Summer Of Blood
18 Perda de memória não!
Alex PDV
Abri com dificuldade os olhos e tateei a cama a procura de Dean, que já não estava mais ao meu lado. Levantei a cabeça e vi que ele estava sentado a mesa usando seu notebook.
Me sentei na cama e ele logo olhou pra mim.
-Bom dia flor do dia. – Disse ele voltando a olhar para tela.
- Muito engraçado. – Fui irônica.
- Xii, acordou com o pé esquerdo hoje, é?
- Não. Sempre acordo assim, mais hoje estou um pouco pior porque não dormi direito pensando aonde está minha amiga.
- Tente relaxar um pouco. Hoje vamos falar com os Cullen.
- Que ótimo! – Dean veio e sentou-se ao meu lado na cama.
- Calma tudo vai acabar bem. – Ele abraçou-me tentando me acalmar.
- Dean...
- O que?
- Você pode me soltar?
- Porque? Estou te machucando?
- Não. É que eu preciso ir ao banheiro.
- Ah.. tá.
- Rs, só eu mesmo pra estragar um momento tão bonito quanto este. –
Fui ao banheiro e fiz tudo o que tinha que fazer. Que porcaria, tive que escovar os dentes com o dedo.
- Dean, que roupa eu vou colocar? Não posso ficar usando o vestido de festa, suas roupas são muito largas pra mim e eu tô dura.
- Bem, eu também estou duro. Preciso arranjar grana hoje mesmo. Não tenho dinheiro nem pra abastecer.
- Tive uma idéia.
20 min. Depois...
- Cuidado hein! Vê se me segura direito. Não estou a fim de quebrar a outra perna.
- Tá bom, tá bom, vê se anda logo com isso mulher!
Dean estava me ajudando a entrar no meu quarto/da Vanessa. Só que pela janela.
Eu estava com os pés em seus ombros tentando me prender a uma parte do telhado da área.
Consegui!
Coloquei-me de pé, dei uns passos e logo cheguei na janela do quarto. Entrei com o máximo cuidado para não fazer barulho. Abri o armário e tirei de lá uma mochila minha velha e umas roupas básicas: Jeans, camiseta, jaqueta de couro, blusa, um par de tênis e um pijama. Corri até o banheiro e peguei minha escova de dente. Olhei pra minha cama e cochichei: “vou sentir sua falta, querida caminha gostosa.”
Ouvi passos vindo da escada, com certeza era a avó da Vanessa. Será que ela ouviu os meus passos lá do andar de baixo? Acho que preciso fazer uma dieta.
Joguei minha mala pela janela e falei em tom baixo para ele: “Eu vou pular”. Demorou um pouquinho mais ele entendeu. O som dos passos aumentava mais a cada fração de segundo. Não pensei duas vezes, fui para o telhado e me joguei em cima do Dean de lá de cima. Nós caímos no chão na hora. Ai. Sorte minha que ele amorteceu toda minha queda.
Sai de cima dele e o encarei. Ele estava de olhos fechados.
- Ah, qual é Dean, sem tempo para brincadeiras. Ainda temos que pegar uma carona com algum desconhecido até a casa dos Cullen. – Falei chacoalhando ele mais não adiantou, ele continuou com os olhos fechados.
- Dean? – Nada.
- Ah Dean, que mancada, você não pode desmaiar justo agora! – Coloquei minha mala no ombro e peguei Dean pelas mãos, arrastando-o até um carro que estava estacionado em frente a casa visinha. Peguei um grampo e consegui poe um milagre abrir a porta. O joguei no banco de trás fechei a porta, sentei no banco do motorista e fiz ligação direta.
5 min. Depois...
- Dean, que bom que você acordou! Eu estava... – Fui interrompida por ele.
- Dean? Quem é Dean? Que nome tosco. E quem sou eu? – Pisei com tudo no freio fazendo-o voar para frente. – E quem é você? – Meu Deus! Ele só pode estar brincando comigo! Os carros de trás começaram a buzinar, um até passou do meu lado reclamando e eu mandei ele ir tomar naquele lugar, só depois disso voltei a dirigir.
- Você não sabe mesmo quem você é? – Perguntei aflita.
- Não... E quem é você?
- Eu sou Alex, sua namorada. Ai meu Deus o Sam vai me matar a hora que ficar sabendo do resultado da minha babaquice!
- Quem é Sam?
- Sam é seu irmão.
- Ah, eu tenho um irmão? Que legal! – AAAAAH, caramba, caramba, caramba, o Sam vai mesmo me matar, Dean não lembra mesmo de nada!
Vasculhei os bolsos da calça do esquecidinho a procura do celular dele. Assim que achei o celular procurei o numero do Sam e liguei pra ele, e contei tudo o que havia acontecido. Por incrível que pareça ele não ficou tão bravo como eu pensei que iria ficar, mas eu ainda tremia. Tive que largar o carro um pouco antes da casa dos Cullen, quando chegamo onde Sam estava, pediu pra mim ir comprar café e alguma coisa para ele comer, enquanto tentava lembrar Dean de quem ele era. Mais a cada coisa que Sam falava Dean se mijava de rir. Fui até uma lanchonete e comprei três cafés e três Xburgers. No radio estava tocando ‘Conspiracy’ do ‘Paramore’, mais uma das minhas musicas preferidas da banda perfeita. Comecei a acompanhar Hayley cantando. Bem, queria eu pelo menos chegar aos pés dela.
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- Alex, Xburger no café da manhã? – Sam perguntou divertido. Estávamos no carro, Sam no banco do motorista e Dean e eu no banco de trás.
- Bem, era isso ou feijoada.
- Feijoada? O que é isso?
- É uma comida brasileira, é feijão preto com carne de porco e um monte de partes esquisitas da vaca. Refiro-me ao animal.
- Ah... Como sabe?
- Tenho descendência brasileira. Minha avó veio do Brasil.
- Por que?
- Não acha que é curioso demais?
-...
- Ela veio pros EUA por causa do meu avô. Ele foi passar um verão lá e ela conheceu ele em uma festa que teve, acho que no... Rio de Janeiro, onde ela também passava as férias, mais ela morava em São Paulo. Então quando ela bateu os olhos em meu avô, que segundo ela era um pão, não conseguiu mais parar de olhar. Eles namoraram firme dois anos, só por carta e um dia em fim ele a pediu em casamento, também por carta. Ele foi para o Brasil e se casaram lá. Depois de um mês eles se mudaram para cá.
- Nossa, que história bonita. – Sam disse.
- É, digna de um filme de romance. – Dean debochou.
- Até então sim, né.
- Como assim? – Sam perguntou pegando seu notbook.
- Certo dia eles estavam voltando de uma festa e meu avô perdeu o controle do carro, eles morreram na hora, a única sobrevivente foi minha mãe, que na época tinha oito anos.
- Coitada. – Dean falou passando o braço sobre meu ombro.
- Nossa, parece que sua memória já voltou! – Falei alterada.
- E quem disse que eu tinha perdido ela. – Riu da minha cara.
- Seu idiota – Falei batendo nele. -, seu estúpido, seu banana, seu ARGH! – Não tinha mais o que dizer.
- Gente, acabei de achar aqui na Internet que esse tipo de vampiro, o dos Cullen, eles tem super audição, então eles já devem ter ido embora faz tempo.
- Aha, que é hoje que eu arrombo aquela porta. – Dean disse saindo do carro.
Vanessa PDV
-Eu não fiz nada – Disse
-Sabemos que você não fez nada,Vanessa querida -O carinha em pé falou.
-Como você sabe meu nome?? -Perguntei.
--------------(Continua)------------
Notas finais
Enquete:
Quem vocês querem que morra na fic??
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