Summer Nights
14 Pretending
Notas iniciais

Face to face and heart to heart
We're so close yet so far apart
I close my eyes I look away
That's just because I'm not okay
But I hold on I stay strong
Wondering if we still belong
POV – Rose Weasley
Sinto minha cabeça latejar e abro os olhos com uma careta.
– Droga – resmungo e os fecho com força ao sentir o sol irritando meus olhos.
– Bom dia – diz alguém abrindo a porta do quarto e eu gemo baixinho.
– Para de gritar – peço e escuto uma risada e então as cortinas se fechando.
Abro os olhos e vejo Scorpius.
– Oi – digo e ele me entrega um copo de suco e um comprimido.
– Vai ajudar com a ressaca – diz e eu enfio o comprimido na boca empurrando com o suco.
– Valeu – digo e coloco o suco na mesinha ao lado da cama – Que horas são?
– Quase onze – diz e eu arregalo os olhos – Relaxa, só tem Alícia acordada.
– Eu dormi demais – reclamo e cubro o rosto com a coberta.
– Você bebeu demais, isso sim – ele diz e sinto seu peso ao meu lado.
– É, isso também – digo e afasto o cobertor o encarando.
Não sabia muito bem como encarar o que aconteceu na noite anterior, não fazia a menor ideia. Sinto minhas bochechas começarem a corar ao lembrar de como gemi seu nome e em como gostei da sensação de sentir seus lábios.
– Você dormiu bem? – ele pergunta e eu assinto.
– Sim, e você?
– Também.
Ficamos em silêncio encarando o nada por um bom tempo, aos poucos sinto minha cabeça parar de latejar de maneira insuportável e fico agradecida por ele ter conseguido aquele remédio.
– Alícia sabe que eu estou aqui?
– Ela foi no seu quarto te acordar e não te achou, então ficou meio desesperada e veio me chamar, daí... – ele deixa a frase morrer e eu assinto.
– E...
– Ela não disse nada para mim, mas pode esperar uma chuva de perguntas – diz e eu faço outra careta.
– Ótimo – me sento na cama e coço os olhos, eu devia estar com uma aparência horrível – Acho melhor eu ir para o meu quarto.
– Por quê?- pergunta e eu me viro para ele.
– Eu provavelmente estou parecendo ter sido atropelada por um bando de búfalos.
– Não está, não – diz rindo – Mas ótima comparação.
– É – digo e sorrio. Implorei mentalmente para ele dizer qualquer coisa que me fizesse ter alguma pista do que aconteceu na última noite, mas ele fica apenas me encarando como se esperasse algo – Eu vou tomar um banho, te vejo mais tarde, okay?
– Okay – ele assente e baixa os olhos.
– Eu... ahn... te devolvo a blusa depois.
– Tudo bem, você ficou bem com ela – ele diz e eu assinto.
– Okay, obrigada – digo e pulo da cama olhando ao redor – Meu... ahn...
– Ali – ele diz e aponta para a cadeira.
– Valeu – pego o meu vestido e saio dali o mais depressa possível.
Atravesso o corredor – pela primeira vez desde que chegamos contente por estar no quarto ao frente o dele – e entro em meu quarto batendo a porta e me arrastando até o chão.
– Merlin – sussurro para mim mesma. Eu não estava arrependida do que tinha acontecido, foi incrível e eu amei cada minuto. Mas que eu estava com vergonha, isso eu estava.
Tiro sua blusa deixando em cima da minha cama junto com meu vestido e pego minha toalha me trancando no banheiro. Encaro meu reflexo no espelho e faço uma careta.
– Puta merda – meu cabelo estava embaraçado, mas pelo menos não estava tão bagunçado quanto eu imaginei que estaria. E a maquiagem dos meus olhos estava meio borrada.
Arranco a lengerie e entro no boxe deixando a água quente levar aquele constrangimento embora. Lavo o rosto umas dez vezes para conseguir tirar todo aquele estrago que havia se tornado a obra de arte da Domi e me enrolo na toalha saindo do banheiro.
Visto qualquer coisa que vejo pela frente e escuto alguém bater na porta e abri-la em seguida.
– Bom dia – resmunga Domi e se atira em minha cama.
– Bom dia – ela faz uma careta e se levanta puxando algo debaixo dela – De quem é isso?
Droga.
– Rose Weasley, não me diga que... – ela começa a falar se sentando e então puxa meu vestido – O seu vestido!
– Não surte!
– ALÍCIA! – ela grita e eu faço uma careta.
– Quem morreu? – pergunta Alí entrando no meu quarto um minuto depois e olhando de mim para Domi com um sorriso divertido – Bom dia, Rosie. Ou devo dizer, boa noite?
– Cala boca – resmungo e me afundo em uma poltrona.
– Quem foi? Scorpius? – pergunta Domi animada – Por favor, me diz que foi o Scorpius!
– Foi o Scorpius! – diz Alícia e eu escondo o rosto no joelho – Eu vim acordar a Rose e ela não estava aqui, daí eu fui desesperada acordar o Scorpius para dizer que ela tinha sumido e o que eu encontro? Eles dormindo, abraçadinhos!
– Awwnt! – Dominique sorri e eu nego com a cabeça – E como foi?
– Como foi o que?
– Você sabe... – ela diz e eu nego com a cabeça ao entender o que ela queria dizer.
– Não foi.
– O que? – dizem ela e Alícia juntas e eu dou de ombros.
– Nós não transamos.
– Como assim vocês não transaram? Seu vestido lindo e caro está destruído e vocês não transaram? – ela pergunta e levanta o vestido.
– Não, não transamos – as duas me encaravam com uma interrogação brilhando a cima da cabeça e eu suspiro – Estávamos dando uns amassos, tipo, uns amassos bem quentes e ele parou e disse que não era para minha primeira vez ser daquele jeito.
– ELE O QUE? – Alícia gritou e eu levei o indicador aos lábios implorando por silêncio – Estamos falando do meu primo?
– Sim, eu também estou confusa. E então ele disse um bando de coisas sobre como queria arrancar minha roupa, foi bem confuso.
– E como foi essa manhã? – pergunta Dominique.
– Ele me deu um remédio para ajudar com a ressaca.
– E...
– Disse que eu podia ficar com a blusa dele – dou de ombros.
– E o que você disse.
– Eu não disse nada. Peguei minhas coisas e saí.
– Como assim você não disse nada? – pergunta Alícia indignada – Você desceu o pau numa garota ontem por ela ter agarrado ele e depois de ele ter preservado sua virgindade enquanto você tentava arrancar a roupa dele você não diz nada?! E ressaltemos, estamos falando de Scorpius Malfoy, senhoras e senhores! Não de um zero a esquerda virgão!
– O que eu deveria dizer?
– Qualquer coisa! – Dominique exclama irritada e eu encolho os ombros.
– Ele deveria ter dito alguma coisa.
– Ta, mas... – ela dá de ombros e revira os olhos – Eu nunca vou entender vocês dois, sabia?
– Vamos tomar café, parece que eu não como a meses – resmungo e me levanto da poltrona.
– Ou desde a noite passada – resmunga Domi e eu a empurro a fazendo tropeçar e rir – Desculpa, eu não resisti.
– Você é uma pessoa horrível, Dominique – digo emburrada e ela sorri de forma angelical.
– Eu sei, e é o principal motivo de você me amar – reviro os olhos e a empurro novamente.
– Vamos logo!
*****
POV – Scorpius Malfoy
Rose não diz nada e sai do quarto, suspiro e passo a mão no cabelo.
Então era isso, tudo aquilo só tinha acontecido porque ela estava bêbada e descontrolada.
Pego uma muda de roupas e me arrasto até o banheiro do corredor, podia ouvir as meninas gritando como loucas fugidas de um hospício no quarto de Rose e por um segundo penso em chegar mais perto e ouvir a conversa.
– Não, não transamos – escuto a voz de Rose e paro no corredor por um segundo – Estávamos dando uns amassos, tipo, uns amassos bem quentes e ele parou e disse que não era para minha primeira vez ser daquele jeito.
– ELE O QUE? – Alícia gritou e eu reviro os olhos. Muito obrigada por ser tão legal a meu respeito, priminha . Percebo que elas abaixam o tom de voz e chego mais perto da porta – Estamos falando do meu primo?
– Sim, eu também estou confusa. E então ele disse um bando de coisas sobre como queria arrancar minha roupa, foi bem confuso – era a voz de Rose de novo.
– O que está fazendo? – pergunta Alvo saindo sonolento de seu quarto e eu dou um pulo para trás – Estava escutando atrás da porta de Rose?
– Não, estava indo tomar banho – digo e passo por ele apressada entrando no banheiro e trancando a porta.
– Okay – o escuto resmungar e fechar a porta de seu quarto em seguida.
Respiro fundo e entro no box, as lembranças da noite anterior com Rose me fazem mudar a temperatura da água para o frio e pensar na diretora McGonagall de biquíni fio dental.
Saio do chuveiro depois que me “acalmo” e me visto rapidamente saindo do banheiro.
– Ei, Scorpius! – chama James no fim do corredor e eu vou até ele.
– E ai?
– Como foi na noite passada? – pergunta cruzando os braços e eu engulo em seco.
– Como foi o que? – Por favor, não me mate. Por favor, não me mate. Implorava mentalmente.
– Alvo me contou sobre o Tony tentar agarrar a Rose contra a força dela e sobre ele ter colocado comprimidos na bebida de alguma menina na festa – ele explica e eu suspiro aliviado.
– Ah, isso...
– O que mais teria para me contar? – pergunta confuso.
– Acabei de descobrir, Alícia me contou que Scorpius e Rose passaram a noite juntos! – diz Alvo e eu fecho os olhos com força prevendo a reação de James.
– Você fez o que? – ele pergunta irritado.
– Olha não aconteceu nada demais...
– Porque Rose não quis! – diz Alvo rindo e eu o fuzilo com os olhos – Desculpe.
– O que? – James olha para Alvo e depois para mim e respira fundo – Alguém pode me explicar essa merda direito?
– Na festa, Rose e eu fomos para a garagem e demos uns amassos – digo calmamente e o vejo fechar a cara.
– Hum... e aí?
– E quando as coisas estavam esquentando demais, eu falei para ela que não iria tirar a virgindade dela daquele jeito, com ela meio bêbada na festa de 17 anos dela – explico e ele assente.
– Sorte a sua ter feito isso, agora continua.
– Daí ela ficou achando que eu não queria nada com ela porque de alguma forma preferia a Lysander e depois que ela me beijou, bom... Rose ficou meio puta e bateu nela – digo e ele assente.
– Sim, até ai eu sei.
– Então, depois ela veio até o meu quarto, e começamos a dar uns amassos e... eu parei, antes que... você sabe... – digo meio envergonhado e James me encara em silêncio.
– Como Rose está?
– Eu não sei, ela não disse nada essa manhã – digo dando de ombros, ele arqueia as sobrancelhas e revira os olhos.
– É óbvio que ela não disse nada, é da Ross que estamos falando. Mas e quanto a você, o que você disse?
– Que ela não parecia ter sido atropelada por búfalos. E que podia ficar com a minha camisa – dou de ombros e ele assente.
– E...
– E ela saiu.
– E você não disse mais nada?
– O que mais queria que eu dissesse? – reviro os olhos impaciente.
– Sei lá, qualquer coisa que não a deixasse pensando que aquilo tudo só tinha acontecido porque ela chegou bêbada no seu quarto – diz ele irritado – A não ser que tenha sido isso que tenha acontecido.
– Bom... eu não iria até o quarto dela dar uns amassos, então... – dou de ombros e suspiro – Mas eu queria aquilo tanto quanto ela, talvez até mais, não sei como eu consegui parar.
– Você foi um cara legal – diz Alvo dando tapinhas nas minhas costas.
– Você tem que falar com ela depois, okay? – James diz sério e eu faço uma careta.
– Tudo bem, mas não hoje.
– Quando então?
– Sei lá, temos três meses aqui, só se passou uma semana – dou de ombros e penso por um segundo – Só passou uma semana. Imagina quando se passarem três meses.
– Alguém vai estar grávida – brinca Alvo.
– Desde que não seja a Rose – diz James entre dentes – Da Domi eu posso me preservar, espero que você faça o mesmo se algo rolar entre vocês até lá.
– Cala boca, James – resmungo envergonhado por esta tendo uma conversa daquelas com ele, que era praticamente o irmão mais velho da ruiva.
– Só estou dizendo. E se você a magoar um pouquinho que seja, eu te afogo, beleza? – pergunta sorrindo de lado e eu assinto engolindo em seco.
– Beleza.
Will we ever say the words we're feeling
Reach down underneath it
Tear down all the walls
Will we ever have a happy ending
Or will we forever only be pretending
We will always be pretending
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