Summer Camp

9 Capítulo 9 - Estranhos bilhetes.


Notas iniciais
Oi pessoal, primeiramente bom dia.. segundo, feliz dois mil e quatorze e que os desejos totosos de vocês se realizem. Como foi a virada do ano de vocês? Eu passei com meus pais junto com a Larissa e meus melhores amigos, no sentido de menina e menino. Quando foi por volta de meia noite a gente saiu no meio da rua gritando e soltando fogos, eu tomei um susto quando pularam nas minhas costas e caí com tudo no chão, ralei só o joelho. Era pra mim estar dormindo ainda por que eu fui dormir era quase seis horas da manhã, mais eu perdi o sono e estou aqui postando. Tomarem que gostem desse capítulo.

POV Margarida

Hoje a diretora Helena tinha nos dado folga para as atividades do acampamento e assim nós poderíamos nos divertir no lago. Alicia e Paulo estavam quase se matando ali dentro d'água por causa da bola, de longe podia perceber as trocas de olhares entre Marcelina e Jorge. Parei de frente ao lago e tirei meu short, percebi os meninos me olharem e começarem a gritar coisas idiotas do tipo "Que saúde" "Assim você mata o papai" e outras coisas.

– Quer que eu passe protetor nas suas costas? — uma voz rouca soou perto do meu pescoço, me virei rapidamente e era a voz de Daniel, sorri sem graça e assenti para o mesmo. Fiz um coque nos meus cabelos e lhe entreguei o protetor, Alicia começou a gritar chamando a atenção de todos para nós dois, abaixei a cabeça e em seguida o agradeci, Daniel me puxou para o lago e eu cai em cima dele.

– Então.. vocês estão namorando? — Alicia perguntou com um olhar malicioso.

– Que isso Alicia, pirou? O Daniel é como um irmão mais velho pra mim. — respondi.

– Você é muito safada. Margarida é como uma pirralha pra mim. — disse e eu fechei a cara, ele começou a rir de mim e me pegou no colo pulando comigo na parte mais funda que eu não conseguia dar pé.

– Que merda Daniel! — disse e montei nas costas do mesmo. — Dá pra voltar pra parte mais rasa? Eu não consigo dar pé aqui.

– Tá legal senhora mandona. — revirei os olhos.

Eu resolvi voltar no chalé, queria prender o cabelo direito por que estava caindo. Fiz uma trança de lado e deixei meu chinelo na cama, porém havia um papel em cima dela escrito "Para Margarida" quem havia me mandado aquilo? Peguei o pedaço de papel e abri o bilhete.

Tome cuidado com as pessoas que estão a sua volta, elas que vão fazer sua vida virar um inferno a partir de agora. — anonimo.

Olhei envolta e não havia só um bilhete na minha cama. Havia um na janela e outro na porta do banheiro, peguei eles e corri até Alicia que estava sentada em um banco ali, ela me olhou assustada e eu tive certeza que todo mundo estava ocupado demais se divertindo no lago.

– O que aconteceu Margarida? — me perguntou.

– Eu corri no quarto pra fazer uma trança, daí eu fui guardar meu chinelo lá na cama e tinha esse bilhete em cima dela. Depois eu olhei envolta e tinha mais um bilhete na janela e outro na porta do banheiro, e tipo.. as coisas estão estranhas. — entreguei.

Tudo vai mudar, tome cuidado. — anonimo.

Tenha medo do perigo, vocês podem estar perto da morte. — anonimo.

– Margarida.. que foto é essa? — Alicia perguntou ao abrir o bilhete que estava pregado na janela, era a foto de uma casa verde gigante. Me assustei e senti minhas pernas ficarem bambas. — Nós vamos atrás dessa casa na floresta.

Eu apenas vesti o short e calcei um chinelo lá que se eu não me engano é da Marcelina, o pé dela é do tamanho do meu mesmo. Ficamos andando durante um cinco minutos e logo achamos a casa verde, e ela era bem chamativa, Alicia tentou abrir a porta porém estava trancada e para arrombar nenhuma de nós duas teríamos forças o suficiente para isso.

– O que a gente faz agora? — perguntei.

– Isso fica entre nós duas, caso as coisas comecem a piorar nós avisamos as meninas e os meninos. — disse e eu assenti.

POV Alicia

Isso era muito estranho, três bilhetes avisando que era para tomarmos cuidados e um deles com a foto dessa casa. Um dos bilhetes era só para Margarida avisando que sua vida iria virar um inferno, eu estava achando que isso era coisa do projeto de Barbie mais eu não podia começar a julga-la sem ter provas, até por que nem a letra dela eu conheço. Na hora do almoço todo mundo estava falante e agitado, ninguém tinha tomado banho ainda, porque será né? Iriamos voltar pro lago depois.

– Alguém vai ficar obesa hoje. — Paulo disse se referindo a mim.

– Fica calado ou eu taco sorvete em você.. — suspirei. — de novo.

Eu estava procurando o meu chinelo que tinha ido parar lá na frente, me abaixei em baixo da mesa e logo que eu encontrei tinha um bilhete em cima dele, puta que pariu, quando que isso vai acabar? — nem começou ainda — peguei o mesmo e me aproximei de Margarida que estava ao meu lado.

Alicia e Paulo, o novo casal do acampamento. Quem diria em.. — anonimo.

Dentro do bilhete tinha uma foto pregada, era do dia que eu e o Paulo nos beijamos atrás do chalé feminino. Eu senti meu sangue ferver nesse momento e me levantei correndo pegando Maria Joaquina pelo braço, isso já havia passado dos limites, e se for ela que esteja envolvido com isso.. ela vai se ver comigo.

– QUE PORRA É ESSA AQUI BARBIE MAL FEITA? — gritei mostrando a foto para ela.

– O que você tá falando Alicia? Eu não trouxe maquina fotográfica e não teria o por quê de fazer isso com você. — que voz enjoada.

– É sério que não teria? — ela percebeu a ironia. — Você já rasgou as minhas roupas junto com o Guerra e ainda diz que não teria motivo pra fazer isso?

– Alicia calma. — Jaime me puxou pela cintura me fazendo sentar no banco.

Eu precisava me acalmar e por isso fui para o lago, quem teria começado a mandar esses estranhos bilhetes e ainda com fotos. Tirei o short e deixei os bilhetes no mesmo, pulei na água e tomei um susto com Daniel lá dentro, o que essa peste estava fazendo aqui? Nem tinha percebido que ele não estava no saguão.

– Será que eu posso falar contigo? — assenti e ele me puxou para fora do lago, pegou algo na bermuda que estava no chão. — Na porta do chalé dos meninos tinha esse bilhete aqui pregado, eu achei estranho e depois da Margarida eu sei que eu posso confiar em você.

Tudo vai mudar, tome cuidado — anonimo

Era o mesmo bilhete que Margarida tinha encontrado.

– Margarida também encontrou esse bilhete no chalé, a sorte suas que foi só um.. pra gente foi quatro. Um pregado na janela, outro na porta, outro em cima da cama dela e o último estava pregado no meu chinelo. — disse e ele riu. — Não tem graça, a gente precisa saber quem está fazendo isso.

– Maria Joaquina? — me perguntou.

– Também tenho minhas duvidas, mais sei lá.. — disse. — De noite a gente se encontra no nosso chalé, você fala com os meninos e bem.. com as meninas não vai ser preciso.

Depois disso o resto do pessoal voltou para o lago. Eu não queria ficar com aquela preocupação toda na cabeça e por isso fui me divertir com briga de galo, eu nunca entendi esse nome mais era até legal. A única pessoa que restou pra mim montas nas costas foi Paulo, eu não queria mais era melhor do que ficar sem brincar.