Summer Storm

2 Capítulo 1 - O nerd


Notas iniciais
Primeiro capítulo oficial da fanfic. Espero que gostem :)

POV's Alex.

Passava das três da tarde quando o GPS finalmente anunciou que havíamos chegados ao nosso hotel. Mesmo gostando de dirigir, sai do carro em pulo, louca para alongar as costa e conhecer onde seria nossa casa pelos próximos 5 anos.

– Ual! – Foi tudo que saiu pela minha boca ao observar a faixada do lugar.

O hotel era todo espelhado e as poucas partes onde haviam concreto eram pintadas de um dourado leve, porém luxuoso. Cada sacada de cada quarto continha um enorme vitral na área externa. Deveria ter no mínimo uns 20 andares, a quantidade de quartos era a se perder de vista.

– Eu não acredito! Eu não acredito! – Megan exclamava eufórica enquanto pulava envolta de mim. – Olha esse lugar, Alex. Parece um palácio.

Eu estava tão admirada que foi difícil abrir a boca para concordar. Com certeza, era o hotel mais lindo que eu já teria me hospedado. E eu estaria nele, durante 5 anos. Tinha como tudo ficar melhor? Ok, tirando o fato do provável nerd que eu teria que dividir o quarto.

– É realmente incrív... – Começo a falar, porém sou interrompida de forma brusca.

Foi exatamente como se um véu extremamente gelado tivesse me coberto dos pés a cabeça. Pude sentir a água fria entrando em cada poro do meu corpo e deixando escorrido cada fio do meu cabelo. Tudo aconteceu tão repentinamente que assustou até mesmo Megan, que molhou um pouco o braço direito.

Ah, eu já disse que sou muito azarada? Não? Bom, eu sou. E muito.

Minha mãe já tinha me ensinado umas técnicas caso situações como essa ocorressem, a mais famosa era contar até 10. Comecei mentalmente, porém mal cheguei ao 3 e explodi em raiva.

– Quem foi o retardado idiota que jogou água em mim? – Grito histérica para ninguém em especial.

As pessoas que passavam pararam para observar a cena. Se eu encontrasse o animal que havia feito aquilo, ele estava morto.

– Alex, calma... – Megan se põe a minha frente. – Lembra? Conte até dez. 1, 2, 3...

– Pro inferno com a sua contagem! – Rebato. – Olha só pra mim! Estou encharcada! Encharcada Megan!!

Nesse exato momento ouvimos uma pequena risadinha ecoar acima de nossas cabeças. Olho para o lugar de onde o som teria saído, franzindo os olhos devido ao sol. Quando minhas vistas se acostumam com a claridade, finalmente enxergo um garoto com no máximo doze anos de idade pendurado em sua sacada, com um balde nas mãos.

– Ei! – Megan grita. – Foi você que fez isso, seu pestinha?

O menino não se dá ao trabalho de responder, apenas solta mais uma risadinha fina e desaparece para o interior do quarto.

– Eu vou matar aquele moleque! – Grito enquanto me encaminho para a entrada do hotel.

– Não, não, não! Você não vai matar ninguém – Minha amiga entra na minha frente novamente. – Qual o problema de ter se molhado? Deve estar uns trinta e cinco graus mesmo. Além disso, lembra-se do nosso combinado? Não deixaríamos o seu azar nos atrapalhar no momento em que entrássemos em Orlando. E olhe em volta – Ela faz um gesto amplo com as mãos. – Aqui estamos, nesse hotel maravilhoso e nessa cidade super fantástica. Então respire fundo, conte até dez, vinte, trinta, ou cinquenta se precisar, e vamos curtir o que a cidade do sol tem pra nos oferecer de melhor.

Respiro fundo, absorvendo as palavras de Megan. Ela estava certa. Sofri a minha vida toda com o azar que me seguia – e me segue –, porém não quero deixa-lo estragar tudo. Eu estava vivendo meu sonho, iria estudar em uma ótima universidade e ficaria em um hotel de luxo, tudo isso com a vantagem de ter minha melhor amiga morando no quarto ao lado. Eu tinha que me concentrar nisso.

“Orlando será perfeito”. Esse seria meu novo mantra.

– Você está certa – Digo sorrindo. – Vamos só... Aproveitar.

– Isso ai! Essa é a Alex que eu conheço. Agora, onde está o manobrista?

Como em um passe de mágica, o funcionário do hotel se posta ao nosso lado, cumprimentando-nos educadamente enquanto dou a chave para ele. Eu odiava deixar meu carro na mão de outras pessoas, mas sabia que naquele caso não tinha opção.

– Senhorita Houten e Senhorita Martin, presumo.

Viramos na direção da voz que falou nossos sobrenomes. Um homem baixo e rechonchudo, de aproximadamente quarenta e tantos anos aproxima-se de nós com os braços abertos.

– Em carne e osso – Respondo por nós duas.

Ele sorri.

– Meu nome é Lúcio, sou o gerente do nosso humilde hotel – Lúcio ri, como se falar que um hotel daqueles era humilde fosse à coisa mais engraçada do mundo. – Irei acompanha-las até as suítes de cada uma, e...

Nesse momento o homem para e olha para mim franzindo as sobrancelhas. Abaixo os olhos para meu próprio corpo e lembro-me do banho gelado que havia tomado minutos atrás. Minha regata branca estava tão colada ao corpo que chegava até a ser vulgar – não que eu me importasse –, e meu shorts jeans pingava, fazendo gotas escorrer pelas minhas pernas.

– Ah é – Começo. – Tivemos um pequeno incidente. Parece que algum moleque que vive nesse hotel gosta de presentear os novos moradores com duchas ao ar livre.

– Não que isso seja problema, não é Alex? – Megan interrompe. – Lembrem-se: Orlando, vida nova, tchau azar...

– Claro – Dou o sorriso mais falso que consigo. – Está tudo ótimo.

Lúcio suspira enquanto passa a mão nos cabelos.

– Creio que o responsável por isso seja Dave, um de nossos hospedes mirins. Peço perdão, o garoto é terrível – Sua voz é piedosa. – Podemos providenciar roupas novas agora mesmo, se a senhorita quiser.

Dou de ombros.

– Está calor mesmo, acho que estou legal.

O gerente concorda e pede educadamente que o acompanhemos para dentro do hotel. Ao chegarmos à recepção, mais uma vez sou surpreendida pela beleza evidente daquele lugar. Uma grande fonte se posta no centro do saguão com seus enormes chafarizes derrubando água em cascatas perfeitas. Todo o espaço era feito de mármore em estilo vitoriano. O lustre era tão grande e tão cheio de cristais que deveria valer mais que meu próprio carro. O carpete era de um rosa salmão com desenhos tão detalhados que eu poderia passar horas olhando-os sem me cansar. Pequenas esculturas de anjos estavam esculpidas em cada rodapé... Tudo era extremamente chique e maravilhoso.

– Ai meu Deus! – Megan aperta meu braço. – Aquilo é um Starbucks?

Olho na direção em que aponta e vejo o símbolo inconfundível da cafeteria.

– Oh, sim – Lúcio responde. – Temos um instalado aqui dentro, já que com o passar dos anos percebemos ser os pedidos mais frequentes de nossos hóspedes. Eles também entregam no quarto, o número estará ao lado do telefone.

– Incrível – Os olhos da minha amiga brilham.

Acompanhamos o gerente do hotel até o elevador. E que elevador! Com o dobro do tamanho de elevadores comuns, esse era completamente espelhado, desde o teto até as quatro paredes, tirando apenas o chão. Os botões e todos os apoios para se segurar eram de um dourado antigo que reluziam nas luzes amarelas do ambiente. O painel que indicava o andar era tão iluminado que parecia que milhões de pequenos diamantes o compunham.

Lúcio apertou o número “7”, e enquanto as portas se fechavam, não pude deixar de ironizar comigo mesma que meu andar ser exatamente no número do azar era muita coincidência.

– Agora... – O homem baixinho vira-se para nós. – Esses são os cartões dos quartos de vocês – Ele nós entregou dois cartões, um para cada uma. – O quarto da Senhorita Martin é o 7776, e o da Senhorita Houten é o 7777...

– Há! – Deixo uma risada forçada escapar. – Mais setes. Isso com certeza é o destino. – E diante da cara confusa de Lúcio, apenas balanço a cabeça. – Desculpa, continue, por favor.

– Ok. – Pigarra. – Bom, creio que as senhoritas já saibam que os quartos são compartilhados.

– Já estamos cientes disso – Avisa Megan com formalidade.

– Sim, infelizmente já estamos cientes disso – Completo, e recebo o cutucão da minha amiga.

– Sinto muito por isso – Lamenta-se Lúcio.

– Não sinta! – Megan tenta concertar meu erro imediatamente. – Esse ainda é o melhor hotel que já ficamos, não é, Alex?

Sorrio e anuo com a cabeça.

O elevador apita e as portas se abrem, indicando que havíamos chegado ao nosso andar.

– Creio que nos despedimos aqui – Lúcio dá espaço para passarmos. – Suas bagagens serão encaminhadas para cá em minutos, qualquer dúvida, o número da recepção está na discagem rápida do telefone.

– Muito obrigada – Digo sinceramente.

– Qualquer coisa, estamos à disposição. Tenham um bom dia – E terminando de dizer isso, as portas se fecham novamente, deixando eu e Megan sozinha no gigante e luxuoso corredor.

Era como naqueles filmes antigos e chiques; carpete vermelho com detalhes dourados; paredes de mármore extremamente bem trabalhadas; um aromatizador tão bom que chegava a ser inebriante; e lustres luxuosos de dez em dez metros, fornecendo uma claridade calma e relaxante. Assim eram os corredores do Hotel Voegeli.

Nossos quartos eram quase no final do corredor, então seguimos direto para as duas ultimas portas. O quarto de Megan vinha primeiro que o meu, apesar de serem lado a lado. Quando cada uma parou em frente a sua porta, minha mão tremeu por um leve segundo.

– E se ele for um nerd estuprador? – Pergunto nervosa.

Megan revira os olhos e se posta ao meu lado.

– Ele não vai ser um nerd estuprador – Repete.

– Como pode ter tanta certeza?

– Eu sempre estou certa, meu bem – Responde convencida. – Quer que eu entre com você?

– Sim, por favor, sim. Estava esperando você oferecer – Confesso.

Minha amiga pega gentilmente o cartão da minha mão e abre a porta por si mesma.

– Ual! – É tudo que sai de nossas bocas ao observamos nossa nova casa.

A primeira vista, uma sala impecavelmente arrumada se estende diante de nós. Dois sofás bejes se encontram dispostos no canto esquerdo, tendo a sua frente uma pequena mesinha de vidro e logo depois uma televisão tão grande que parecia um cinema. Passando a sala de estar, havia uma janela de vidro que ia do chão ao teto, nos banhando com uma visão mais que privilegiada de Orlando. Ao lado da janela, um lindíssimo piano preto reluzia devido ao sol. Uma mesa de cozinha americana separava os dois cômodos, essa por sua vez era toda de inox, com fogão, geladeira e micro-ondas mais tecnológicos que eu já havia visto, sem contar os armários, que eram tão bonitos como o resto. Um lustre de no mínimo cinquenta quilos pendia do teto acima da mesinha de centro, iluminando o ambiente de uma maneira tão fantástica que eu estava tentada a passar o resto do dia olhando-o.

– Ual! – Repetimos juntas.

Adentramos o apartamento completamente extasiadas. Tudo era tão perfeito que ficava difícil de acreditar que realmente íamos morar ali.

– Olha essa cozinha – Falei enquanto me encaminhava para a mesa. – Imagina quanto brigadeiro da pra fazer nesse fogão.

– Ou panquecas – Minha amiga me acompanhou. – E alguém mora nesse lugar? – Pergunta passando o dedo pela mesa e examinando-o em seguida. – Está tão limpo e arrumado que...

Nesse momento, ouvimos outra porta ser aberta. Megan vira imediatamente, porém eu continuo virada de costa, o corpo subitamente sendo preenchido com uma sensação gélida.

Eu havia ficado tão impressionada com a beleza do lugar que tinha esquecido o principal problema de tudo: Meu amigo de quarto. E lá estava ele, parado atrás de mim nesse exato instante. Como ele deveria ser? Eu imaginava alguém alto e franzino, o rosto coberto por espinhas enquanto um óculos fundo de garrafa pendia na ponta do seu nariz.

– Ale.. Al... – Megan tentava pronunciar meu nome, porém tudo que saia eram palavras incompletas.

“Puta que pariu” Pensei. “Ele era tão ruim que ela nem conseguia falar? Por que, Deus? Por que comigo?"

Tudo bem, eu teria que fazer isso mais cedo ou mais tarde. Teria que enfrentar o nerd virgem que me aguardava. Tudo bem Alex, você consegue. Você consegue.

E foi repetindo esse mantra que eu me virei, ainda relutante. Meu primeiro extinto foi procurar a pessoa da minha imaginação, o nerd que conhecemos de filmes. Quando meus olhos correram a sala e não encontraram ninguém que se encaixava nos padrões, minha mente ficou confusa.

Foi só então que eu o vi realmente, parado a dez metros de nós, com as mãos nos bolsos das calças cinza, camiseta preta manchada e pés descalços. Ele estava ali na minha frente e eu não o tinha visto. Por um momento encarei os olhos azuis e minhas pernas fraquejaram. Ele era... Ele era...

– Olá, sou Ryan – Anuncia com a voz mais sexy que eu já tinha ouvido. – Prazer.

Ele era a pessoa mais bonita, sexy, gostosa e maravilhosa que eu já tinha visto em toda a minha vida.

Notas finais
E AI, O QUE ACHARAM? Primeiramente, quero agradecer a quem favoritou/comentou a fic. Vocês sabem como é dificil começar uma fanfic e ter retorno no início, por isso queria pedir para que vocês não parassem de comentar/favoritar/acompanhar, para que assim que possa ver que meu trabalho está sendo recompensado. Lembrem-se: Estou aberta a opiniões. Deixem nos comentários que se for interessante eu com certeza acrescentarei a história. Um beijo no core de vocês e até semana que vem
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.