Summer Camp

11 Eu acho que gostamos de festas - Parte 3


Notas iniciais
Desculpemm, desculpem, mesmo! Eu sumi, mas eu ando dormindo muito muito cedo, e acordando mais ainda, e de tarde eu saio pra rua com as minhas amigas, e cadê tempo pra escrever? D: Elenina nessa, pessoal. Espero que me desculpem.

Depois que o Andrew me humilhou na frente de todos os meus amigos, simplesmente me levantei dali e fui dar algumas voltas pelo camping. Ele se encontrava vazio a essa hora. Claro, todos se encontravam na festa.

Andei pensando em como estaria minha mãe, e meu pai naquela casa, com o meu irmão imprestável, que só sabe ir pra praça perto de casa se drogar com seus amiguinhos. Ele deve estar chapado todas as vezes que entra em casa, porque ele dorme, toda hora que nossos pais brigam. Eu nem falo com ele. Não falo com ninguém naquela casa. Uma vez já quis morar com a minha vó, mas não me deixaram ir. Não entendo o porque.

Sou apenas um a mais na vida dessa família. O casamento indo de mal a pior, o filho drogado que todos sabem mas ninguém fala. Sou apenas a filha piriguete, deve ser esse meu rótulo.

Droga de vida. Droga de família. Devo ter sido horrível em outra vida, para sofrer tanto assim com pessoas em que eu deveria me inspirar e me apoiar quando precisasse.

De repente, esqueci tudo. Claro, que já soltava rios pelos olhos, minha maquiagem estava ferrada, e meu vestido se encontrava sujo, de todas as vezes em que me sentei em bancos imundos de terra. Mas do nada, parei de chorar, e reclamar de tudo. Me sentei em um banco, e fiquei observando a festa.

Josh estava procurando por alguém em meio a todas aquelas pessoas. Amado Josh, sempre preocupado com os outros, esquece de si mesmo ás vezes. Os outros se pegavam nos cantos. Vi Andrew e Chloe, correndo, com Diamond no colo, desmaiada, mas estava tão desamparada e cansada que não consegui ir atrás.

— Oi bonitinha. — um menino se sentou ao meu lado no banco. Me assustei.

— Que susto, garoto. — botei a mão em cima do peito, tentando me acalmar.

— Desculpa. Não era minha intenção. — ele carregava consigo, três garrafas de bebidas alcoólicas.

— Não se preocupe.

— Mas me diga, uma coisa, o que você, faz aqui sozinha, enquanto rola a primeira festa do acampamento, do qual você é a rainha? — o encarei.

— Rainha? — ri.

— Sim, rainha. Perto de você, todas as outras são plebeias.

— Menos uma loirinha. Ridícula.

— Chloe? — o encarei, enquanto ele ria com minha surpresa. — Acredite, ela não é melhor que você, só porque se pega com o Andrew.

— Talvez sim, talvez não. — olhei para as cabanas, todas com as luzes de fora acesas, com enfeites nas varandas, banquinhos, flores. Esse lugar me dava um ar de casa. — Mas, espere, quem é você?

— Oh, que rude. — ele me estendeu a mão. — Sou Simon.

— Sou Elenin... — pensei. — Você deve saber, já que sou rainha. — sorri.

— Sim, eu sei. — ele sorriu de volta.

Nossa conversa continuou a partir dali, ele resolveu abrir as garrafas de bebida e me deu uma, enquanto tomava outra. A terceira ele guardou pra depois. Bebemos as duas garrafas em minutos, um gole atrás do outro. Esqueci até meu nome, algumas vezes. Ele me dizia coisas tão fofas, tão lindas e especiais, me chamava de rainha. Até que senti um impulso e me empurrei pra frente, para beijá-lo, mas algumas mãos me puxaram de volta.

— Que bosta é aquela, Elenina? — Josh.

— Você me interrompendo.

— Por favor, você ia beijar um cara, no canto do acampamento, escuro, de noite, bêbada? Perdeu a noção?

— Esse lugar é como uma casa, e em casa devemos nos sentir seguros. — me sentia meio tonta. — Já que não me sinto na minha própria, me sinto segura aqui. — tonteei-me. — E também, você não é meu pai, Joshua.

— Josh, Elenina.

— Nina, Joshua. — soltei uma gargalhada. Ele me encarou desacreditando.

— Por favor, venha comigo. Te boto no chuveiro gelado e você vai dormir. — ele me puxou pelo braço, eu o empurrei.

— Nada disso. — chamei por Simon, que correu até mim, segurando a garrafa que restava. — Ele vai me dar um banho gelado, e depois eu posso dormir. Mas beeeeem depois. — apontei para Simon, enquanto Josh olhava tudo, incrédulo.

— Então, vamos. — Simon sorria maliciosamente.

— Cara, você não vai se aproveitar dela nessas condições. — ele tentou empurrar Simon, mas eu o empurrei primeiro.

— Eu estou me aproveitando dele. — sorri maliciosamente. —Pense assim. — me virei, e Simon me seguiu. — Boa noite, JOSHUAAAAAAAAAAAAA. — berrei, escandalosamente, enquanto Simon me mostrava qual era sua cabana, ou quase isso.

Notas finais
Epa, epa, epa, Elenina safadinhaaaa! Até o próximo pessoal, beijoo!