Sunset

5 4. Nova Visão.


Notas iniciais
Hoje é sexta... dia de postageem!!! (risos)
Bem... espero que gostem do novo cap.
Boa leitura.

4. Uma Nova Visão.


Eu estava beijando os lábios saborosos de Alec agora. Um momento no qual eu podia escapar de toda a tristeza que assolava meu mundo, deixando-o cinza.

Estávamos na campina. Na mesma que é de Edward e Bella e na mesma onde nasci.

Eu adorava aquele lugar. Desde a primeira vez que eu o vi. No dia em que Alec me tirou do ventre de mamãe.

Era um lugar mágico, um lugar onde tudo podia acontecer. Onde meu amor com Alec acontecia agora.

— Eu te amo. — sussurrou ele ainda com meus lábios nos seus.

Sorri e o puxei mais para mim, respondendo:

— Também te amo.

Continuamos nos beijando por um longo tempo, até que o pôr do sol começava a cair, lançando sombras em nós.

Suspirei e afastei Alec um pouco.

—Temos que ir. — eu disse baixinho.

Eu não queria ir, queria ficar só ali com o Alec, com seus lábios nos meus. Queria poder ficar somente com um sentimento em minha mente, apenas com o amor, e deixar para lá a tristeza e a dor que sentia por falta do meu irmão.

Ah, Raphael...

Suspirei novamente e me levantei, puxando Alec comigo.

— Tudo bem. — disse ele em um tom tão baixo quanto o meu. Sabia que ele também não queria ir, mas também sabia que estava preocupado com Jane.

Momentos como este eram raros para nós, pois Alec não queria se afastar mais de sua irmã. Ele se preocupava muito com ela. Muito mesmo, tanto que virara um irmão coruja. Totalmente.

Ele sorriu e eu correspondi. Era impossível não correspondê-lo a nada.

Eu o amava.

Alec me puxou para si e me beijou ternamente nos lábios.

O pôr do sol era a nossa testemunha. A testemunha de nosso amor puro.

— Vamos. — sussurrou enquanto me soltava.

Preparei-me para correr e ele pegou minha mão. A sua fria contrastava com a minha quente.

Mesmo nós dois sendo tão diferentes, éramos perfeitos um para o outro. Éramos a metade da laranja.

E para sempre seríamos assim.

Corremos, recebendo os últimos raios solares.


Chegamos à casa principal em poucos minutos, mesmo a campina sendo longe, Alec e eu éramos rápidos.

A cada dia eu ganhava mais velocidade. No começo, minha loba corria mais do que eu, Sophie. Mas, depois, eu conseguia correr tão rápido quanto meu animal interior.

Embora eu adorasse poder correr por ai, em forma de lobo, outra parte de mim ainda se rebelava por isso.

Eu queria poder ser apenas uma híbrida de vampiro, que nem minha mãe, mas os genes do meu pai também me pegaram e agora eu tinha que ficar por ai, ora sendo loba, ora parecendo uma humana — bela para uma, mas ainda assim mais parecida com uma do que minha mãe...

— Sophie! Você chegou! — disse minha mãe me tirando dos meus devaneios.

Sorri para ela.

Tínhamos conversado noite passada. Sobre Raphael e como ela deveria tentar voltar a levar uma vida normal.

Lembrei instantaneamente da cena.

No começo minha mãe chorara muito e eu pensei que só havia estragado mais as coisas. Mas depois ela sorrira — um sorriso triste — e disse que ia tentar. Eu sabia o porquê.

Pela primeira vez eu demonstrei meu amor por ela. Meu amor verdadeiro.

Eu viera tentando demonstrá-lo desde a batalha, mas nunca conseguira, até ontem.

Ontem eu consegui abaixar a guarda — guarda que era uma muralha para todos, exceto Alec e Raphael — e mostrei o amor imenso que sentia por ela.

— Aqui estou eu! — falei e ela sorriu.

Papai nos olhava da sala e também tinha um largo sorriso. Fazia tempo que ele tentava convencer mamãe a tentar refazer a vida, mas nada dera certo.

Olhei para ele e pisquei um olho.

— Oi, Sophi! — cantarolou Jane. Esta também estava suturando o coração das feridas deixadas por Raphael.

Podia não ser a cura, mas enquanto a sutura aguentasse, ela estaria bem e a ferida não mais sangraria.

E a sutura era sua filha.

— Oi, Jane! — respondi.

Ela olhou para quem estava atrás de mim e revirou os olhos.

— Olá, maninho coruja!

Alec riu e foi até ela para beijar o alto da cabeça e o sobrinho.

— Meu Deus, Alec! — disse Jane. — Quero ver quando for seu filho!

Todos olharam para mim.

Corei e olhei para o chão, mas não antes de ver um olhar de repulsa nos olhos dele.

Não entendi o porquê desse olhar.

Talvez ele não me amasse tanto quanto eu o amava...

Não. Não podia ser isso.

Será que ele simplesmente não queria ser pai? Não, também não podia ser isso.

Eu sempre quisera um bebê. Um filho meu e do Alec, por que ele não iria querer também? Eu esperava que sim, porque tudo que eu mais queria era um filho dele...

Uma arfada me tirou de meus devaneios.

Levantei o olhar e vi Alice parada, fitando o chão.

Eu sabia o que significava aquele olhar vítreo. E, acho que neste momento não gostava nada dele.

Era uma visão. E não poderia ser coisa boa, não com a nossa vida estando do jeito que está.


Alice.


Eu via Raphael.

Raphael com os Volturi.

Sim, ele tinha aceitado de bom grado se juntar a eles. Não sem uma ajudinha de Chelsea, claro, mas a semente da dúvida estava plantada em sua cabeça. Semente que já não existia mais. Ele sabia exatamente o que queria.

Poder.

Neste exato momento eu o via com o queixo empinado e sentando em uma única cadeira, a cadeira que antes era de Aro.

As duas outras cadeiras — se é que aqueles artefatos preciosos poderiam ser chamado de simples cadeiras — haviam sido retiradas.

Agora só havia aquela que fora de Aro. E Raphael se sentava nela. E ele estava no controle.

No controle de tudo.

Arfei e pisquei os olhos.

— O que foi, Alice? — perguntou meu Jasper. Eu não conseguia responder. Não podia imaginar meu sobrinho daquele jeito em minha nova visão.

Não podia e não queria.

E Jane? Ficaria destroçada... Sem falar em Nessie e em Sophie...

Suspirei e me apoiei em meu marido. Eu teria que contar agora.

Notas finais
E ai? Gostaram? Espero que sim!!! ú.u
Genteeee... quero mais reviews, hein?!! Please.
Realmente espero que tenham gostado. Até a próxima sexta.
Beijos, e, ah:!Boa sexta-feira treze!!! Que um vampiro atravesse seu caminho hoje!