Summer Nights
4 Style
Notas iniciais

Midnight, you come and pick me up
No headlights
Long drive, could end in burning flames
Or paradise
POV — Rose Weasley
Fico largada no sofá com Dominique. James, Alvo e Alícia tinham ido tomar banho e trocar de roupa. Não sabia ao certo onde o Malfoy estava, ele só saiu da piscina e disse que precisava de andar um pouco.
Dominique aperta o controle sem pauda em quanto troca de canal.
– Aquele filme era legal — resmungo — E essa série também, a propósito.
– Glee? — ela me encara com uma careta e nega com a cabeça — Já assisti várias vezes todas as temporadas, e caso você não tenha percebido é o 5x03.
– Ah... — engulo em seco — Desculpa.
– Tudo bem, você não sabia — ela sorri fraquinho para mim e volta a passar os canais, sabia que o humor dela iria cair bastante depois daquilo, então fica quieta na minha.
– American Horror Story, você não terminou a 3º temporada — sorrio em expectativa.
– Para falar a verdade, eu não terminei nem a 2º — ela me encara com um sorrisinho culpado e eu giro os olhos rindo.
– Inacreditável, Domi — ela joga o controle para mim e faz um beicinho enquanto se levanta.
– Estou morrendo de fome, e você? — ela estende as mãos para mim e eu as seguro permitindo que ela me puxe para ficar em pé.
– Vamos ver o que tem naquela cozinha então.
Seguimos para lá e ela se adianta para a geladeira, e então se afasta tombando a cabeça para o lado com uma careta.
– O que? — pergunto me aproximando e faço uma careta também. Tudo o que tinha na geladeira era: ovos, leite, água, uma caixa de suco de laranja e queijo — Okay, vamos ver o armário — abrimos todos os armários, mas só encontramos pão de forma, geleia de framboesa e um pacote de doritos. E tinha algumas frutas em cima da mesa. Mas era só.
– Droga — ela geme baixinho — Isso não vai tirar minha fome nunca, e mesmo que tirasse ainda teríamos mais cinco bocas para alimentar.
– Será que alguém já percebeu nosso estoque de comida?
– Eu já — diz James entrando na cozinha — Nossos pais me deram dinheiro, mas temos que ir ao mercado.
– Okay, quanto você tem? — pergunta Domi cruzando os braços.
– 800 galeões.
– Oi? Eles nos deram tudo isso?
– Sim, cada um deu 200, eu acho.
– Minha mãe e meu pai me deram 200 galeões, acho que falimos eles — digo com uma careta e ele ri.
– São três meses, Rosie, e os meus pais também me deram 200 galeões.
– Minha mãe me dou o cartão de crédito — diz Domi dando de ombros e James sorri para ela enquanto balança a cabeça.
– Okay, acho melhor que eu faça as compras. Como vamos ao supermercado? Prometemos a eles que não iríamos aparatar — digo batucando os dedos na superfície lisa da mesa.
– Ah, venham comigo — ele sorri e passa pela gente abrindo uma porta ali na cozinha que dava para piscina, e então seguindo por um corredorzinho que dava a uma garagem. E a um Jeep Preto perfeito.
– Merlin! — Domi morde os lábios com força e quase saltita até o carro.
– Você não sabe dirigir — digo para James.
– Nem você!
– É, e como vamos até lá, gênio? — reviro os olhos e ele faz uma careta — Alvo sabe dirigir.
– Alvo não tem idade para dirigir de acordo com o mundo bruxo, pelo menos não dentro de uma semana.
– Droga — ele resmunga e encara Dominique — Você por algum acaso sabe dirigir essa coisa?
– Não! — ela se aproxima de nós novamente — Alícia e Alvo sabem.
– 16 anos — lembro e ela suspira.
– Ah.
– O que está rolando? — pergunta Alvo entrando na garagem com Alícia.
– Estamos sem comida, praticamente, precisamos ir ao supermercado. Mas nenhum de nós sabe dirigir.
– Então quem vai? — pergunta Alí com uma careta.
– Eu vou, só não sei como — encaro o Jeep por algum tempo.
– Scorpius sabe dirigir, foi o pai dele que me ensinou — ela sorri dando de ombros e eu prendo a respiração.
– Está brincando? — ela revira os olhos impaciente e eu ergo os braços — Certo, desculpe.
– Eu posso ir com vocês — diz Domi se voluntariando e eu sorrio para ela.
– Não, está na hora de eles se resolverem — diz Alícia me encarando mortalmente e eu engulo em seco — Já volto, vou procurar ele.
– Sinto muito, Rosie — diz a loira e eu assinto.
– É, eu também.
Alguns minutos depois, Alícia volta com o primo.
– O que houve? — ele pergunta colocando as mãos nos bolsos da bermuda e eu seguro um pouco a respiração. Seu cabelo ainda estava úmido, assim como seu peito nu e definido pelo Quadribol.
– Precisamos ir ao supermercado, mas ninguém sabe dirigir, você sabe? — pergunta James e ele assente. Dominique me dá uma cinturada de leve e eu desvio o olhar do loiro para ela que sorri marotamente. Me xingo mentalmente por te-lo encarado por tanto tempo e coro ao lembrar que ainda estava com apenas o blusão.
– Sei — ele dá de ombros.
– E você poderia ir com a Rose? — Alícia pergunta e ele encara a prima com as sobrancelhas erguidas por alguns segundos.
– Ta, eu só vou sair e tomar um banho para tirar o cloro do corpo antes de ir — ele dá de ombros e se vira saindo dali.
Todos ficam em silêncio por alguns segundos, aquilo não parecia com o Malfoy e todos perceberam isso.
– Acho que você chateou ele — diz Alvo.
– Claro, até porque tenho um efeito e tanto sobre ele — cruzo os braços e reviro os olhos.
– Talvez você tenha mais efeito do que imagina — diz Alícia e sai dali batendo pé, minha boca se abre num perfeito O.
– O que foi que deu nela?
– Ela te ama, Rosie, mas ele também é primo dela — diz Alvo indo atrás dela.
– O que foi que eu fiz de tão horrível para todos estarem com raiva de mim? Merlin!
– Você socou o cara e disse que o odiava depois de ele ter tentado ser legal com você fazendo uma brincadeira completamente inocente.
– Okay! Talvez eu tenha exagerado um pouco, mas vamos fazer o favor de lembrar de quem sempre implica comigo?
– Okay, okay — James segura meus ombros antes que Dominique responda alguma coisa — Sabemos que isso não se trata exatamente do Malfoy. E que você está chateada porque o babaca do Greg não retorna suas ligações, mas não vamos descontar nos outros, certo? Agora sobe lá e toma um banho para tirar o cloro dessa cabelo.
– Certo — resmungo e saio dali um tanto irritada.
Entro no meu quarto e tranco a porta indo em direção ao banheiro. Tiro a blusa do Darth Vader e o biquíni e deixo que a água quente me acalme, o que provavelmente não foi uma boa ideia levando em conta que quando a raiva passou, a culpa tomou o seu lugar.
Lavo o cabelo e me enrolo na toalha saindo do banheiro. Escuto alguém bater na porta e vou até lá destrancando e abrindo. Scorpius.
– Desculpe, pensei que já estivesse pronta.
– Pode entrar, eu me visto num segundo — deixo a porta aberta e vou até a cômoda pegando minhas roupas íntimas e uma regata azul, pego uma calça preta no armário e vejo pelo canto do olho Scorpius sentado na minha cama encarando o nada. Não fez nenhuma piadinha irritante, o que significava que ele estava realmente chateado.
Entro no banheiro e me visto o mais rápido possível, desembaraço o cabelo e passo um gloss.
– Pronta — digo saindo do banheiro e ele se levanta da cama me olhando.
– Certo, vamos lá — pego minha bolsa em cima da cama e o sigo porta a fora até a sala.
– De quanto vocês vão precisar? — pergunta James e eu dou de ombros.
– Vamos comprar coisas apenas para dispensa ou para festa também? — pergunta Scorpius.
– Melhor comprar tudo de uma vez.
– Okay, me dê 100 galeões.
– Não acho que seja o suficiente — ele diz confuso.
– Eu to com dinheiro.
– Certo, esperem aqui — ele diz subindo as escadas correndo.
Ficamos ali parados e encarando o nada, como dois bonecos que haviam sido desligados. Agradeço a Merlin quando Jay volta com o dinheiro.
– Toma — entrega a Scorpius que guarda o dinheiro na carteira. James nos encara e faz uma careta — Por favor, não se matem.
– Até mais, Jay — digo girando os olhos e indo para a garagem.
Scorpius confere o carro e então entra ao meu lado sem dizer nada.
– Vamos lá — ele resmunga dando partida quando James abre o portão.
Depois de quinze minutos em um silêncio torturante, eu abro minha bolsa rezando para encontrar meu iPad, suspiro aliviada ao achá-lo ali e coloco na lista de músicas.
– Você ainda gosta de Pearl Jam? — pergunto e ele me encara surpreso, provavelmente por saber qual era sua banda favorita no 5º ano. Para falar a verdade, também fico surpresa.
– Com certeza — ele concorda e eu coloco na lista de música da banda.
Passamos a próxima meia hora escutando as músicas da banda, mas eu sabia que faltavam mais ou menos uns vinte minutos até chegarmos ao mercado, então respiro fundo antes de começar a falar:
– Scorpius, me desculpa mesmo pelo o que aconteceu hoje na piscina — digo e ele me encara e então assente.
– Está tudo bem.
– Não, não está.
– Provavelmente não, você me chamou de Scorpius — ele sorri divertido e eu coro. Droga!
– Certo, desculpa por isso também.
– Não precisa se desculpar — ele gira os olhos — Gosto de como soa quando você fala.
– Okay...
– Então, por que todo aquele acesso de raiva? — ele pergunta e eu suspiro.
– Estou estressada com algumas coisas desde que entrei de férias.
– Algumas coisas como Greg Marin? — ele pergunta na lata.
– É, isso também.
– Também? O que mais?
– Nada, acho que é só uma desculpa para que eu não pareça patética por estar estressada por isso — digo e ele ri.
– Você gosta mesmo dele?
– Bom, ele é o meu namorado — dou de ombros e ele me encara.
– Não foi isso que eu perguntei.
– Gosto — digo e me recrimino ao perceber que minha voz não se manteve firme.
– Nós chegamos — ele procura uma vaga e estaciona o carro.
Desço do Jeep e alongo minhas pernas enquanto o sigo para o supermercado.
– Okay, o que vamos comprar?
– Precisamos de coisas para fazer comida, arroz, carne, farinha...
– Certo, por que você não cuida da parte da dispensa e eu cuido da parte da festa? — ele sorri e eu semicerro os olhos.
– Por que eu tenho a sensação de que isso não vai acabar bem?
– Porque eu, ao contrário de você, sei como bombar uma festa — ele dá de ombros e eu giro os olhos.
– Okay então, te encontro aqui em 15 ou 20 minutos — digo e ele assente, pego um carrinho e me enfio entre as prateleiras.
Certo, faço uma lista mental do que eu tinha que pegar: arroz, macarrão, bife, batata, suco, biscoitos, manteiga de amendoim, torradas...
Dezessete minutos depois meu carrinho estava cheio, do que — eu acho — nos manteria por dois meses. Vou procurar por Scorpius e o encontro perto dos caixas.
– Você terminou antes de mim e... UAU — digo olhando para o seu carrinho, muita cerveja, vodka e tequila, pacotes de salgadinhos, doces e alguns refrigerantes.
– UAU para você também — ele aponta para o meu carrinho.
– Não acho que você vá conseguir passar com tudo isso — digo e ele pega a carteira me entregando sua identidade — Ou talvez consiga Elliot Miller.
– Exato — ele sorri e eu lhe devolvo a identidade rindo.
– Inacreditável — sinto meu celular vibrar no bolso da calça e o pego.
Greg Marin foi marcado na foto de Jenal Batt.
Faço uma careta e abro a foto, Greg estava com uma garrafa de cerveja na mão e Jenal estava abraçando uma garota loira, pelo menos não estava abraçando ele.
– Tudo bem? — pergunta Scorpius e eu reviro os olhos lhe mostrando a foto.
– The Circle, eu conheço esse lugar — ele dá de ombros e eu franzo as sobrancelhas.
– O que?
– É uma bar bruxo, é bem legal na maior parte do tempo — ele explica e eu mordo os lábios.
– E é muito longe daqui?
– É a cinco ruas daqui — ele diz e eu o encaro — Não mesmo.
– Por que não? — pergunto emburrada.
– Para começar você não tem idade, e James me mataria — ele diz passando as compras e eu reviro os olhos.
– Qual é, Scorpius! Eu só quero dar um oi, por favor! — tento fazer minha melhor cara de Gato de Botas e ele me encara por alguns segundos e então suspira.
– Certo, ligue para o James e diga que vamos nos atrasar um pouco — ele diz e eu sorrio.
– Obrigada!
– Mas vamos logo com isso, você nunca vai conseguir entrar naquela boate com esse rosto de 15 anos.
– E o que iremos fazer?
– Você tem maquiagem na sua bolsa?
– Tenho.
– Ótima, então vai usá-la — ele pisca um dos olhos e eu sorrio animada.
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