Notas iniciais
Aproveitem o capitulo :)
- Nao gosta dela nao é?

— O que voce acha pai? Ela nao é pra voce, na verdade a unica mulher que realmente é pra voce é a minha mae. Mas graças a mim, ela nao esta mais aqui. — Coloquei a meu rosto sobre meu joelho.

Tinhamos chegado em casa, ja fazia um tempo. Saimos do estudio, e meu pai tentava explicar que casamento nao era mais pra ele e que nunca esqueceria a minha mae. A Mercedez saiu do carro com raiva e bateu a porta. Mais uma prova de que ela é uma velha mimada e nao sabe ouvir um "nao" como resposta

— Voce continua se culpando pela morte de sua mae? — Meu pai passou a mao sobre meus cabelos.

— Como nao posso me culpar? Eu a matei. Eu poderia ter ficado quieta e eles apenas levariam as coisas, mas nao, eu tive que ser teimosa, e eles levaram a vida da minha mae. — Eu nao gostava de falar sobre isso.

Deis da morte de minha mae, eu tinha mudado, eu costumava ser uma pessoa sensivel, agora so esse assunto para me fazer chorar.

— Nao foi culpa sua. Voce so foi defende-la. — Meu pai me deu um beijo na bochecha.

Estava sentada no sofa, e ele foi para o quarto, ja passava da meia noite, ele foi dormir, mas eu nao, eu fiquei ali assistindo TV.

Me desliguei do mundo, ja deveria ser 01:30, quando o telefone tocou.

LIGAÇAO ON

— Alo?

— Oi Lola, é o tio Leandro.

— Isso é hora de ligar?!

— Estou almoçando agora, esqueceu que estou em Pequin?!?! Aqui ja é a hora do almoço.

— E aqui ja é hora de dormir! Me dê um bom motivo para ligar esse horario.

— É sobre o estudio. Estarei viajando o verao inteiro, e gostaria que voce cuidasse de la pra mim. Voce é a unica pessoa que eu confio e que tem potencial para isso. Voce topa?

— Mas... Mas eu so tenho 18 anos. Como vou cuidar do estudio inteiro?

— Lola, para. Voce é melhor que muita gente mais velha. Preciso de voce. Mas vou entender se voce nao quiser.

— Bertioga né? Sao Paulo..

— Sim.

— Ta legal, eu topo, mais é so o verao ne?

— Sim, nós vamos trabalhar juntos. Voce tira as fotos das praias dai e eu dos lugares daqui.

— Ta bom. Mas vou ter que avisar meu pai.

— Obrigada Lola! Voce me salvou! Pode ter certeza que seu pai vai deixar. Seu voo sai sabado.

— Mas... Mas hoje ja é quinta!

— Desculpe, eu nao consegui outra passagem. Minha casa estara a seu dispor e meu carro tambem.

— Obrigada tio.

— Tchau Lola.

— Beijos.

LIGAÇAO OFF

Meu pai e meus tios dividiam a empresa que era de meu avô. O estudio de meu pai, é aqui no Rio de Janeiro, o estudio principal. O estudio do meu tio Leandro é em Bertioga-SP. E o estudio de meu tio Peter é em New York, ja que ele mudou para lá a dois anos. Só estou nesse estudio por causa de minha mae, ela era fotografa e me ensinou tudo que sabe.

— Quem era Lola? — Meu pai saiu do quarto com o cabelo todo bagunçado.

— O Tio Leandro.

— O que ele queria?

Eu comecei a explicar toda a historia, que seria so o verao e que eu nao teria outra oportunidade dessa, e que a casa do meu tio e o carro estava a minha disposiçao. Ele pensou um pouco, sua expressao nao estava gostando muito.

— Por favor pai. Eu quero ir. Preciso de um tempo de tudo isso.

— Ta legal. Mas antes as regras: Vou tirar uma semana para ir te visitar e se eu nao gostar de alguma coisa, voce volta. Se acontecer alguma coisa voce vai me ligar na hora. E mais uma coisa...

Eu fiz um sinal para que ele continuasse.

— Se divirta. — Ele sorriu e eu o abracei.

— Agora as minhas regras. — Eu sentei no sofa. — Voce vai me ligar todos os dias. Voce nao vai me substituir na empresa. E mais importante: Se a Mercedez se aproveitar da minha ausencia para alguma ideia maluca, eu volto e a coisa vai ficar feia. Nao faça nenhuma besteira, eu nao quero voltar e voce estiver casado com uma Barbie usada!

Ele riu, e levantou o dedinho.

— O que esta fazendo? — Eu o encarei.

— Como nos velhos tempos. Eu prometo de dedinho tudo que voce falou.

Eu sorri e entrelacei meu dedinho no dele.

— Eu tambem prometo tudo que voce falou.

— Agora vai durmir. — Ele abriu a porta do quarto. — Hey esqueceu de me falar quando o voo sai.

— Sabado. — Eu sorri, mas ele ficou serio.

— Ta bom vai....

Ele fechou a porta e eu continuei assistindo.

Depois de algumas horas, meus olhos começaram a pesar, ate que se fecharam.

----------.--------

Meu despertador tocou atrasado, faltava dez minutos para abrir o estudio, e eu estava com a chave. Fiz minha higiene pessoal e me troquei, peguei o carro rezando para nao ter transito.

Cheguei no estudio e algumas pessoas ja estavam lá, me desculpei e agradeci a Deus por meu pai estar em uma reuniao.

— Bom dia gente, vamos começar?

Nosso primeiro trabalho era na praia, as modelos estavam atrasadas e começamos pelas paisagens. Depois de alguns minutos as modelos chegaram, e eu nunca tinha visto uma seçao tao demorada.

— Lola, agente precisa editar as fotos e eu nao sei muito mexer com o photoshop, me ajuda?

— Claro, vamos la. — Eu entrei no carro. — Cuidem de tudo ai hein.

Eu e o Fernando fomos para o estudio editar as fotos, quando chegamos, encontramos Luiz tomando café.

— Bom dia Luiz.

— Oi querida. Como esta?

— Bem, acabamos de chegar de uma seçao de fotos.

Luiz era o "funcionario" mais velho do estudio, ele ja era de idade e trabalha no estudio deis da epoca de meu avô. Ele é o braço direito do meu pai, e é como um avô para mim.

Ele passava os olhos sobre as fotos e sorria a cada uma, o Fernando foi ver os negocios do computador, e eu me sentei junto a Luiz.

— Estao lindas. Parabens. Voce é tao boa quanto sua mae. Se orgulhe disso e nao deixe ninguem dizer o contrario.

— Obrigada. Vou sentir sua falta esse verao.

— Eu tambem querida.

Fui ajudar o Fernando e depois de algumas horas meu pai chegou, e eu voltei para casa para arrumar minhas malas.

Estacionei o carro e peguei o elevador ate o terreo, fui ate a portaria e deixei o pacote para o correio.

— Oi Lola.

— Oi Guilherme.

Guilherme era meu amigo, nós perdemos o contato, por que eu comecei a trabalhar e nao saia muito com ele.

— Oi Heloísa.

Passei reto por ele e fui chamar o elevador. Luciano estragou minha vida e minhas amizades, eu me afastei dele e vou ser sincera, foi a melhor coisa que eu poderia ter feito.

— Nao fala mais "oi"!?! Mamae nao deu educaçao? — Ele me seguiu.

Eu o ignorei. Estava rezando para o elevador chegar logo.

— Pelo jeito mamae nao deu educaçao. Tambem, so 8 anos de convivencia...

Eu o empurrei na parede, ele bateu a cabeça. Apontei meu dedo em seu rosto.

— Nunca, fale da minha mae! Voce entendeu?

O elevador chegou, eu entrei e ele ficou ali, assustado com o que tinha acabado de acontecer.

Arrumei minhas malas e estava cada vez mais anciosa de sair mdesse lugar.

Notas finais
Por favor, deixem seus conentarios :}