Summer Love.
14 I miss you, baby.
Summer continuava em silencio, e eu estava ficando agoniado. Ela se afastou de mim e sorriu torto, eu apenas sorri de volta.
– Minha mãe sempre cantava quando me colocava pra dormi. – Summer continuava olhando para mar. – Ela era tão legal.– Sente falta dela? – Pergunta idiota da porra. – Everyday! – Ela me olhou por uns segundos – Eu estou bem, sabe? Faz muito tempo e tenho um pai maravilhoso. – É, você tem. – Era verdade, mesmo que eu tivesse uma pequena parcela de implicância com John, eu o admirava. – Você soube dos meus avós? – Só por cima. – Meus avós são ricos, e acham que podem mandar em todo mundo. Minha mãe foi diferente, ela casou cedo com meu pai e saiu de casa com dezenove anos.– Sério? – Sim, ela só ficou gravida alguns anos depois. Engraçado que Granny chegou quando eu tinha feito um mês de vida. – Ela sorriu, e pensei em como minha avó era querida.– Isso é maravilhoso! – Segurei sua mão. – Sinto muito por isso tudo.– Tudo bem, eu já acostumei. – Ela se ajeitou na areia ficando de frente pra mim. – E não sou minha mãe, mas também não sou minha avó. Eu sou...– Summer! – Falei sorrindo e ela aperto meu nariz.– Yes! E eu não quero nada deles, meu pai me faz feliz e me dá tudo que preciso.– Se eu falar que você não precisaria trabalhar se morasse com seus avós, vou muito...– Idiota? – Levei um soco no estomago. – Eu já pensei nisso, mas eu gosto de ter meu dinheiro.– Ainda seria seu dinheiro...– Vai me dizer que seus pais nunca passam na sua cara que te sustentão e tal? – Outro soco, ela estava certa, principalmente o babaca do meu pai. – Foi que pensei.– Desculpe. Acho que somos muito diferentes não é? – Falei sério e ela me olhou nos olhos.– Eu também acho. Mas quem liga não é? – Ela deu um enorme sorriso, e sorri de lado. – Ligava sim ein. – Brinquei com ela e Summer me empurrou e cai deitado. – Bruta.– Idiota. – Me mostrou a língua e puxou minha cabeça pra deitar em sua coxa. – Sabe, eu daria qualquer coisa pra ouvir a voz dela novamente.– Sua mãe?– Sim, morro de saudade. Até de quando ela brigava comigo. – Ela riu sozinha. – Amo meu pai, de verdade. Mas eu e minha mãe éramos parceiras em tudo.– Sei como é. – Falei olhando o amanhecer.– Sente falta da Mrs. Jones? – Todo dia. – Summer mexia em meu cabelo, fechei os olhos. – Você deveria ligar pra ela.– Mas ainda dói, sabe? – Sentei novamente e Summer segurou meu rosto. – Ela era a última pessoa que imaginaria fazendo algo desse tipo.– Mas ela é sua mãe. Tudo o que ela faz é tentar fazer o melhor pra você.– I know! – Sorri de lado. – Eu prometo que ligarei algum dia desses.– Ok, cobrarei. – Confesso que me assustei quando Summer juntou nossas testas, fiquei nervoso e não sabia o que fazer, ela encostou nossos lábios por uns segundos. – Isso não é justo... – Ela riu e mordeu os lábios, não consegui me segurar e beijei Summer, ela ria no meio do beijo, o que estranhamente me deixava com mais vontade de beija-la, a peguei pela cintura e a senti estremecer, foi a minha vez de rir e imaginei que em pensamento ela revirou os olhos, ficamos nos beijando por um tempo, ela colocou suas mãos por debaixo da minhas camisa passando suas unhas em minhas costas, preciso dizer que isso me deixou no mínimo mais animadinho do que o esperado e comecei a ficar nervoso, beijei seu pescoço e ela riu.– Sorry... – Ela escondeu seu rosto no meu pescoço.– Nunca peça desculpas... er... por isso... – Falei meio sem folego. – Só não faz em público.– Homens! – Summer gargalhou da minha cara e levantou. – Vamos?– Preciso de uns minutinhos, garota. – Ela riu mais ainda e revirei os olhos. Estávamos indo em direção ao Jenny’s quando John gritou o nome de Summer, ela soltou minha mão e correu para os braços do pai que estava encostado no carro, cheguei junto de minha avó e ela me olhava engraçado.– Hm...– Não começa, vó. – Falei a abraçando de lado. – Podemos comer agora?– Vamos! – Minha avó entrou e a seguimos. Pedimos um tradicional café da manhã, bacon, ovos e torradas, com suco de laranja. John e minha avó conversavam com Summer, mas eu só conseguia pensar em minha mãe.– Alex? – Minha avó me chamou. – John está falando com você, filho.– Yeah? – Perguntei tomando um gole de suco.– Quais suas intenções com minha filha? – Preciso dizer que cuspi suco na minha comida?– Não é nada que o senhor tá pensando. – Falei tentando ficar calmo.– E o que estou pensando, Alexander? – Puta merda, essa é a hora que eu corro?– Senhor.... – Eu estava sem palavras, foi quando minha avó e John começaram a gargalhar. – What?– Estou brincando filho. – Eu fiquei parado e ouvi as risadinhas da Summer ao meu lado. – Mas sério, se machucar ela, eu te jogo no mar. – E voltou a comer tranquilo seu ovo com bacon. Perdi a fome e só tomei meu suco, John sabia ser assustador. Todos tinham acabado de comer, menos eu. Minha avó estranhou, mas eu falei que tava sem fome.
– Sum, sei que você trabalha hoje, mas estou te dando folga, ok? – Minha avó abraçou Summer. – Descansa querida.– Obrigada! – Sorriu abraçando o pai de lado. – Tenho que trabalhar também, vejo você depois. – Beijou a testa da filha. – E você, descansa também. Vejo você depois da licença.– Eu poso ir hoje se quiser.– Vai pra casa, Alexander. – Minha avó bateu em meu braço.– Ai mulher! Nos despedimos e fomos andando até em casa, Summer entrelaçou nossas mãos e meu estomago debilitado ficou em festa, me senti uma menininha. Lembrei de Jack e quis vomitar.– Descansa, ok? – A abracei e ela riu.– Você também. – Sorri e ela andou até sua casa. – Hey Alex. – Virei e ela veio correndo em minha direção e pulou em meus braços me beijando, eu involuntariamente ri daquela cena. – Te ligo.– Vou esperar. – Esperei ela entrar em casa e entrei, corri pro meu quarto tirando meu tênis e sentando na cama, coloquei meu celular na mesinha e fiquei olhando pra ele por um tempo, tomei banho e coloquei uma roupa confortável. Peguei meu caderno e comecei a desenhar, não sabia o que estava desenhando de fato até que a lembrança veio em minha mente, eu estava desenhando minha mãe alguns anos atrás quando ela me levava ao parque, senti meu rosto molhado, e por mais que eu quisesse negar pra mim mesmo, eu estava chorando. Joguei o caderno longe e soquei a cama. Eu queria ouvir sua voz, mas eu não queria falar com ela. Peguei meu celular e procurei seu numero, a cada chamada meu coração parava, quando ela finalmente antedeu e não consiga me mexer.– Alex? Meu amor? – Minha mãe falava com sua certa animação, ficamos em silencio por uns minutos até minha mãe falar novamente. – I really miss you, baby. – Eu estava no chão encostado na cama, e tentava segurar o choro. – I love you, Alex bear. – Minha mãe falou meu apelido de infância, e eu me peguei sorrindo. Desliguei o celular e fiquei uns minutos sentando. Me arrastei até a cama, tomei meu remédio e domir.– ALEXANDER, TEM ENCOMENDA PRA VOCÊ! – Minha avó gritava do lado de fora do meu quarto e como sempre tomei um susto. – Encomenda? Depois vejo e...– AGORA! – Revirei os olhos, peguei minha camisa em cima da mesa e desci as escadas a colocando, quando cheguei na porta abri com a cara mais ridícula possível.– Seus pais mandaram. – Arregalei os olhos quando John falou apontando para o jardim– No way! – Sem saber o que fazer.
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