Summer Love
2 Por que logo meu celular?
Notas iniciais
Queria ficar acordada se possível a madrugada toda para dormir o trajeto todo e assim aconteceu, fui dormir 04h00 da manhã, meu olho não aguentava mais, desliguei o celular e dormi.
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–Acorda. -ouvi de longe, bem longe mesmo a voz da minha mãe, ignorei, era coisa da minha cabeça. -Acorda! -ela gritou e eu caí no tapete de um carro (?).
–Ai minha cabeça. -coloquei a mão na mesma e abri os olhos, eu estava sentada no tapete do carro, havia caído.
–Chegamos. -minha mãe falou saindo do carro, cocei meu olho e abri a porta, peguei meu celular que estava no banco e saí do carro. Olhei em volta e vi a paisagem linda que estava ali, respirei fundo, sentia falta dali, mas realmente não queria passar 1 semana ali.
–Enfim, Barra Nova. –meu pai falou indo até o bar que logo tinha ali na frente. Peguei minhas coisas e segui minha mãe. O bar era totalmente diferente dos que existem hoje, cheio de homens bêbados, fedendo e etc. O bar era lindo, arrumado e os donos eram ótimos, em cima do bar havia quartos onde as visitas dormiam e seria ali onde minha família iria dormir.
O homem nos entregou a chave e subimos com as coisas, abri a porta e me deitei na cama rolando de um lado para o outro.
–Onde tem sinal de celular aqui mesmo? -perguntei para minha mãe que estava dentro do banheiro, o quarto era tipo uma suíte. Me sentei na cama.
–Lá fora perto do orelhão. -saí do quarto descendo as escadas correndo, liguei meu celular e fui para perto do orelhão, me sentei nos bancos que haviam ali, era mais ou menos uma mesa de madeira com bancos dos mesmo, a frente havia o rio de água doce com salgada, o vendo estava normal, estava fresco. Disquei os números do celular e coloquei no ouvido.
1…
2…
3…
Três vezes liguei para a filha da puta da Jéssica e ela não me atendeu, bufei e joguei o celular na mesa, coloquei minhas mãos no meu cabelo e puxei de leve, fiquei com raiva, avisei para ela que ligaria assim que chegasse e agora ela não me atende? Idiota. Me levantei com raiva e por causa de algo, melhor, alguém, eu caí no chão com tudo e meu celular caiu bem longe de mim.
–IDIOTA, FILHO DA PUTA, FILHA SEI LÁ, FICOU DOIDO? -gritei me levantando e concertando a roupa.
–Desculpa, desculpa, desculpa. -uma voz falou mas eu ouvia apenas Sorry, sorry, sorry, o que merda essa pessoa estava falando em inglês?
–Mas por que você está falando em in… -levantei o olhar e vi um menino abaixado pegando meu celular, não deu para ver seu rosto. -cuidado, isso vale muito pra mim. -me abaixei e peguei meu celular, vi a tela dele totalmente quebrada, isso me deu um aperto do coração, pode parecer infantil mas eu amo meu celular, demorei anos para conseguir ele e agora um idita vai e o quebra? IPhone é muito caro porra!
–Por que logo meu celular? -olhei para o menino que me olhou e NOSSA, O QUE ERA AQUILO? UMA OBRA DE DEUS?
–Tem como você, é, hm, falar em inglês? Consegue? -ele me olhou confuso, ele acha que eu sou burra ou o que? É claro que consigo falar em inglês, 3 anos num curso valeu a pena.
–Sim sim, consigo. -falei agora em inglês. -E por que meu celular? Porra cara, logo ele? -xinguei e não estava nem ai, me sentei no banco com a cabeça abaixada, estava triste, não o bastante mas triste.
–Ei desculpe-me, eu compro outro para você. Desculpe, sério. -senti uma mão em meu ombro, o menino estava sentando do meu lado agora, fiquei descalça e brinquei com a areia entre meus dedos. -Me desculpa?
–Sim, tanto faz. -olhei para o rio agora, senti ele me olhando, fiquei encomodada.
–Afinal meu nome é Louis e me desculpa mais uma vez. -ri quando ele falou desculpa, por algum motivo eu não fiquei com raiva, se fosse outra pessoa até mesmo minha mãe eu ficaria, mas com ele, eu não fiquei. O olhei e ele tava me olhando esperando alguma resposta, sorri.
–Meu nome é Mitchie, mas eu odeio meu nome então me chame de Mit, Mitch, tanto faz. -eu odiava meu nome mesmo, era diferente, sei lá, ele riu, o que que tinha graça no que eu falei?
–Qual a graça? -perguntei o olhando que estava se matando de rir. -Ei. -o balancei. -ri junto, sua risada me fazia rir. -do que está rindo poxa? -ele parou de rir se concertou no banco.
–Nada, é que foi engraçado você falando que odiava seu nome. -ele riu mais ainda.
–Para. Mas é verdade. -olhei o rio novamente. -Namoral, como se pronuncia seu nome? Nunca ouvi falar. -me virei para ele.
–Nossa! -ele se fez de chocado, pareceu um verdadeiro gay, soltei uma gargalhada. -você não conhece Louis Vuitton? -fiz não com a cabeça e continuei rindo.
–Sou pobre poxa. -ele riu. -e você ficou igual a um gay se fazendo de chocado. -ele sorriu, parei de rir e fiquei assustada, abri minha boca. -MEU DEUS VOCÊ É GAY? -berrei apontando para ele que caiu no chão de susto.
–NÃO! Tá doida? Eu tava brincando e você me fez cair. -ele se levantou rindo, peguei na sua mão e o ajudei a se sentar no banco. -Mas me explica, como alguém ´´pobre´´ tem IPhone? -aquele banco estava doendo minha bunda, me sentei na areia, o chamei com a mão e ele sem entender se sentou.
–Vou te contar uma história. -ele assentiu com a cabeça e eu olhei para o mar para dar um ar de drama feat. suspense.
–Eu não sou pobre mas tenho um IPhone meu irmão que eu amo tanto conseguiu um para mim porque ele trabalha numa loja onde vende acessórios para IPhone e fim. -falei tudo rápido e sorri no final, o menino Louis estava me olhando com uma cara que me fez ficar séria.
–Você tá brincando né? -ele continuou com a mesma cara, fiz não com a cabeça, vi seus lábios se curvando, ele acabou rindo, ri junto.
–VOCÊ É LOUCA! -ele deitou na grama, onde estávamos tinha areia e um pouco mais acima grama, a areia se misturava com ela e não sujava a cabeça.
–Nem tanto. -me deitei no chão rindo também, sua risada é muito contagiosa. Olhei para o lado e seus cabelos estavam cheios de areias, ri mais alto, ele se levantou e perguntou o porque que estamos rindo.
–Seu -ri. -cabelo -continuei rindo. -está péssimo. -limpei as lágrimas que estavam caindo de tanto rir, ele balançou a cabeça e um pouco de areia venho em mim.
–Porra. -ele sorriu. -está vindo em mim, sai. -me afastei, ele chegou mais perto balançando o cabelo em cima de mim. -para! -gritei rindo.
–Mas você está sentada na areia e está suja então isso não adianta. -me levantei correndo, ele veio atrás de mim, fui na direção do rio e senti algo na areia, uma puã de carangueijo, na mesma hora eu gritei alto e me afastei dali, tropecei a cai sentada na areia mas bem distante daquela puã que havia desaparecido da areia.
–O que foi? -Louis correu até a mim se abaixando. -O que houve? -ele me olhou preocupado.
–Um carangueijo quase beliscou meu pé. -fiz bico, senti Louis caindo na areia rindo novamente, porra esse menino só sabe rir? Fiquei brava e fui pra cima dele, segurei na gola de sua regata e o balancei.
–Você só sabe rir? -gritei na sua cara. -ISSO É SÉRIO, EU MORRO DE MEDO DE CARANGUEIJO SEU CRETINO. -fingi dar um tapa em sua cara, ele riu mais ainda e segurou meus braços.
–Isso é tão engraçado. -ele continuou rindo, não aguentei e ri também, tentei dar ´´tapas´´ em sua cara mas ele segurava meus pulsos, ameacei pegar areia e jogar em sua camisa mas uma voz não me permitiu fazer isso.
–Louis! -olhei para frente e um menino loirinho estava nos olhando um pouco confuso, devia ser porque eu estava em cima de seu amigo, deduzi isso. Me levantei rapidamente e dei a mão para Louis que se levantou.
–Oi Niall. -Louis acenou com a mão sorrindo gentilmente. O menino chegou perto de nós me olhando com um olhar confunso, qual é? Eu sou feia mas nem tanto.
–Quem é ela? -ele sussurrou para Louis que me olhou sorrindo.
–Uma, amiga? -Louis falou mais para uma pergunta me olhando, o olhei de volta com uma cara confusa também.
–É, acho que amiga, mas meu nome é Mitchie. -olhei o menino e o cumprimentei com as mãos, ele sorriu amigavelmente e me deu a mão, sorri.
–Prazer Mitchie, sou Niall. -sua voz era estranha, tinha um sotaque diferente, fiz uma cara confusa e acho que ele percebeu. -Ah, sou irlandês. -tava explicado, ri com isso.
–É, nosso irlandês. -Louis falou com uma voz fininha que me fez o olhar com uma cara desconfiada, ele riu.
–Então Mitchie e... -o irlandês começou falando mas eu o interrompi.
–Por favor, me chame de Mit. -sorri, ele fez o mesmo.
–Então, Mit, prazer conhecê-la e Louis, vamos almoçar os meninos estão nos esperando. -Niall olhou para Louis que assentiu com a cabeça, meninos? Existia quantos meninos junto com esses? Nossa, nem imagino.
–Até mais tarde Mit, estamos nessa pousada. -Louis apontou para uma pousada que ficava há umas 5 casas de praia depois da minha, acenei com a mão. -caso precise uma coisa, é só gritar meu nome. -ele riu o que me fez rir junto.
–Tchau. -me virei e peguei meu telefone que estava no banco, voltei ao bar e me sentei na mesa ao lado da minha mãe e comi meu almoço.
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