Summer Love
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Chase
Nós chegamos no prédio de Lia e encontramos Alex ali.
–Fala cara! – Colin cumprimenta seu primo.
–Sabia que viriam! Faz pouco tempo que Lia chegou. – Ele diz sorridente. – Querem que eu acompanhe vocês até a portaria? – Nós damos de ombros e ele nos acompanha.
O porteiro pergunta nossos nomes e que andar vamos. Respondemos e então Alex diz:
–Não fale o nome deles! – O porteiro o olha desconfiado. E Alex se explica. – Eles querem fazer uma surpresa. – Ele da de ombros, e então liga para o apartamento de Lia e avisa que alguém chegou. Temos uma pequena pausa e ele faz um gesto mostrando que podemos subir. – Agora é com vocês! – Alex diz se despedindo.
Pegamos o elevador e subimos em silêncio.
–Meu coração tá acelerado. – Colin diz espantado.
–Cara, depois sou eu que pareço gay... – Comento rindo. Ele finge que não escuta.
Não tínhamos pego o número do apartamento, mas acho que tinha um motivo, afinal só tem um apartamento por andar.
–Quem toca a campainha? – Eu pergunto, mas fiquei sem resposta, pois Colin já havia pressionado o botão.
Lia abre a porta e nós dois ficamos sem reação.
ELA ESTAVA SÓ COM UMA CALCINHA E UMA CAMISETA.
Ouvimos um barulho do elevador e Megan aparece só de malha e meia calça.
Pois é, acho que a situação delas não era a melhor. Ficamos assim por um tempo, então Lia totalmente sem jeito nos convida para entrar.
Entramos e posso perceber Colin se controlando para não olhar para as pernas da Lia. Tento segurar o riso, mas então me lembro de que a minha situação também não é das melhores.
Que meninas abusadas! Ficam mostrando as pernas por aí!
–Então... Eu acho que vou por um short... – Lia diz forçando um sorriso.
–Me empresta uma roupa? – Megan pergunta.
–Claro! – Lia responde entrando em um corredor que provavelmente levava aos quartos.
–Cara, só acho que a gente não chegou em boa hora. – Falo.
–Tu acha? – Colin diz de forma irônica. — Também, pegar o endereço com um amigo em comum e vir visitar as meninas que conhecemos no dia anterior de surpresa...
As duas voltam e se sentam no sofá na nossa frente.
–De boa, como vocês conseguiram o endereço? – Megan pergunta com um olhar curioso.
–Meu primo ligou ontem perguntando se a gente conheceu vocês e tudo mais... Ele é colega de vocês, o Alex... E então passou o endereço. – Colin explica.
As meninas se entre olham com raiva.
–Ainda mato esse menino! – Lia diz apoiando a testa nas mãos. – Enfim... E por que vocês vieram? – Eu olho para Colin, que também me olha.
–Queríamos conversar com vocês. – Colin respondeu dando de ombros.
–Sobre o que? – Megan pergunta curiosa.
–Sei lá, qualquer coisa... – Respondo olhando em volta. Encontrei um piano. – Você toca? – Pergunto para Lia me levantando e me aproximando do instrumento.
–Toco... – Ela responde sorrindo e alisando o piano branco. – Desde os seis anos. – Ela completa rindo.
–Pouco tempo. – Colin também ri.
Megan fica para trás só observando, com um sorriso nostálgico no rosto, nos seus olhos posso perceber certa tristeza. Lia começa a tocar uma música.
Chego perto de Megan e pergunto:
–Se importaria em me contar o que aconteceu? – Sento no sofá e faço um gesto para ela se sentar também.
–Como assim? — Ela pergunta fungando e depois dá um sorriso generoso e se senta ao meu lado. –É besteira... – Ela diz olhando para o chão e renegando com a cabeça.
–Você ficaria com essa cara de cachorrinho que caiu da mudança por uma besteira?
–Eu fui adotada. – Ela diz depois de dar um longo suspiro. – As únicas coisas que eu sei sobre minha mãe, é que ela tocava piano, — Ela aponta para o piano. – dançava profissionalmente, e faleceu em uma viagem para as competições de dança que ela sempre participava. – Falando isso ela deixa as lágrimas que ameaçavam cair pelo seu rosto, rolarem. — É possível amar alguém que eu nem sequer me lembro das feições?
Ofereço um abraço como consolo. Ela põe as pernas para cima do sofá e não recusa.
–O meu pai, como não tinha condições para cuidar de mim, me colocou em um orfanato... Eu me lembro de não conseguir dormir em algumas noites, porque minha mãe sempre tocava uma música para mim antes de dormir, dava um beijo em minha testa e o “boa noite” com a voz mais doce que eu já ouvi em toda minha vida. essas são as minhas únicas memórias dela, tenho medo de esquecê-las. – Ela suspira e eu percebo o quão difícil tá sendo pra ela, me contar isso. – Na noite em que meu pai me pôs em adoção, ele deixou comigo um álbum de fotos da carreira da minha mãe e havia escrito o quanto minha mãe era generosa, curiosa e simpática e que esse foi o motivo dele ter se casado com ela e ter planejado passar a eternidade com minha mãe. – Ela dá uma risada um pouco sem vontade. – Infelizmente isso não foi possível... – Depois de uma pausa ela completa. – Um dos motivos para eu dançar é ela. – Megan diz com um meio sorriso.
–Ela deve estar feliz por ti... – Digo sorrindo olhando para ela. Ela me olha como se não entendesse. – Você deve gostar de dançar, né?
–Claro...
–Então. Você está fazendo uma coisa que ela amava e agora você ama também...
–Acho que eu amo mesmo só por causa dela. – Ela diz rindo.
–Como assim? – Pergunto rindo também.
–Porque dói! – Ela fala. Nós rimos e conversamos por mais um tempo. Então eu decidi perguntar:
–Vocês vão à festa amanhã, né?
–Claro! – Ela responde como se fosse óbvio. – Onde vai ser?
–A gente leva vocês! – Eu digo. Ela me olha com cara de interrogação. – Colin tem um carro. Depois do jogo, nos encontramos na frente do vestiário e vamos.
Megan assente sorrindo.
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