Summer Paradise
14 Capítulo 13
Notas iniciais
Ella
Eu estava correndo com as meninas e no instante seguinte estava sozinha com Juliet. Arregalei os olhos parando em um túnel escuro.
— Nós separamos? — Juliet arregalou os olhos para mim. Assenti, sentindo meus pulmões arderem demais. Havíamos corrido e gritado tanto que sequer tínhamos dado falta das outras garotas. Eu puxei meu celular, inutilmente, a procura de um sinal sequer para conseguir ajuda, mas era quase impossível. Juliet também estava sem sinal, e o celular de Sophie podia ter, mas estava sem bateria.
— Como vamos sair daqui? — perguntei — Não faço idéia de onde viemos ou por onde podemos ir.
— Vão nos encontrar. — Juliet tentou sorrir, mas eu sabia que ela só estava tentando se positiva.
— Toque cuidado.
— Eu sei disso, mãe, você já me falou a isso umas 20 vezes só hoje. — sorri jogando minhas coisas na mala. — Você poderia ser menos irritante, não acha?
— E você poderia colocar um sorriso nos lábios. Não parece que está indo na viajem dos seus sonhos com suas amigas. — ela tirou o short jeans que eu mais gostava dizendo que ele era curto demais, que chamaria a atenção dos garotos. Como se eu me importasse com garotos.
— Eu estou feliz, mãe, só não preciso ficar rindo a todo tempo. — dei de ombros. Fechei as malas e desci as escadas correndo. As meninas já estavam na porta me esperando. Minha mãe correu atrás de mim, me agarrando pelos ombros e me beijando nas bochechas. — Eca mãe!
— Eu te amo. — ela sussurrou, soltando-me. Revirei os olhos. Minha mãe é tão dramática que faz uma viajem parecer o fim do mundo. Sai correndo em direção ao carro. Entrei no banco de trás com Amy e Sophie, coloquei a cabeça pra fora pela janela.
— Guarde um pedaço de bolo pra mim. — ri.
— Eu tenho que sair daqui, não posso morrer, a última coisa que disse a minha mãe foi pra ela guardar um bolo pra mim. — resmunguei. Eu podia parecer sem coração, chata e sem sal, mas não queria morrer sem antes dizer que amava minha mãe. Qual é!
— Morrer? — Juliet acabou rindo. — Ás vezes você parece a sua mãe.
— Sei disso. — suspirei. O lugar que estávamos era uma espécie de túnel, não sabíamos até onde ele dava, mas era um pouco abafado e as paredes eram úmidas. — E agora? O que vamos fazer?
— Vamos manter a calma. Cedo ou tarde não dar falta da gente.
— Quando? — resmunguei. Ela deu de ombros. Encostei-me numa parede que me fez escorrer. Uma coisa caiu sobre mim me fazendo gritar. Era um esqueleto sujo e nojento. — Eu odeio esse lugar!
— Ella...
— Não, Juliet. Eu to cansada dessa viajem, to cansada dessas encrencas e to cansada dos seus papos chatos de que vai ficar tudo bem. Londres está começando a me irritar.
— Engraçado — ela me olhou, cruzando os braços. Lá vem sermão — pelo o que me lembro você está sempre irritada, de mau humor, de cara fechada. Quase não te vejo sorrindo e agora está colocando a culpa na viajem.
— Vai cagar! — mostrei o dedo do meio.
— Infantil.
— Mandona.
— Babaca. — Juliet gritou.
— CHATA!
— Sua mãe.
— A sua. E você é uma... — pisquei assustada.
— Fala pra eu te dar umas bofetadas. — ela me encarou. — Vai fala.
— Cala a boca, Juliet. — eu a puxei, colocando a mão sobre sua boca para fazê-la calar a boca. — Ouvi vozes. — ela me encarou com aqueles olhos, até parecia que estava gritando “louca, louca”. — É sério, eu ouvi vozes. Não vozes, ouvi a voz do Louis. — eu a soltei, puxando-a pelo pulso até a voz que eu estava ouvindo.
“Sério Louis, se elas souberem que foi a gente estamos perdidos”. A voz distante me fez parar. Era a voz do Liam?
“Vai ficar passando na minha cara que eu sou o culpado? Você não quis dizer o que eu deveria fazer, então eu fiz, agora chega Liam”. Sim, eles estavam falando sobre o nosso acidente naquela casa mal assombrada. E era tudo culpa deles.
Eu estava ficando louca? Puxei Juliet para o encontro com eles. Louis me olhou assustado.
— Ah meu deus, você está bem? — ele se aproximou, tentou me abraçar, mas não deixei. — Ficamos preocupados e...
— Como sabiam que a gente estaria aqui? — Juliet o fuzilou com os olhos. Soltei-a e caminhei em direção a uma neblina de fumaça feita por uma maquina.
— Ah... Louis? — Liam fez aquela carinha de “não tenho nada a ver com isso” e eu sentia que podia acreditar.
— Eu vi no seu twitter e... Ei, eu estou aqui pra te salvar. Deixe de pegar no meu pé, por favor. — ele me abraçou com força. Suspirei. Eu tinha ouvido muito bem o que eles tinham dito, sobre ter feito a gente ficar presas naquele lugar, eu só não queria fazer uma briga, pois sabia que se Juliet descobrisse ela fazia com que todas nós ficássemos longe deles e eu não queria ficar longe dele. Eu iria fingir que não havia escutado. Mas agora era hora de procurar as meninas. E só agora eu me dei conta... Onde está Juliet e Liam?
Niall
Fui pela esquerda sem dizer nada porque Harry ia me levar pra comer se eu ficasse quieto. Escutei alguém chorando e falando uma língua que eu não entendia. Só poderia ser uma das meninas.
“Pai nosso que estais no céu...”
Corri em direção à voz da Char, poderia conhecer pouco ela, mas eu reconheceria aquela voz doce no meio de qualquer multidão. Comecei a andar, não queria assustá-la. Eu não queria fazer esforço, mas eu percebi que ela não conseguia nem falar por causa do choro e eu não quero vê-la chorando, na verdade não quero ver ninguém chorando. Em meio à escuridão consegui vê-la sentada no chão.
— Estou aqui. — sussurrei me aproximando, ela se assustou, talvez por ter sido surpreendida no escuro. Eu a abracei cuidadosamente. Ela não sabia quem era, mas me abraçou desesperada. Ergui as sobrancelhas.
— Me tira daqui. — ela sussurrou.
— Vim aqui pra isso — eu sorri — agora pare de chorar porque a gente já vai sair daqui. — falei.
Ela respirou fundo tentando segurar o choro, mas não conseguiu. Eu ficava triste de ver ela chorando. Não éramos os melhores amigos, só andávamos juntos, mas estava com o coração partido por vê-la tão assustada daquele jeito. Ai ai, só Louis pra aprontar isso. Nós estávamos andando de volta e percebi que ela tinha ido muito longe, eu não havia percebido isso antes. Ela estava correndo um grande perigo por causa da mina, e só de pensar que alguma coisa poderia ter acontecido... O que eu to pensando? Para com isso Niall. Mas enfim, graças á Deus, ela não perguntou como eu consegui achá-la, pois eu não queria mentir pra ela e pra ninguém. Mas quando ela perguntasse, eu teria que mentir porque se não ela ia brigar comigo e com todos, por mim tanto faz ela ficar brava ou não comigo, mas eu penso nos meninos porque eles gostam da amizade delas. E eu não quero destruir isso.
Pude dizer que vi uma luz no fim do túnel e Char também viu, ela correu e olhou para trás. Ela se assustou quando me viu. Eu enfiei as mãos nos bolsos. Todo mundo sabe que ela não vai com a minha cara.
— Niall? — seus olhos estavam vermelhos, mas incrédulos.
— Pois é — dei de ombros.
— Como você chegou aqui?
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