Notas iniciais
Oii meus amores, como vão? Queria agradecer de coração a todos os comentários que recebi, vcs são incríveis! Desculpa ter demorado um pouco a postar, é que eu estava tentando arrumar um jeito de fazer o epílogo de Ooops!... I Did It Again, daí fiquei meio perdida. Fiz algumas modificações nos capítulos anteriores, nada demais, só para vcs entenderem quem é o Greg e tbm tive a ideia de colocar em cada capítulo uma música que eu acha que tenha um pouco haver, então se tiverem alguma música que vcs achem que se enquadra com a fic até agora, ou com Scorose em si, me mandem, okay? Beijinhos

Midnight, you come and pick me up
No headlights
Long drive, could end in burning flames
Or paradise

POV — Rose Weasley

Fico largada no sofá com Dominique. James, Alvo e Alícia tinham ido tomar banho e trocar de roupa. Não sabia ao certo onde o Malfoy estava, ele só saiu da piscina e disse que precisava de andar um pouco.

Dominique aperta o controle sem pauda em quanto troca de canal.

– Aquele filme era legal — resmungo — E essa série também, a propósito.

– Glee? — ela me encara com uma careta e nega com a cabeça — Já assisti várias vezes todas as temporadas, e caso você não tenha percebido é o 5x03.

– Ah... — engulo em seco — Desculpa.

– Tudo bem, você não sabia — ela sorri fraquinho para mim e volta a passar os canais, sabia que o humor dela iria cair bastante depois daquilo, então fica quieta na minha.

– American Horror Story, você não terminou a 3º temporada — sorrio em expectativa.

– Para falar a verdade, eu não terminei nem a 2º — ela me encara com um sorrisinho culpado e eu giro os olhos rindo.

– Inacreditável, Domi — ela joga o controle para mim e faz um beicinho enquanto se levanta.

– Estou morrendo de fome, e você? — ela estende as mãos para mim e eu as seguro permitindo que ela me puxe para ficar em pé.

– Vamos ver o que tem naquela cozinha então.

Seguimos para lá e ela se adianta para a geladeira, e então se afasta tombando a cabeça para o lado com uma careta.

– O que? — pergunto me aproximando e faço uma careta também. Tudo o que tinha na geladeira era: ovos, leite, água, uma caixa de suco de laranja e queijo — Okay, vamos ver o armário — abrimos todos os armários, mas só encontramos pão de forma, geleia de framboesa e um pacote de doritos. E tinha algumas frutas em cima da mesa. Mas era só.

– Droga — ela geme baixinho — Isso não vai tirar minha fome nunca, e mesmo que tirasse ainda teríamos mais cinco bocas para alimentar.

– Será que alguém já percebeu nosso estoque de comida?

– Eu já — diz James entrando na cozinha — Nossos pais me deram dinheiro, mas temos que ir ao mercado.

– Okay, quanto você tem? — pergunta Domi cruzando os braços.

– 800 galeões.

– Oi? Eles nos deram tudo isso?

– Sim, cada um deu 200, eu acho.

– Minha mãe e meu pai me deram 200 galeões, acho que falimos eles — digo com uma careta e ele ri.

– São três meses, Rosie, e os meus pais também me deram 200 galeões.

– Minha mãe me dou o cartão de crédito — diz Domi dando de ombros e James sorri para ela enquanto balança a cabeça.

– Okay, acho melhor que eu faça as compras. Como vamos ao supermercado? Prometemos a eles que não iríamos aparatar — digo batucando os dedos na superfície lisa da mesa.

– Ah, venham comigo — ele sorri e passa pela gente abrindo uma porta ali na cozinha que dava para piscina, e então seguindo por um corredorzinho que dava a uma garagem. E a um Jeep Preto perfeito.

– Merlin! — Domi morde os lábios com força e quase saltita até o carro.

– Você não sabe dirigir — digo para James.

– Nem você!

– É, e como vamos até lá, gênio? — reviro os olhos e ele faz uma careta — Alvo sabe dirigir.

– Alvo não tem idade para dirigir de acordo com o mundo bruxo, pelo menos não dentro de uma semana.

– Droga — ele resmunga e encara Dominique — Você por algum acaso sabe dirigir essa coisa?

– Não! — ela se aproxima de nós novamente — Alícia e Alvo sabem.

– 16 anos — lembro e ela suspira.

– Ah.

– O que está rolando? — pergunta Alvo entrando na garagem com Alícia.

– Estamos sem comida, praticamente, precisamos ir ao supermercado. Mas nenhum de nós sabe dirigir.

– Então quem vai? — pergunta Alí com uma careta.

– Eu vou, só não sei como — encaro o Jeep por algum tempo.

– Scorpius sabe dirigir, foi o pai dele que me ensinou — ela sorri dando de ombros e eu prendo a respiração.

– Está brincando? — ela revira os olhos impaciente e eu ergo os braços — Certo, desculpe.

– Eu posso ir com vocês — diz Domi se voluntariando e eu sorrio para ela.

– Não, está na hora de eles se resolverem — diz Alícia me encarando mortalmente e eu engulo em seco — Já volto, vou procurar ele.

– Sinto muito, Rosie — diz a loira e eu assinto.

– É, eu também.

Alguns minutos depois, Alícia volta com o primo.

– O que houve? — ele pergunta colocando as mãos nos bolsos da bermuda e eu seguro um pouco a respiração. Seu cabelo ainda estava úmido, assim como seu peito nu e definido pelo Quadribol.

– Precisamos ir ao supermercado, mas ninguém sabe dirigir, você sabe? — pergunta James e ele assente. Dominique me dá uma cinturada de leve e eu desvio o olhar do loiro para ela que sorri marotamente. Me xingo mentalmente por te-lo encarado por tanto tempo e coro ao lembrar que ainda estava com apenas o blusão.

– Sei — ele dá de ombros.

– E você poderia ir com a Rose? — Alícia pergunta e ele encara a prima com as sobrancelhas erguidas por alguns segundos.

– Ta, eu só vou sair e tomar um banho para tirar o cloro do corpo antes de ir — ele dá de ombros e se vira saindo dali.

Todos ficam em silêncio por alguns segundos, aquilo não parecia com o Malfoy e todos perceberam isso.

– Acho que você chateou ele — diz Alvo.

– Claro, até porque tenho um efeito e tanto sobre ele — cruzo os braços e reviro os olhos.

– Talvez você tenha mais efeito do que imagina — diz Alícia e sai dali batendo pé, minha boca se abre num perfeito O.

– O que foi que deu nela?

– Ela te ama, Rosie, mas ele também é primo dela — diz Alvo indo atrás dela.

– O que foi que eu fiz de tão horrível para todos estarem com raiva de mim? Merlin!

– Você socou o cara e disse que o odiava depois de ele ter tentado ser legal com você fazendo uma brincadeira completamente inocente.

– Okay! Talvez eu tenha exagerado um pouco, mas vamos fazer o favor de lembrar de quem sempre implica comigo?

– Okay, okay — James segura meus ombros antes que Dominique responda alguma coisa — Sabemos que isso não se trata exatamente do Malfoy. E que você está chateada porque o babaca do Greg não retorna suas ligações, mas não vamos descontar nos outros, certo? Agora sobe lá e toma um banho para tirar o cloro dessa cabelo.

– Certo — resmungo e saio dali um tanto irritada.

Entro no meu quarto e tranco a porta indo em direção ao banheiro. Tiro a blusa do Darth Vader e o biquíni e deixo que a água quente me acalme, o que provavelmente não foi uma boa ideia levando em conta que quando a raiva passou, a culpa tomou o seu lugar.

Lavo o cabelo e me enrolo na toalha saindo do banheiro. Escuto alguém bater na porta e vou até lá destrancando e abrindo. Scorpius.

– Desculpe, pensei que já estivesse pronta.

– Pode entrar, eu me visto num segundo — deixo a porta aberta e vou até a cômoda pegando minhas roupas íntimas e uma regata azul, pego uma calça preta no armário e vejo pelo canto do olho Scorpius sentado na minha cama encarando o nada. Não fez nenhuma piadinha irritante, o que significava que ele estava realmente chateado.

Entro no banheiro e me visto o mais rápido possível, desembaraço o cabelo e passo um gloss.

– Pronta — digo saindo do banheiro e ele se levanta da cama me olhando.

– Certo, vamos lá — pego minha bolsa em cima da cama e o sigo porta a fora até a sala.

– De quanto vocês vão precisar? — pergunta James e eu dou de ombros.

– Vamos comprar coisas apenas para dispensa ou para festa também? — pergunta Scorpius.

– Melhor comprar tudo de uma vez.

– Okay, me dê 100 galeões.

– Não acho que seja o suficiente — ele diz confuso.

– Eu to com dinheiro.

– Certo, esperem aqui — ele diz subindo as escadas correndo.

Ficamos ali parados e encarando o nada, como dois bonecos que haviam sido desligados. Agradeço a Merlin quando Jay volta com o dinheiro.

– Toma — entrega a Scorpius que guarda o dinheiro na carteira. James nos encara e faz uma careta — Por favor, não se matem.

– Até mais, Jay — digo girando os olhos e indo para a garagem.

Scorpius confere o carro e então entra ao meu lado sem dizer nada.

– Vamos lá — ele resmunga dando partida quando James abre o portão.

Depois de quinze minutos em um silêncio torturante, eu abro minha bolsa rezando para encontrar meu iPad, suspiro aliviada ao achá-lo ali e coloco na lista de músicas.

– Você ainda gosta de Pearl Jam? — pergunto e ele me encara surpreso, provavelmente por saber qual era sua banda favorita no 5º ano. Para falar a verdade, também fico surpresa.

– Com certeza — ele concorda e eu coloco na lista de música da banda.

Passamos a próxima meia hora escutando as músicas da banda, mas eu sabia que faltavam mais ou menos uns vinte minutos até chegarmos ao mercado, então respiro fundo antes de começar a falar:

– Scorpius, me desculpa mesmo pelo o que aconteceu hoje na piscina — digo e ele me encara e então assente.

– Está tudo bem.

– Não, não está.

– Provavelmente não, você me chamou de Scorpius — ele sorri divertido e eu coro. Droga!

– Certo, desculpa por isso também.

– Não precisa se desculpar — ele gira os olhos — Gosto de como soa quando você fala.

– Okay...

– Então, por que todo aquele acesso de raiva? — ele pergunta e eu suspiro.

– Estou estressada com algumas coisas desde que entrei de férias.

– Algumas coisas como Greg Marin? — ele pergunta na lata.

– É, isso também.

– Também? O que mais?

– Nada, acho que é só uma desculpa para que eu não pareça patética por estar estressada por isso — digo e ele ri.

– Você gosta mesmo dele?

– Bom, ele é o meu namorado — dou de ombros e ele me encara.

– Não foi isso que eu perguntei.

– Gosto — digo e me recrimino ao perceber que minha voz não se manteve firme.

– Nós chegamos — ele procura uma vaga e estaciona o carro.

Desço do Jeep e alongo minhas pernas enquanto o sigo para o supermercado.

– Okay, o que vamos comprar?

– Precisamos de coisas para fazer comida, arroz, carne, farinha...

– Certo, por que você não cuida da parte da dispensa e eu cuido da parte da festa? — ele sorri e eu semicerro os olhos.

– Por que eu tenho a sensação de que isso não vai acabar bem?

– Porque eu, ao contrário de você, sei como bombar uma festa — ele dá de ombros e eu giro os olhos.

– Okay então, te encontro aqui em 15 ou 20 minutos — digo e ele assente, pego um carrinho e me enfio entre as prateleiras.

Certo, faço uma lista mental do que eu tinha que pegar: arroz, macarrão, bife, batata, suco, biscoitos, manteiga de amendoim, torradas...

Dezessete minutos depois meu carrinho estava cheio, do que — eu acho — nos manteria por dois meses. Vou procurar por Scorpius e o encontro perto dos caixas.

– Você terminou antes de mim e... UAU — digo olhando para o seu carrinho, muita cerveja, vodka e tequila, pacotes de salgadinhos, doces e alguns refrigerantes.

– UAU para você também — ele aponta para o meu carrinho.

– Não acho que você vá conseguir passar com tudo isso — digo e ele pega a carteira me entregando sua identidade — Ou talvez consiga Elliot Miller.

– Exato — ele sorri e eu lhe devolvo a identidade rindo.

– Inacreditável — sinto meu celular vibrar no bolso da calça e o pego.

Greg Marin foi marcado na foto de Jenal Batt.

Faço uma careta e abro a foto, Greg estava com uma garrafa de cerveja na mão e Jenal estava abraçando uma garota loira, pelo menos não estava abraçando ele.

– Tudo bem? — pergunta Scorpius e eu reviro os olhos lhe mostrando a foto.

– The Circle, eu conheço esse lugar — ele dá de ombros e eu franzo as sobrancelhas.

– O que?

– É uma bar bruxo, é bem legal na maior parte do tempo — ele explica e eu mordo os lábios.

– E é muito longe daqui?

– É a cinco ruas daqui — ele diz e eu o encaro — Não mesmo.

– Por que não? — pergunto emburrada.

– Para começar você não tem idade, e James me mataria — ele diz passando as compras e eu reviro os olhos.

– Qual é, Scorpius! Eu só quero dar um oi, por favor! — tento fazer minha melhor cara de Gato de Botas e ele me encara por alguns segundos e então suspira.

– Certo, ligue para o James e diga que vamos nos atrasar um pouco — ele diz e eu sorrio.

– Obrigada!

– Mas vamos logo com isso, você nunca vai conseguir entrar naquela boate com esse rosto de 15 anos.

– E o que iremos fazer?

– Você tem maquiagem na sua bolsa?

– Tenho.

– Ótima, então vai usá-la — ele pisca um dos olhos e eu sorrio animada.

You got that long hair slicked back
White T-shirt
And I got that good girl faith
And a tight little skirt

Notas finais
Comeentem