Notas iniciais
Espero que gostem...

POV Estela — Duas Semanas Depois

Já haviam se passado duas semanas desde que havia sido reclamada, mas as coisas não estavam sendo nem um pouco boas para mim. Há duas noites eu fui atacada, me bateram, e muito, ainda estou com várias marcas no braço e algumas na coxa. Eu não vi os rostos, e não contei a Quiron, mas eles disseram que me bateram porque envergonhei os deuses. Até então, nunca mais andei na floresta sozinha.

Estava em meu chalé agora, com uma blusa de manga curta, olhando para minhas marcas, mas ouvi algumas batidas na porta. Fui até a porta, abri ela só um pouco e vi um cara muito bonito parado alí.

- Oi? — eu disse em tom interrogativo, como se perguntasse quem é ele

- Oi! Nós ainda não nos conhecemos, mas eu sou seu tio, Apolo.

- Ah! Meu tio, o deus do sol, claro. — eu disse e sorri para ele

- Não vai me convidar para entrar? — ele disse brincando, mas eu gelei, já que minhas marcas estavam para fora

- Hm... Entra, desculpe. — eu disse e dei espaço para ele passar

- Obrigada. — ele disse enquanto entrava

Eu ia pegar um casaco, colocar e esconder minhas marcas, mas eu não tenho essa sorte, é claro.

Meu tio me puxou e me fez sentar ao lado dele na cama, eu deixei meus braços de modo que minhas marcas não apareciam.

- Então, a que devo essa visita?

- Eu quis conhecer minha nova sobrinha! — eu ri do entusiasmo dele

- Ahm... Posso fazer uma pergunta?

- Claro.

- Como... Como é a minha mãe?

- Você ainda não a conheceu não é mesmo? — fiz que não com a cabeça, e tentei controlar o choro — Foi uma decisão difícil para ela te reclamar, ela veio falar comigo antes, eu era o único que sabia da sua existencia, mas ela achou que não era justo você ficar sem ser reclamada.

- E a minha pergunta? — eu disse sorrindo para ele

- Bom, você e sua mãe são super parecidas. Os cabelos negros, a pele clara e os olhos pratas, embora seus olhos só tenham ficado assim depois que ela a reclamou. Ela também tem essas mechas prateadas. — ele disse pegando no meu cabelo — Era isso? — fiz que sim com a cabeça — Agora eu pergunto sobre a srta. Estela. Quantos anos?

- 15.

- Cantora favorita?

- Taylor Swift.

- Sua mãe vai te matar, mas continuando, cantor favorito?

- Bruno Mars.

- Ator favorito?

- Brad Pitt. E atriz Angelina Jolie.

- Ok... Filme favorito?

- Harry Potter, não vou escolher o favorito.

- Tudo bem. Banda favorita?

- The Beatles.

- Você tem cultura, gostei. Cor favorita?

- Prata.

- Puxa saco.

- Eu sempre gostei de prata.

- Aham... sei.

- Ah! Eu mereço...

- Flor favorita?

- Rosas brancas.

- Puxa saco de novo.

- Por que?

- Rosas brancas representam a pureza.

- Ah! Claro, eu sei o significado das flores... — disse sarcastica e revirei os olhos — Mas falando nisso, eu tenho mais uma pergunta.

- Ok.

- Como foi que eu nasci?

- Ahm... Eu achei que com 15 anos você já soubesse, mas...

- Eu sei de onde vem os bebes, eu quero saber como no sentido de "Minha mãe não ia ser virgem para sempre?", entendeu?

- Acho que sim, bom eu sei que você não vai gostar de ouvir, mas sua mãe foi... Foi violentada.

- Ok... Obrigada, agora estou me sentindo pior do que já estava.

- O que? Por que? Você não tem culpa de nada!

- Apolo, a minha mãe vai se lembrar de mim como o fruto daquela ato horrível que fizeram com ela, eu estou pensando em mim desse jeito! — eu disse, e dessa vez não consegui controlar as lágrimas e meu tio me abraçou

- Calma, sua mãe não pensa assim de você e você não deve pensar assim de você mesma. — ele disse afagando minha cabeça — E se você quer saber, seu pai está morto.

- Minha mãe...?

- Não, eu.

- Sério?

- Aham, depois que ela me contou eu fui atrás dele e o mandei para o Hades.

- Ah! — eu disse meio desnorteada com as duas noticias

- O que é isso? — Apolo perguntou, não entendi do que ele falava até ver que ele olhava para o meu braço — Você se cortou? — ele perguntou assustado

- Não! Juro pelo rio estige que não. É que... — eu estava pensando em uma desculpa, mas achei melhor contar a verdade — Uma noite, eu estava na floresta, e uns semideuses chegaram, eu não vi o rosto deles, estavam encapuzados, mas eles começaram a me bater, falando que eu envergonhei os deuses, não voltei a floresta desde então.

- Quando foi que isso aconteceu?

- Há duas noites.

- Contou para alguém além de mim? — fiz que não com a cabeça, Apolo me abraçou de novo — Eu vou falar com a sua mãe, ela precisa saber, mas está tudo bem? Onde foi que eles te machucaram?

- Ele me chutaram muito, mas só está machucado no braço e na minha coxa. — eu disse

- Posso ver? — ele perguntou eu fiz que sim com a cabeça, eu estava com calça jeans, então não dava para ele ver os ferimentos da coxa — Ahm...

- Já entendi. Eu já volto. — eu disse, peguei um vestido leve e me troquei con banheiro — Pronto. — eu disse e mostrei os ferimentos para ele

- Deita. — ele pediu e eu deitei, Apolo passou a mão no meu braço machucado, murmurou alguns encantamentos em grego e meu braço se curou, depois ele dobrou minhas pernas, desceu meu vestido de modo que toda a minha coxa aparecia e começou a passar a mão

- O que é que está acontecendo aqui? — perguntou uma voz que eu nunca havia ouvido antes

- Artemis? Não é o que você está pensando, eu posso explicar.

Notas finais
Reviews?