Sunny Day
1 Sunny Day
Notas iniciais
Sentados debaixo de uma árvore qualquer em um dia qualquer de verão no Acampamento Meio Sangue, estavam Percy e Annabeth, conversando como bons e velhos amigos. Ela estava com uma camiseta azul e seu famoso boné dos Yankees nas mãos, brincando com a aba do mesmo enquanto ouvia Percy falar sobre o palácio de Poseidon.
-Mas você não queria morar lá em Atlântida, Percy? – ela perguntou quando ele acabou de falar.
-Em parte sim – ele franziu o cenho – quero dizer, eu adoro o acampamento, iria sentir saudades de Grover, da Juníper, de Quíron, de você e até de Clarisse. Sentiria saudades de tudo aqui. Mas queria poder ver como é o dia a dia lá, conhecer as náiades, nadar com os sereianos... e conversar um pouco com Poseidon. Ele é meu pai, afinal... – ele deu uma pausa, como se pensasse na falta que sentia de um pai em sua vida, mas logo recobrou a animação – imagino como são as coisas lá em Atlântida. Viver debaixo d’água, admirar o palácio de Poseidon... dizem que as há salas decoradas com pérolas! – ele sorriu, extasiado – e imagine só explorar lugares obscuros de Atlântida, nas águas bravias e escuras...
Annabeth sorriu enquanto observava Percy falar. Os olhos dele brilhavam e ele tinha no rosto uma expressão sonhadora. Com aquela blusa laranja do acampamento, os cabelos negros bagunçados e um brilho passando pelos olhos verdes ele estava lindo, até mesmo para os padrões exigentes de Annabeth. Infelizmente, antes que se desse conta de que ainda tinha um sorriso bobo no rosto, ele percebeu:
-Que foi? – ele parou de falar e perguntou.
-Que foi o quê?
-Você tava sorrindo pro vento e me olhando de um jeito estranho...
-Ah, — ela corou, desconcertada – só estava pensando.
-Em quê?
Ela não soube o que responder. Não diria a verdade, óbvio. Numa saída estratégica ela apontou para o vazio:
-Olha, Tyson está aqui no acampamento! – ele se virou ingenuamente procurando o ciclope.
-Annie, não t— tudo aconteceu muito rápido. Num instante o moreno se virava para contestar Annie e no outro sentia algo quente sobre seus lábios. Era quente e macio.
Ah. Meu. Zeus.
Quando ele percebeu que eram os lábios de Annabeth que o beijavam, até as supostas algas em sua cabeça travaram.
Com as bochechas em fogo, a menina se afastou. Em seus lábios brincava um tímido sorriso.
Depois de longos minutos em silêncio, Percy recuperou parcialmente a fala:
-O que...? – ele não conseguiu completar a frase.
-Você... você não gostou? – ela perguntou, apreensiva, deixando que o leve sorriso sumisse de seu rosto.
-Não! Não, quero dizer, não é isso, eu só não soube como reagir e... – ele se atrapalhou. Ela riu dessa confusão dele, ao que ele suspirou – eu gostei, eu... – ele engasgou com as palavras que queria dizer.
-Você o quê? – ela perguntou, arqueando uma sobrancelha.
-Eu... eu acho que te amo.
E ela sorriu. Provavelmente aquele foi o sorriso mais sincero de toda a vida dela.
-O que foi? – ele perguntou, confuso, mas sorrindo também.
Ela, ainda sorrindo, pôs os braços ao redor do pescoço dele, para roubar outro selinho dele e depois dizer, com seus rostos a milímetros de distância:
-Eu também, cabeça de algas. Eu também te amo.
E daquela vez, quando ela a beijou de verdade, com toda a paixão que ambos sentiam, não foi exatamente uma surpresa.
Notas finais
Mereço Reviews? Eu adoraria, sabe...
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