Summer Love

16 Capítulo 16


Notas iniciais
Oioi gente! Capítulo novo! Sem neuras, sem muita demora... Desculpa, mais uma vez, pelas demoras anteriores! Boa leitura!

Chase

Colin sai de casa apressado e eu fico atirado no sofá.

Esse menino vem andando muito estressado... Se bem que eu não estou muito melhor.

Ando completamente desligado do mundo, com algumas melodias em minha cabeça que eu não sei de onde vêm... Sinto uma constante necessidade de ouvir a voz dela, enxergar seu rosto, tocá-la, beijá-la...

Porque pegar o telefone e ligar pra ela se torna uma tarefa tão difícil? Não. Não é difícil.

Mas é mais fácil ir à casa dela.

Ok, talvez não seja. Mas eu vou.

Pego meu moletom, as chaves de casa e vou a pé mesmo. Não é muito longe daqui e uma caminhada faz bem para a cabeça. Talvez eu esteja realmente começando a gostar dela, mas são poucas coisas que sei da vida da Megan... Mas o jeito dela é encantador. O sorriso, a risada, o olhar de persistência... Cada detalhe...

Mas pense comigo. Não é impossível se interessar por alguém apenas com o seu jeito. Até faz mais sentido do que gostar de alguém apenas pelo seu gosto.

É quando passo em frente a uma livraria que acabo parando de caminhar. Na capa de uma revista, há uma foto de Megan, de patins com sua mãe e ninguém mais ninguém menos que Gary Ross ao seu lado. Megan Ross. Então essa é a origem do sobrenome dela? Interessante.

Então ela é filha de um dos maiores roteiristas e produtores dessa década e deixa este detalhe sobre sua vida, oculto. Tudo bem que você não vai chegar e simplesmente falar “Meu pai é Gary Ross, um diretor famoso”, mas eu sei a profissão dos pais da Lia, e de Colin, porque entramos nesse assunto outra tarde, e porque ela não comentou nada? Ia ser bom saber que ao sair com ela, é capaz da minha cara ficar estampada em rede nacional como “O genro da família Ross” ou sei lá o que!

Espere. Eu não sei onde Megan mora, eu sei o endereço da Lia. Que diabos eu estou fazendo? E como se não bastasse, ouço um trovão. Maravilha.

Entro na livraria e aproveito para comprar a revista.

A reportagem fala sobre o pai atencioso que Gary é e o quão bem ele exerce sua profissão de diretor. Muito interessante.

Meu Deus. Qual seria a explicação dela pra isso? Se é que temos alguma explicação.

Quer saber? Vou ligar pra ela. Tenho dinheiro suficiente para ir de taxi até o Starbucks mais próximo.

Digito o numero dela e saio da loja para parar um táxi que passava neste exato momento. Ponho o celular na orelha, digo o endereço para o taxista e Megan atende.

Ligação on

–Chase! Oi! – Ela atende entusiasmada.

–Eu, você, Starbucks da West Temple em meia hora.

Ligação off

Ok, meio grosseiro, mas foi rápido e causou o impacto desejado. Chegando perto da rua, pego o dinheiro na minha carteira e entrego para o taxista. Desço do carro e corro para dentro da cafeteria a fim de não me molhar muito, embora a chuva já estivesse cessando. Entro no quiosque e pego uma mesa próxima à janela. Não demora muito e ela aparece do outro lado da rua, com um guarda-chuva preto com bolinhas brancas, meio desajeitada por causa do vento. Ela entra no ambiente, larga o guarda-chuva próximo à porta e senta-se na minha frente sorrindo. Sorrio para ela de volta.

–Podemos nos sentar mais longe da janela? Eu não gosto da sensação de estar em uma vitrine. — Eu rio um pouco para disfarçar. Bingo.

Ao passarmos em frente ao balcão os atendentes a cumprimentam e ela os cumprimenta de volta.

–Eu costumo vir muito aqui... – Ela se sente na obrigação de explicar assim que se senta na mesa.

–Pois é... Veio ontem também, né? – Provoco.

–Ah sim, eu... – Ela faz uma pausa. – Como que...

–Seu rosto está estampado em todas as revistas. Por que você não me contou? – Pergunto.

–Achei que fosse desnecessário... – Ela murmura olhando para baixo.

–Desnecessário? Megan! É sim necessário! Eu preciso saber no que estou me metendo, já pensou se minha cara para em rede regional? – Falo em um tom equilibrado para não assustá-la.

–Chase, você não entende... Já pensou como é ter pessoas a sua volta querendo apenas uma mísera fama por ser amiga da filha do maior diretor da atualidade? É terrível! Eu queria pelo menos ter a certeza de que a nossa amizade seria realmente verdadeira, sem segundas intensões ou algo do tipo... – Percebendo que ela não ia mais falar, chega a minha vez de argumentar.

–Então você está me dizendo que é essa a impressão que você tem de mim? Que eu quero fama e nada mais? Que não estou interessado em TI? O que mais tu está escondendo? Você tem um unicórnio no quintal da casa por acaso? – Esse último comentário a faz rir, mas assim que percebe que não estou brincando ela fica séria novamente.

–Chase, não é questão de primeira impressão... Mas como você não tinha comentado que me achara parecida com a filha do diretor eu preferi não falar. É uma questão de precaução... Não gostaria de ter cada passo que eu desse e cada palavra que eu dissesse na internet. É como se eu estivesse em constante pressão.

Claro que eu entendo o lado dela, mas acho que ela poderia ter avisado. Caso ela tivesse avisado eu não teria escolhido a mesa na janela por exemplo. Tudo bem, aquilo foi proposital, mas enfim. Pego a revista que havia mantido longe dos olhos dela por um tempo e pergunto:

–Só quero saber se tu pretendia me contar algum dia... – ponho a revista sobre a mesa e alcanço para ela.

–Claro que ia.

Notas finais
Comentem