Summer Love
17 Capítulo 17
- O que faremos agora? — Danny me perguntou.
- Seguir ele. — Disse o puxando para atravesarmos a rua. Passamos os olhos por todos os lados. Ate que o encontramos, ele estava um pouco longe, mas dava pra alcançar.
- Lola, o que voce vai fazer? — Danny disse com medo. Eu o puxei e nós corremos, corremos muito. Ele estava bem perto de nós, mas eu me manti um pouco longe para ele não desconfiar.
- Lola ... — Danny disse,mas eu tampei sua boca com minha mão.
Ele estava saindo da Riviera, e nós fomos atrás. Andamos uns 10 minutos, até chegarmos a um predio velho. Havia cinco homens na porta, eles abordaram Rogerio, nao deixando-o passar pela porta. Eu e Danny nos escondemos atras de uma parede, mas ainda dava pra se escutar.
- Cade o dinheiro?
- Eu vou conseguir, eu prometi.
- Você tem um mês pra conseguir a grana !
Os cinco foram embora e o Rogério deu um grande suspiro de alivio. " Aonde vou arrumar a grana toda?" Ele pensou alto. Ele tocou o interfone e um outro cara atendeu.
- Cara, sou eu o Rogerio.
"O que você quer? Pensei ter sido claro da ultima vez."
- Eu só preciso de um mês. Você ta me devendo uma.
"Só um mês, Rogério. Entra."
Ele pegou uma chave, mas ela caiu de sua mão e foi escorregando até praticamente a parede em que estavamos. Eu olhei para trás para ver se tinhamos como fugir, mas a rua era sem saída. E ele já estava se aproximando.
- E agora? — Danny sussurrou.
- Vai andando pra trás, bem devagar.
Ele me obedeceu, mas eu fiquei no mesmo lugar. Dei uma olhada para ver em que distancia estava a chave, e nela estava escrito o apartamento "4B". A chave estava mais perto de mim,do que de Rogerio,a peguei bem devagar e fui para onde Danny estava. Eu sabia que Rogerio estava se aproximando cada vez mais, era uma questão de tempo. Olhei para os lados e vi que havia uma porta, falei para Danny se esconder lá, e não falar absolutamente nada. Eu corri para trás da lata de lixo e me abaixei lá. Praticamente fiquei sem respirar, para não fazer nenhum barulho. Rogerio foi se aproximando de onde estavamos, até que eu ouvi alguem o chamando no interfone: "Rogerio? Entra logo!" E o som da porta destravada me aliviou. Ele passou os olhos mais uma vez e voltou.
Só saimos de lá, quando ouvimos a porta batendo.
- Por que não andou junto comigo? Ele nem ao menos falou o numero do apartamento!
Eu apenas sorri para ele, e tirei a chave do bolso. Danny abriu o maior sorriso, e me abraçou me tirando do chão. Eu me envolvi em seu abraço, e me senti culpada por um momento, a vida dele estava em perigo me ajudando naquilo. Isso era meu problema, eu não podia meter ele naquela situaçao. Eu não podia perde-lo.
- Danny, eu não posso.
- Como assim? — Ele me colocou no chão.
- Eu não posso te colocar nisso. Eu não posso te perder.
Ele ficou um tempo me olhando. Me analisou de cima a baixo. Ele sorriu fraco, mas logo ficou sério outra vez.
- Lola, eu te amo. Eu perdi alguem especial, eu já te disse. Você perdeu alguem especial. A Nicole te mandou pra mim, eu tenho certeza disso. Tenho certeza tambem, que ela quer que eu te ajude, por que eu não pude ajudar a Nicole, e você não pode ajudar sua mãe. Mas hoje, nesse momento, é o seu momento. É a sua chance de fazer justiça. Estamos nessa juntos. Apartir do momento em que eu me envolvi com você,eu fiquei ligado em você, todos os seus problemas são meus também. Eu não vou te deixar,Lola. Nunca.
Eu comecei a chorar, aquilo era tudo que eu precisava. O celular de Danny apitou. Era uma mensagem do meu pai: "Danny, não sei o que houve, mas já terminamos de jogar, e de conhecer a Riviera. Nos encontramos em 5min perto da praia módulo 3. E mande a Lola carregar o celular, por favor. Haha. "
Andamos até chegar na praia. Meu pai e a Mercedez estavam sentados na areia conversando. Eu os chamei e nós voltamos para o carro.
- E então por que tanto suspense? Aonde vocês estavam? — Meu pai perguntou.
Eu olhei confusa para Danny, ele percebeu que eu não tinha a minima ideia de desculpa, então ele foi mais rapido e disse depressa: "Mc Donalds. Estava com vontade de um milkshake." — Ele riu falso e olhou pra mim, que o acompanhei com a risada. Meu pai se contentou com a resposta e então apenas ficou contando seu dia na Riviera e elogiando praticamente tudo até chegarmos no hotel.
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