ocasiões especiais, como coletivas de imprensa ou entrevistas.

– Uau. Não sabia que tava ganhando tão bem assim!

– Mell, você tem que entender que é irmã de um dos jogadores mais bem pago desse país! Não posso andar por aí com qualquer carro.

– Ah, entendi. Entendi também que sou irmã do mais convencido! Você poderia ter herdado um pouco da minha humildade – ele me olhou e fez uma careta – Ou bastaria se tivesse herdado a minha beleza – nós rimos da irônia.

Olhei pela janela do carro e vi passar a praia, algumas pessoas surfavam. Acho que seria divertido aprender a surfar, se equilibrar sobre uma prancha enquanto a onda tenta te derrubar, iria adicionar essa atividade à minha lista de coisas a fazer. Queria fazer curso de fotografia também. E quem sabe um dia, pular de paraquedas, se meu medo de altura permitisse.

– Chegamos! – ele embicou o carro na garagem de um prédio, que não era o mesmo que morávamos quando eu ainda estava no Brasil.

– Papai comprou um apartamento na beira da praia? Como pode ninguém ter me contado isso? – eu ri, enquanto via o portão eletrônico abrindo lentamente.

– Na beira da praia e na cobertura e no Leblon! Eu ajudei o papai a comprar. Tive que mudar algumas coisas depois que comecei a jogar, principalmente por morar aqui no Rio. Não se pode mais ficar em qualquer lugar Mell, isso aqui tá cada vez mais perigoso!

– Por isso gosto de Nova York Sam, a cidade é gigante e é considerada uma das mais seguras do mundo! – ele assentiu, enquanto parava o carro em uma das vagas na garagem.

Notas finais
Amores, espero que gostem!
Estou revisando os capitulos milhões de vezes para postar sem erros gramaticais de de pontuação. Desculpem se deixei alguma coisa passar...
Sugestões, criticas e elogios são sempre bem vindos! (:
Se gostarem, deixem reviews como forma de incentivo! hahaha
Beeeeijos =*