Summer Love

14 Capítulo 14


Notas iniciais
obrigada por estarem lendo (:

Apareci parcialmente pela porta da cozinha, meu pai estava com um ar impaciente, batendo os pés de leve no chão. Seu olhar subiu até mim, eu sorri fraco, e ele fez um gesto com o dedo para que eu fosse ate ele.

– Não vou brigar com você, pode vir. — Ele disse com um tom de zombaria.

– Já tenho 18 anos, não tenho mais medo das "broncas do papai". — Sorri sarcástica.

Ele se sentou no sofá, abaixou de leve sua cabeça, fazendo seu olhar se desviar para o chão, sentei-me ao seu lado, esperando uma palavra vindo dele. O silencio tomou conta do local.

– Pai, desculpe. — Tomei a iniciativa de falar primeiro, já que não havia palavras da parte dele.

– Não filha, eu tenho que me desculpar. — Tentou forçar um sorriso. — Sei o quão difícil é para você ter que conviver com uma outra pessoa, desconhecida praticamente. Eu não queria que nosso almoço tivesse tomado esse rumo meu amor, a culpa é minha.

Respirei fundo, naquele momento eramos apenas eu e ele, como antes, eu e ele contra o mundo. Sorri bobo em me lembrar dos momentos difíceis que ele passou, tendo que ser dois em um, pai e mãe, o conselheiro e o bravo. Naquela época, eu não entendia o quão ele se dedicava a mim, mas agora eu entendo.

– Escuta, a culpa não é sua. Você esses anos todos se dedicou tanto a mim, deu muito duro pra trabalhar e cuidar de mim, eu dei trabalho, e admito isso, mas viver sem uma mãe é difícil. Você foi os dois papeis, e eu nunca tive a oportunidade de te dizer o quanto isso foi importante para mim. Viver sem uma mulher ao lado, não é fácil, a mamãe não volta mais, não quer dizer que nós vamos esquece-la, mas... — Uma lagrima rolou sobre meu rosto, passando pela minha bochecha, meu pai logo a limpou. — Você me entendeu, peço desculpas, por as vezes não me controlar e respirar fundo com a Mercedez, mas é muito difícil para mim.

– Filha, eu não imaginava que você se sentisse assim.... Olha, eu não me arrependo de nada que te fiz ate hoje, de todo o trabalho duro, olhe pra você, quase uma adulta, madura, e linda. Minha princesinha cresceu, e agora esta virando grande, com namorado, e tudo. Nâo deixe ninguém falar algo ruim a seu respeito, por que você é a pessoa mais forte e mais doce que eu ja conheci. — Ele me abraçou forte, dava para sentir que estava feliz com nossa conversa. — Olhe, tire uma semana de folga ta? Quero você aproveitando São Paulo! Vou mandar cancelar seus compromissos, ou mandar o Lu fazer para você,ok? Alias, tenho mais três dias aqui, preciso de alguém para me mostrar a cidade.

– Conheço uma pessoa, que conhece Bertioga, como ninguém.

Sorri, e olhei para cozinha, meu pai entendeu o recado, e deu uma leve risada.

– Danny?

– Sim? — Ele surgiu na porta da cozinha, com algo na mão, como sempre, devia ser algo de comer.

– Poderia mostrar a cidade para mim amanha? Junto à Lola?

– Claro! Mas vamos andar muito, aqui tem vários lugares. Podemos ir de carro se quiserem. Mas com uma roupa a vontade, por que tem muitas praias por aqui. — Danny sorriu sincero, o que contagiou eu e meu pai, a ficarmos animados.


– Então combinado! Amanha de manha, bem cedo viu? — Meu pai disse animado



– Por mim está perfeito, agora pra esse daí acordar cedo... — Olhei para Danny que sorriu. — Vai ser difícil !


– Eu acordo, prometo ! — Danny encostou seu corpo no sofá.

– Tudo bem, eu já vou indo para o hotel então, ate amanha. — Meu pai se levantou, e nós nos levantamos para leva-lo ate a porta.

– Tem certeza que não quer ficar aqui? — Perguntei humildemente.

– Não precisa querida, obrigado. Ate amanha.– Ele sorriu, me deu um leve beijo na testa e se virou para Daniel. — Vou ser sincero, eu gostei de você, esta aprovado. Cuide bem da minha filha, caso contrario... — Ele sorriu.

– Pode deixar, vou cuidar muito bem dela. — Danny riu e passou sua mão pela minha cintura, me puxando para perto. — Foi um grande prazer.

– Igualmente.

Ele entrou no carro, abaixou o vidro e acenou. Nós acenamos de volta, e esperamos ele ir em bora. Entramos em casa, eu me joguei no sofá e ele deitou com a cabeça em meu colo.

– O que quer fazer? — Ele me encarou com seus grandes olhos azuis.

– Nada ! Apenas ficar deitada no sofá pelo resto do dia. — Disse enquanto acariciava seus cabelos.

– Jura? Acho que isso não vai ser possível !

– Não ? Por que? — Disse confusa.

Ele sentou no sofá, e apontou para a mesa de jantar, que estava cheia de copos, talheres e pratos sujos.

– Ah! — Joguei minha cabeça pra trás e ele riu. — Quer lavar louça comigo?

– Só se eu secar ! — Ele riu.

– E la vamos nós... — Ri.

....

Depois de muitos pratos e copos, finalmente conseguimos "relaxar um pouco". Ficamos de bobeira, apenas conversando por algumas horas. Fomos ate a locadora e alugamos alguns três filmes, de terror, comedia e romance. Chegamos em casa, para assistir os filmes, me joguei no tapete da sala, e ele foi colocar o primeiro filme.

– Hoje somos apenas, eu e vo....

– Oi pombinhos, estávamos na casa do Felipe, e vimos vocês chegando, como estamos no tédio, viemos pra ca ! — Rafa disse abrindo a porta estericamente.

– Eu deixei a porta aberta? — Sorri.

– Deixou! — Eles disseram em unissono.

– Ops.

– Atrapalhamos vocês? — Dinho sorriu.

– Não.... — Eu ri da entrada "triunfal" deles.

– Sim! Cai fora! — Danny disse bravo.

– Eu disse que agente ia atrapalhar, bate aqui ! — Lipe e Rafa bateram as mãos.

Eu ri da reação de Danny, e dos meninos.

– Não liguem, eu estou jogada no tapete, por vontade própria. — Sorri.

– Ótimo! O sofá é nosso! — Lucas deitou no primeiro sofá.

– Tem dois sofas, seu idiota! — Dinho bateu na perna de Lucas.

– Que filme? — Lipe se sentou ao lado de Lucas.

– Nenhum que você vá gostar. — Danny sorriu sarcasticamente.

– Que chato você, hein. — Rafa jogou uma almofada nele.

Fizemos a pipoca e colocamos o refrigerante na mesa de centro. Todos ja tinham sentado, Lucas, Lipe e Dinho no sofá na frente da TV, eu e Danny no sofá lateral e Rafa jogado no tapete. Começamos pelo de terror, em seguida o de comedio, e no de romance, já estávamos rindo e brigando um com os outros.

– Dá o controle, Felipe! — Gritei

– Vem pegar!

– Quantos anos acha que eu tenho??? Dá esse controle! — Pulei em cima dele.

– Montinho. — Rafa, que estava destraido, gritou.

– Não, não pula! — Disse numa tentativa inutil de fazer ele nao pular. Em menos de cinco segundos me vi no chão, jogada com dois garotos do meu lado, rindo.

– Que caus ! — Lucas riu.

– Voce ta linda hoje ! — Lipe riu.

– Como é que é? — Danny estava sentado no sofá, com o pote de pipoca em seu colo.

– Deixa pra lá. — Lipe se virou e levantou. Estendeu sua mão para me ajudar a levantar.

Estavamos rindo do que acabou de acontecer, quando a campainha tocou.

– Policial Silvio? — Minha expressão estava confusa e surpresa.

– Podemos conversar?



Notas finais
O que acharam? Deixem seus comentarios (: