Summertime Sadness
8 Capítulo 8 - Férias
Notas iniciais
O ponteiro do relógio se arrastava enquanto eu aguardava Bella na sala de espera. O ambiente transmitia um sentimento mórbido que não ajudava. Havia pessoas sentadas nas cadeiras desconfortáveis de plástico que apenas olhavam para algum ponto distante e se desligavam do mundo. Afundados em algum pensamento muito profundo para poder perceber a presença de outras pessoas. Pensando no que será da sua vida logo depois que o médico dar as notícias sobre a pessoa esperada. Eu me sentia assim.
Minha expressão era de alguém que não conseguia se concentrar em nada. Estava pálido e aflito. A porta da sala que Bella estava se abriu. Eu já estava de pé dando largos passos em sua direção. Ao sair da sala, a feição de Bella era muito receosa, ela olhou em meus olhos mas desviou rapidamente para o chão. Andou e parou do meu lado, ficando de frente ao doutor para ouvir o que ele tinha a dizer para nós.
– Então, Edward, certo? – perguntou me cumprimentando. — Sou o doutor Peters. Eu tenho algumas perguntas para você. — assenti com a cabeça para que ele continuasse. — Qual sua relação com Bella?
– É.. — Olhei para Bella e nossos olhos se encontraram em questão de segundos. — Nos moramos juntos.
– Ok, você estará disponível para cuidar dela quando ela precisar? — Ele pegou uma caneta e começou a anotar alguma coisa.
– Sim. — olhei para Bella, — Bella, poderia falar com o doutor a sós? — ela balançou a cabeça dizendo que sim e foi se sentar em uma das cadeiras desconfortáveis da sala de espera.
– Dr. Peters, o que ela tem? — Ele guardou a caneta e me olhou um pouco serio.
– Pelo o que diagnostiquei, ela tem leucemia. – Eu fiquei parado por um tempo sem reação. Aquilo tinha sido um choque.
– É-é e o que podemos fazer para tratar? — Consegui fazer com que aquelas palavras saíssem de uma forma que desse para entender.
– Bom, será preciso um doador que seja compatível geneticamente. O que é um pouco difícil de achar. Porém não custa tentar. — Só me faltava isso, um médico dizendo que é difícil de achar um doador.
– Quanto tempo ela ainda tem? — Perguntei esperançoso.
– Não tem como prever. Ela pode viver mais quatro anos ou pode falecer agora mesmo. Bom, eu já fiz o cadastro dela e ligaremos assim que acharmos alguém compatível.
– Muito obrigado doutor. – Apertei a mão dele e me dirigi até Bella. Na volta para minha casa Bella quebrou o estranho silencio que havia restado entre nós.
– Edward, isso que eu tenho é uma coisa complicada de se lidar. Vou entender se você não me... – Eu a interrompi porque sabia exatamente o que ela ia falar.
– Bella, já te disse que estarei ao seu lado aconteça o que acontecer. Eu não te deixarei. Acharemos um doador. – Ela voltou seu olhar à pequena estrada.
Na vida eu finjo que não tenho medo da morte faz muito tempo. Mas agora eu temia pela morte de outra pessoa, e não a minha. Não queria pensar no fato de perdê-la a qualquer momento. Não gostaria de voltar a solidão que estava antes. Sem amigos, sem amor, sem viver. Não sei como viveria sem ela. Sobre uma coisa eu estava certo, eu iria aproveitar o máximo de tempo possível com ela.
– Não vai trabalhar? – Ela me perguntou quando saímos do carro.
– Hoje não, tenho alguém para cuidar. — O sorriso que estampei no rosto tentando não mostrar estar triste logo sumiu com a resposta de Bella.
– Não, Edward eu sei me cuidar!
– Não posso te deixar aqui sozinha.
– Edward! – Ual, ela estava mesmo falando sério. Não queria deixá-la em casa sozinha. Poderia acontecer algo com ela. Mas ela insistiu que eu fosse. Voltei para dentro do carro e fui para o trabalho.
Deixei tudo que tinha que fazer no trabalho para ficar sentado em minha cadeira olhando para as ruas de Port Angeles pensando sobre Bella. Não é estranho você conhecer uma pessoa depois de anos, mas algo separar vocês? Nada mais pensei. Fiquei apenas sentado até dar a hora de ir embora. Temi quando voltava para casa Bella ter ido embora, mas não foi. Estava lá sentada lendo um de meus livros em meu sofá. Fiquei a observando por um tempo até que ela percebeu minha presença e me chamou para sentar ao seu lado.
– Achei que não estaria mais aqui quando eu voltasse. – Falei para ela passando minha mão delicadamente em seu rosto.
– Assim como você não vai me deixar, também não te deixarei. – Eu sorri para ela.
Foi assim que passamos os dias, sentados a noite em silencio enquanto um de nós lia um livro. Mas disse para mim mesmo que não desperdiçaria nosso tempo. Avisei a todos do meu trabalho que tiraria férias, o que não foi problema porque meu pai é o dono da empresa e entendeu pelo o que eu estava passando. Pedi para Bella que arrumasse sua mala enquanto arrumava a minha. Saímos de casa em uma quarta à tarde. Ia levá-la a Seattle, a cidade mais próxima de Port Angeles e cheia de atrações.
Carlisle me ofereceu sua casa de praia que tinha em Seattle, eu como um bom aceitei. Ela ficava um pouco afastada da cidade. Na segunda-feira fomos a uma galeria de arte que ficava no centro. Bella olhava atentamente para cada uma delas e principalmente para aquelas que mais demonstravam tristeza. Ela apreciava bastante a arte, assim como eu. No final daquela tarde fomos até a praia. Estava vazia. Havia apenas algumas pessoas solitárias sentadas olhando para o mar. Bella e eu caminhamos conversando sobre como seria os próximos dias até o pior chegar. Enquanto caminhávamos, vários malabaristas de todos os tipos apareceram nos entretendo. Bella parecia estar gostando muito do nosso passeio, via isso em seu lindo sorriso. Depois de comermos e nos divertido bastante voltamos para casa. Bella estava exausta. Assim que chegamos, ela me deu boa noite e foi para cama. Eu não fui logo depois que ela, eu fiquei pelo menos mais umas 3 horas acordado, isso estava virando costume para mim. Por que era eu que parecia estar doente? Mal dormia, mal falava, mal fazia as coisas. Eu tinha que parar com isso. Deixei Bella decidir o que faríamos no dia seguinte. Ela escolheu descansar até que chegasse de noite, e que depois faríamos algo diferente. Durante o dia fiquei tentando ensinar Bella a jogar xadrez, mas eu acabava vencendo e ela não gostava nem um pouco disso. Por volta das 8 horas da noite, Bella falou:
– Melhor irmos nos arrumar. – Eu olhei para ela com duvida sobre o que exatamente íamos fazer.
– Onde iremos Bella? — Ela olhou em meus olhos e sorriu.
– Para uma boate. — Como é que é?
– Uma boate? Você tem certeza disso? Podemos pegar um cinema talvez..
– Edward, só fui a uma mesma boate em toda minha vida. Gostaria de ir a uma outra.
– Se é assim que deseja.
Bella escolheu um vestido preto brilhante bem curto e sem alças e MEUDEUSDOCEU ela estava muito gostosa. Eu apenas coloquei uma calca jeans uma blusa branca e um blazer preto por cima.
– Não posso deixar de dizer que você está uma gata. Mas Bella todos os homens da boate não vão tirar os olhos de você, e bem.. você é minha!
– Calma Edward, assim você pode exibir o belo prêmio que você conquistou. — Ela entendia exatamente que nós homens gostamos de exibir nosso lindo troféu.
Passamos por umas três boates e bares na cidade. Mas nenhuma pareceu satisfazer Bella. Ela só falava ''Não.'' ''Bleh.'' ''Que coisa morta.'' ''Vamos pra próxima.'' e assim por diante. Na quinta boate que passamos ela decidiu parar, pois pensou que não haveria nenhuma melhor que aquela. Estacionei o carro e caminhamos até a entrada.
BPOV
O lugar até que estava bem cheio. Mas era sexta feira. Onde estava todo mundo? Ficamos sentados na área vip conversando e bebendo e claro nos beijando. Depois de mais ou menos uma hora de papo, começou a tocar uma das minhas musicas sensuais preferidas, Get Naked. Não pensei duas vezes. Puxei Edward para a pista de dança onde ficamos no centro.
I got a plan we can do it
Just when you want it baby, baby ,baby
Seu par de braços envolveram minha cintura por trás, puxando-me contra seu peito. Sua mão fazia meu quadril se movimentar no mesmo ritmo que o dele.
As long as you want it
Come with me we can do it
Baby, baby, baby ( yeah, ah ah)
Todos aqueles corpos a nossa volta pareciam não existir. Continuei a movimentar meu quadril da direita para esquerda enquanto Edward se movimentava para frente em um movimento contínuo. Já havia começado outra musica e ainda estávamos ali repetindo os mesmo movimentos. Agora tocava Breath On Me. Edward deslizou sua mão pelo meu corpo parando na parte que eu mais queria.
Breathe on me
Yeah oh baby, just
Breathe on me
We don't need to touch, just breathe
E ficou ali se movimentando até a musica acabar. Passamos pela multidão e nos sentamos nas cadeiras do bar.
– Ual, isso foi incrível. – Disse a Edward com a voz ainda ofegante.
– Demais.
Nossa conversa foi ficando mais e mais excitante, Edward dizia coisas sexys no meu ouvindo e eu dizia no dele. Sua mão estava bem próxima de onde eu queria que ela estivesse. E foi ficando cada vez mais próxima.
– Quer ir para casa? – Ele perguntou bem baixo no meu ouvido.
– Sim. – Ele deixou o dinheiro no balcão e fomos para o carro.
Já estávamos muito loucos naquela noite que se quer pensamos em tirar nossas roupas com cuidado. Eu e Edward riamos muito alto. Erramos umas três vezes a porta do nosso quarto. Depois quando percebi já estávamos nus na cama. Aquilo sim tinha sido uma noite boa. E ia ficar melhor ainda.
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