Summer Nights

24 Wish You Were Here


Notas iniciais
Não é alucinação, é insônia! Sim, acabei de postar um capítulo e sim estou postando outro hahahaha Espero que gostem e não me matem, beijinhos!

And I remember, all those crazy things you said
You left them riding through my head
You're always there, you're everywhere
But right now I wish you were here.
All those crazy things we did
Didn't think about it, just went with it
You're always there, you're everywhere
But right now I wish you were here

POV – Rose Weasley

O vestido preto mal chegava ao meio da minha coxa, mas Dominique não me deixaria trocar nem se eu implorasse, então preferi não discutir com ela porque como ela sempre ficava quando tinha alguma festa estava insuportável hoje.

Alícia estava bastante nervosa e ao mesmo tempo feliz, o aniversário dela mesmo seria amanhã, então a meia noite ainda estaríamos na festa e cantaríamos os parabéns, e ela queria acender as velas com sua varinha para usar magia logo, estava louquinha da vida minha amiga.

Ela estava com um vestido azul escuro e Domi com um branco, todos curtos e colados no corpo. Estava me sentindo meio pelada para dizer a verdade, mas mal podia esperar para ver a cara de Scorpius quando me visse pronta, o que foi outra coisa que me motivou a manter o bico calado e não reclamar.

– Eu vou descer logo – digo quando termino de passar rímel e Dominique assente e balança a mão quase me enxotando do MEU quarto.

– Vai logo, ninfomaníaca – ela diz e eu dou uma risadinha e desço.

– Oi amor – digo quando o vejo de costas para mim parado perto da escada, ele se vira e seus olhos me secam sem vergonha alguma por alguns segundos.

– Você está... uau, você está gostosa para caralho – ele diz e eu sorrio o abraçando pelo pescoço.

– Valeu.

– Mal posso esperar para tirar esse vestido mais tarde.

– Santo Deus, vocês parecem coelhos! – diz Alvo que estava passando ao nosso lado e escutou, sinto meu rosto corar e Scorpius ri da minha cara enquanto lhe dou um soco no ombro.

– Sem graça.

– Vamos, já chegaram várias pessoas.

O sigo para fora da casa com nossas mãos entrelaçadas e não posso evitar a sensação de déjà vu que me preenche. A quase três meses, estávamos na mesma situação, mas ele estava apenas fingindo estar comigo para darmos o troco no meu ex-namorado, e agra estávamos namorando de verdade.

– O que foi? – ele pergunta olhando para o meu sorriso idiota e eu balanço a cabeça.

– Nada, só estava lembrando de algumas coisas.

– Acho que eu estava me lembrando das mesmas coisas que você – ele diz me dando um beijo na bochecha e sorrindo – Que tal uma passada na garagem mais tarde? Ou então você pode ir para o meu quarto e me implorar para transar com você...

– Idiota! – dou um tapa forte em seu braço e ele dá uma gargalhada que infelizmente me contagia.

– Vem, vamos dançar – ele diz me puxando para pista onde uma música agitada tocava – Vocês não vão fazer aquele showzinho hoje não é?

– Não sei, não tem open bar, e se fizermos? – pergunto erguendo uma sobrancelha.

– Se fizerem vou ter que socar a cara de muitos babacas, porque não sei se eu já te disse isso mas você está gostosa demais essa noite, e eu não sou o único reparando nisso – diz e olha ao redor incomodado, sigo seu olhar e percebo que tinha sim muitos olhares sob mim.

– Eu sou sua, Scorp – digo segurando o rosto dele e o virando de volta para mim – Totalmente sua, deixe que olhem.

– Só minha – ele diz e eu assinto.

– Só sua.

– E do James – ele lembra com uma careta e eu dou uma risada.

– É, e do James – ele ri e eu dou outra olhada rápida ao redor – O que acha de provar a eles que sou sua?

– Ah é? – ele pergunta com um sorriso de lado e eu assinto – Você quem manda, baby – ele entrelaça minha cintura e eu o abraço pelo pescoço prendendo minhas mãos em seus cabelos quando ele me beija, sua língua deslizando para minha boca de forma tão intima que me faz questionar como tínhamos chegado àquele ponto em tão pouco tempo, e como eu o amava tão irracionalmente apesar disso.

Quando ficamos sem fôlego ele puxa meus lábios entre seus dentes num showzinho final e então pisca um dos olhos para mim, ao constatar que agora haviam bem menos olhares na minha bunda, mesmo que ainda houvessem os sem noção que continuassem me secando.

– Quer uma bebida? – ele pergunta depois de algumas músicas e eu assinto rapidamente – Eu já volto.

Começo a me afastar da pista de dança mas alguém aparece em meu campo de visão me impedindo de dar mais um passo.

– Você só pode estar de brincadeira – resmungo mal humorada ao ver Lysander com um sorrisinho cínico.

– Bom te ver também, Rose.

– Nunca é bom te ver, Scamander – digo revirando os olhos – O que está fazendo aqui afinal? Tenho certeza que assim como para outra festa que demos, você também não foi convidada para esta.

– Onde estão seus bons modos? – ela pergunta fingindo surpresa.

– Vou te mostrar os bons modos daqui a pouco se você não sair da minha frente, e não estou brincando – ela ergue os braços e dá um passo para o lado me dando passagem.

Avisto Dominique e Alícia perto da casa e vou marchando até lá.

– É impressão minha ou a rainha das vadias veio sem convite de novo? – pergunta Alícia e Domi franze as sobrancelhas confusa antes de olhar ao redor e suas bochechas ficarem vermelhas de ódio.

– Não acredito no que estou vendo.

– Somos duas, essa garota nunca vai se tocar não? Qual a parte em que todos dizem que ela não é bem vinda que ela não entendeu? – pergunto e volto a encará-la, a vejo se aproximando do Scopius e dizendo alguma coisa e fecho minhas mãos em punho, pronta para voltar lá e dar outra surra nela, mas ele revira os olhos e depois de dizer alguma coisa vem até mim e me entrega a bebida.

– O que ela queria? – pergunto irritada.

– Me convidar para dançar, mas como você viu eu neguei e vim direto até a garota que eu amo – diz e eu dou um longo gole na minha bebida.

– Eu também te amo – resmungo de má vontade e ele sorri me dando um selinho.

– Eu sei disso, amor.

– Não precisa ficar convencido também – digo e ele dá de ombros.

– Ainda sou um Malfoy, lembra?

– E como lembro – digo e ele me beija novamente.

– E é a nossa deixa – diz Alícia puxando Dominique dali e eu rio entre o beijo.

– Você não tem com o que se preocupar, sabe disso não sabe? – ele diz com a testa colada na minha e com nossos lábios ainda se roçando.

– Eu sei, mas...

– Sem mas, eu te amo e ponto. Nada e nem ninguém vai mudar isso – ele diz e eu abro os olhos – Okay?

– Okay – ele sorri e me dá um selinho demorado.

– Vamos aproveitar a festa, vem.

Depois disso, passamos boa parte da festa dançando como loucos e nos beijando como tarados, Lysander ficou na dela o que era melhor para ela do que para mim, porque não seria eu que teria meu rosto deformado caso voltasse a flertar com homem alheio e muito bem comprometido, obrigada.

Dominique tinha feito um trabalho e tanto com a decoração da festa, o que não era nenhuma novidade para ser sincera, minha amiga arrasava em qualquer coisa que ela fazia.

Dessa vez não tinha fogueira, mas haviam balões de luz espalhados por toda parte acima de nós, o que deu um baita trabalho para ela e Alvo que passaram a maior parte da manhã e da noite de ontem fazendo isso enquanto eu e Alícia fazíamos doces e Scorp e Jay colocavam um piso de madeira para servir de pista de dança e organizavam um lugar para o Fred ficar de DJ.

Tinha tudo dado um baita trabalho, mas no fim das contas tudo valeu bastante a pena e Alícia estava radiante com tudo aquilo e não parava de sorrir um segundo sequer, isso já era motivo o suficiente para todos nós ficarmos felizes por ter colaborado.

– Sabe, acho que nunca a vi sorrindo tanto – comenta Scorp e eu sorrio concordando.

– Ela merece tudo isso – digo e ele me aperta com mais força contra seu abraço.

– Você podia imaginar naquele primeiro dia que estaríamos hoje aqui? Juntos e apaixonados?

– Sinceramente, não – digo com uma careta – O que eu imaginava mesmo eram formas de te matar depois que você aparatou comigo em cima daquela cama, foi a coisa mais vergonhosa do mundo por assim dizer.

– Você não tem mais verginha de ficar comigo em uma cama – ele diz de forma marota e eu rio pelo nariz e concordo com a cabeça – Eu podia imaginar, sabia? Eu sempre fiquei meio balançado por você, só não entendia direito o motivo. Lembro que enquanto dançávamos naquela primeira festa, eu quase tive um treco ao começar a perceber o que significavam meus sentimentos por você. Tínhamos acabado de nos tornar amigos de verdade, e eu estava bastante feliz com isso, e no meu intimo me sentindo um babaca egoísta porque eu fiquei muito feliz quando você terminou com aquele otário, quer dizer, partia meu coração te ver chateada pelo fato de ter sido traída, mas eu estava feliz por poder ter uma chance, sabe? E quando James disse que eu era o cara escolhido para fingir ser seu... seja lá o que for por uma noite, caramba Rose, eu quase surtei. Você não imagina quanto tempo eu esperei para poder te beijar.

Fico o encarando por alguns segundos e sinto um sorriso começar a se formar em meus lábios, não importa quanto tempo passasse, acho que aquelas confissões repentinas de Scorpius sempre mexeriam comigo de uma forma que mais nada no mundo mexia.

– Se o seu plano é fazer com que eu fique mais apaixonada, você está conseguindo – digo e enterro o rosto em seu pescoço respirando seu cheiro.

– Graças a Deus que está – ele brinca e acaricia meu cabelo com uma mão enquanto mantém a outra firmemente ao redor do meu corpo num abraço que, eu tinha esperança, nunca se partisse.

Dançamos ao som de nossa própria música, balançando de um lado para o outro com os corpos colados num abraço apaixonado. Até que algo, ou alguém, corta nosso momento.

– Rose, desculpe interromper, mas você sabe onde está a varinha daquela destranbelhada? – pede Dominique e eu abro os olhos e me afasto lentamente do Scorpius.

– Sei.

– Ótimo, você me mataria se eu te pedisse para pegá-la para mim? São quase meia noite e ela está surtando – diz e eu dou uma risadinha e assinto.

– Okay, eu já volto – digo e fico na ponta dos pés para dar um selinho em Scorpius.

– Vou te esperar perto da garagem – ele diz e eu dou um sorriso de lado entendendo a indireta.

– Pode deixar – digo e Domi agarra minha mão e me puxa em direção a casa.

– Desculpa mesmo atrapalhar – ela diz com uma careta.

– Tudo bem, vamos fazer algo mais interessante assim que eu voltar para festa – digo com uma piscadela e ela finge que está vomitando.

– Ainda bem que você está tomando anticoncepcional, porque do jeito que vocês estão nem toda a camisinha do mundo daria jeito.

– Credo, Nick! – digo e ela dá de ombros. Ela estava exagerando, okay? Não éramos tão ruins, na maior parte do tempo...

Subo as escadas correndo e vou até o meu quarto abrindo a porta do banheiro e pegando a varinha de Alícia que estava em cima da pia.

– Graças a Deus! – diz Dominque suspirando aliviada quando lhe entrego a varinha – Agora pode ir e... Arght, você sabe.

– Tchau! – digo e quase corro escada a baixo e de volta a festa.

Sigo até a garagem com um sorriso congelado no meu rosto, talvez Domi estivesse certa e estivéssemos sim transando o tempo todo, mas que mal havia nisso? Eu o amava, e ele me amava também. Nada poderia fazer com que eu me arrependesse de tudo que passamos.

Exceto isso.

– Scorpius? – chamo debilmente e ele empurra Lysander para o lado rompendo o beijo e me encara em pânico – Ai Merlin – digo sentindo meu estômago embrulhar e me escorando na parede atrás de mim.

Isso não estava acontecendo, só podia ser brincadeira.

– Rose, não é o que parece, okay? Me deixe explicar! – ele pede suplicante e eu o encaro vendo o sorrisinho vitorioso de Lysander logo atrás.

– Não precisa explicar nada, desculpe interromper vocês dois – digo e viro as costas andando para longe dali.

Damn, damn, damn,
What I'd do to have you
Here, here, here
I wish you were here.
Damn, damn, damn
What I'd do to have you
Near, near, near
I wish you were here.

Notas finais
Comeeeeeeeentem