Summer Love.
3 I'm Summer.
“Entra!” Alguém gritou de dentro da casa, entrei na casa com cuidado observando tudo nela, a casa da minha avó era pequena, logo que entrei dei de cara com a sala, um sofá, uma TV e uma cadeira de balanço, deixei minhas malas ao lado do sofá e vi minha avó na cozinha, o cheiro da comida tomava a casa cada passo que eu dava.
– Nossa, estou realmente ficando velha. Minha avó se aproximou e me abraçou, por um momentos me senti confortável. – Como foi de viagem?– Hm, foi legal, eu dormi a viagem inteira. Sorri sentando no balcão. – O que é isso que está cozinhando?– Sopa, você gostava quando era pequeno, vamos ver ser ainda gosta. Minha avó sorriu colocando os pratos na pequena mesinha da cozinha. – Agora, como anda seus pais?!– Você deve saber como eles estão, e toda aquela palhaçada. Falei descendo do balcão e sentando-se à mesa com minha vó.– Querido, as coisas que a gente faz por quem a gente ama. Um dia você vai amar, e vai saber como é.– Não, não acredito amor. Ele não existe. Disse enquanto colocava algumas conchas de sopa.– Se ele não existisse você não estaria aqui, querido. Minha avó segurou minha mão e apenas sorriu, sorri de volta, sincero. – Agora me diz se gosta da sopa.– Ok. Peguei uma colher e experimentei a sopa de minha vó. – Puta que pariu muito boa.– Olha o palavrão na mesa, anta. Minha avó me de uma tapa de leve na minha testa, sim na minha testa.– Desculpa?! Ela gargalhou provavelmente da minha cara de assustado e continuou tomando sua sopa. Tomamos nosso prato inteiro, minha avó me liberou dos pratos por hoje, me perguntei se eu teria que lavar nos próximos dias fiz careta só de imaginar, subi para meu quarto e ao abrir a porta fiquei de boca aberta, ele estava exatamente o mesmo, o papel de parede ainda era de bolas de futebol, a cama agora Box de casal e com uma mesa, coloquei minha coisas nas gavetas, coloquei meu notebook na mesa e tomei um banho, me joguei na cama e fui olhar meu celular pela primeira vez desde que cheguei, duas mensagens da minha mãe e uma do Jack, respondi e peguei no sono. Acordei com dificuldades e catei meu celular que estava perdido entre meus travesseiros, eram 4h da tarde, passei as mãos pelos cabelos e respirei fundo, olhei pro lado e um papel estava colado ao lado da cama “Fui trabalhar, vejo você mais tarde, tem comida na geladeira. Volto as 8h. Amo você, vovó.” Minha avó trabalhava, que ótimo. Ouvi um barulho vindo da cozinha e pulei da cama, pensei ser minha avó mais ela só voltaria mais tarde, após surta um pouco, vesti uma camiseta, só estava de boxes, peguei meu bastão de beisebol de quando era criança e desci as escadas calmamente, enquanto eu descia pude ouvir o barulho mais de perto, meu coração veio na boca quando uma figura feminina tomava forma quando desci as escadas, os cabelos presos em um coque, shorts e camiseta polo, e usava um allstar surrado. Cheguei calmamente na cozinha.– O que merda você tá fazendo? A guria deu um pulo e levantou os braços quando viu minha “arma”.– Ai Deus, não me bate, estou aqui a mando da Granny, juro! Ela piscava rápido e se encolhia, eu ri mentalmente. — Você deve ser o Alex, não tive a intenção de te acordar.– Minha avó mandou você? Why? Perguntei deixando o bastão perto da escada, a garota abaixou os braços colocando nos bolsos do short. – Ela me pediu pra pegar esses cupcakes, nós vendemos na lanchonete que trabalho. Sorriu me entregando um cupcake. – Experimenta!– Obrigado! Dei uma mordida e o gosto bom de chocolate me fez sorrir. — Gostoso, não sabia que vovó fazia cupcakes.– Você não perguntou aposto! Assim que falou, ela arregalou os olhos. – Ok, eu tenho que ir que hoje eu trabalho no turno na noite.– Hm ok. Coloquei o cupcake na bancada quase o derrubando, seu não me conhecesse eu diria que eu estava nervoso. – Quer que eu te leve na porta?!– Obrigada. A garota pegou alguns potes cheios de cupcakes e foi até a porta onde eu estava. – Desculpa qualquer coisa. Ela já estava indo quando lembrei que não sabia seu nome. – Ei, não sei seu nome.– Ah, desculpe! Sou a Summer. Deixou os potes no chão da varanda e veio até a mim e me abraçou, sim me abraçou, eu pensei que brasileiros fizessem isso. – Summer Scott, eu moro aqui do lado!– Sou o Alex Jones, mas você já deve saber disso. Ela sorriu pegando os potes e indo em direção ao seu carro, que é o mesmo que o seu pai foi me buscar no aeroporto, foi que lembrei, ela era a garota da risada gostosa do dia anterior, entrei na casa, peguei meu cupcake e deitei no sofá. Adormeci pensando em como Summer era... diferente.
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