Summer Love.

16 Being Jack.


Passaram três dias que meu melhor amigo tinha chegado e tentei ao máximo mostra-lo todo aquele lugar, mas claro Jack só tinha olhos pra Charlie, que o rejeitava. É hilário ver a humilhação. Como minha licença medica tinha acabado e eu estava 100%, eu ia voltar a trabalhar no dia seguinte, mas fui dormir tarde jogando videogame com o idiota. Acorde desejando a morte, meu despertador foi parar longe, sentei na cama e ri do meu amigo dormindo no colchão em frente à minha cama.

– Acorda otário. – Joguei um travesseiro nele e ele apenas se mexeu, revirei os olhos e fui tomar banho, fiz o que tinha que fazer e Jack continuava dormindo, peguei meu copo em cima da cabeceira da cama e coloquei um pouco de agua, preciso dizer que joguei bem na cara dele?

– HOLY SHIT! – Jack levantou tão rápido que nem vi direito. – Sério Alexander?

– Que? To te acordando faz horas. – Peguei uma camiseta qualquer enquanto meu amigo tentava levantar. – Agora se apressa que já estou atrasado pro trabalho.

– Nunca pensei que ia ouvir você falando algo desse tipo. – Ele riu.

– Fuck you, mate. – Falei saindo do quarto, mas pude ouvi-lo.

– Love you too, mate!

Minha avó já estava de pé, como sempre, estava lavando algo na pia quando sentei a mesa.

– E ae? – Falei pegando algumas torradas.

– E ae? – Ela falou beijando minha testa e pegando sua bolsa no balcão. – Vejo vocês no jantar.

– Ok, bom dia. – Minha avó saiu apressada e Jack desceu parecendo um zumbi. – Você tá bem?

– Fuso horário é uma bitch!

– Nem me fala. – Eu ria da cara que Jack fazia.

– Eu vou fazer o que enquanto você “trabalha”? – Revirei os olhos.

– Você vai comigo, querido. – Sorri de lado e meu amigo bufou.

– E porque eu iria? – Jack me perguntou sério.

– Vai ficar aqui sozinho? – Perguntei sério e ele revirou os olhos.

– E?

– Deixa de ser medroso, Jack. Que coisa. – Falei levantando.

– Ok, mas eu não vou trabalhar. – Sorri de lado.

Jack tentava levantar uma porta de um carro que John estava arrumando, e eu só fazia rir, estava sentado passando um produto em um dos carros, mas não deixava de espiar meu amigo tentando ajudar, ele estava sujo de terra e de óleo de carro.

– Hey buddy, tá tudo bem? – Falei enquanto terminar meu serviço.

– To legal, Alexander. Me deixa. – Falou com a cara feia e John gargalhou.

– Você tá indo bem, filho... – Ele nem terminou de falar, meu amigo já estava no chão, corri pra ajudar, mas ele já estava levantando.

– Tá tudo bem, mate? – Falei rindo e ele bateu no meu braço.

– Cala a boca! – John riu.

– Garotos, porque vocês não encerram por hoje? Vão pra casa tomar um banho. Descansem. – Peguei minhas coisas e começamos a andar. Estavamos em silencio, pegamos o caminho pela praia, Jake olhava tudo com cuidado, queria perguntar o que ele estava pensando, mas ele começou a falar primeiro..

– Eu entendo. Agora entendo. – Ficou em silencio.

– Você vai continuar ou vou ter que adivinhar? – Sorri de lado e ele revirou os olhos.

– Porque você deu uma chance à esse lugar, eu pensei que era pela Summer, mas vai muito além dela não é? – Ele falava sério, meu amigo Jack nunca falava sério.

– Como assim? – Perguntei confuso.

– Tua avó é maravilhosa, de verdade. E nem passei tempo com ela direito, você fez amigos e até tá se apaixonando por uma garota...

– Apaixonando? Não viaja.

– Ah, cala a boca. Te conheço faz anos luz, otário. – Jack riu e me empurrou. – Só queria dizer que entendo.

– Mas aqui não é meu lugar, Jack.

– Hell no! – Jack parou em minha frente. – Sua casa é lá em Londres, mate. Mas você construiu uma coisa boa aqui.

– I know!

– Já pensou como será daqui a menos de dois meses? – Jack sempre direto.

– Não sei, mate. – Falei e ele segurou meus braços. – Vai me beijar agora?

– Deixa de ser idiota. – Ele riu. – Você tem que aproveitar, mas mate, cuidado pra não se envolver demais.

– E se já for tarde demais? – Jack me abraçou de lado.

– Ué, eu ainda vou tá aqui, mate. – Eu ri. – Te arrumo umas minas.

– Oh lord, Jack being Jack. – O abracei de lado. – Vamo pra casa.

Estavamos chegando em casa quando vi Charlie sentada na varanda da casa de Summer, ela se aproximou e Jack ficou nervoso, eu ri.

– Boys. – Charlie falou me abraçando. – Bom, estou esperando a galera pra nossa festinha do pijama, espero vocês.

– Summer não me falou nada. – Perguntei.

– Decidimos hoje, John vai dormir em outra cidade. – Ela mordeu o lábio. – Dai você sabe como é.

– E ele deixa? – Jack falou confuso.

– Ele confia na Sum. – Ela falou voltando pra casa. – Vejo vocês mais tarde.

– Eu queria meu pai confiando em mim. – Jack falou.

– As vezes nem eu confio em você, mate. – Eu gargalhei da cara de bunda de meu amigo, estávamos entrando na casa de minha avó quando Summer chegava com algumas sacolas da lanchonete.

– ESTEJA LÁ EM CASA ÀS DEZ, ALEXANDER. – Summer falou rindo, e Jack deve ter rido da minha cara de idiota.