Summer
2 Obrigada, Luffy!
Notas iniciais
— Como está quente! — Chopper resmungou abanando-se com um leque, era visível o calor que a pequena rena sentia, seu pelo estava úmido e brilhante, talvez fosse o que mais estivesse sofrendo com esses dias que a tripulação enfrentava.
Não tinha nem mesmo um único lugar fresco a bordo do navio, alguns da tripulação preferiram ficar dentro das cabines para refugiar-se pelo menos dos raios solares, mas o médico julgou ser melhor não ficar em ambientes fechados, o ar estaria ainda mais abafado, preferiu passar calor num lugar aberto como o deque principal já que não havia escapatórias. Com ele estavam Nami e Luffy reclamando a cada instante desse dia infernal que estavam todos tendo.
Sanji trazia pelo menos dois copos dos mais exóticos e refrescantes sucos a cada hora para sua amada Nami-san, um mimo e uma desculpa para ver a ruiva exibindo seu formoso corpo coberto apenas pelas peças do biquíni colorido.
Luffy, por outro lado, havia tirado a camisa e desabotoado até mesmo a bermuda, jogando em qualquer lugar pedaço de tecido amarelo que pendia em sua cintura. Sua vontade mesmo era de arrancar a roupa toda, mas quando contou isso para sua navegadora, por algum motivo ela se irritou. O chapéu continuava firmemente em sua cabeça, afinal, sua principal função era mesmo protegê-lo do sol. O capitão se concentrava em manter-se são com o calor e ora ou outra correr até a cadeira de Nami para roubar algumas goladas de seus sucos. Ele se sentia um ninja achando que a navegadora não o via, mas na verdade ela apenas não tinha ânimo de brigar com ele naquele calor.
— A propósito, preciso de um favor seu, capitão — resmungou trocando de posição na cadeira. O garoto engasgou com o suco que estava tomando escondido e silenciosamente.
— Você m-me viu?! — questionou assustado.
— Você tropeçou pelo menos cinco vezes enquanto corria da borda pra cá, é claro que eu te vi. — Baixou os óculos para revirar os olhos. — Pegue aquele potinho ali. — Apontou para a mesa.
O capitão saiu de trás da cadeira aparentemente desanimado, estava realmente pensando em ser o próximo rei dos ninjas também. Pegou o produto notando ser um protetor solar, sem reclamar jogou nas costas da ruiva e saiu cutucando o nariz.
— Luffy, você bebeu todos os sucos que o Sanji-kun trouxe até agora para mim, acha que pode me tratar assim? — Nami sentou-se irritada com a atitude do rapaz. — Espalha o protetor nas minhas costas. — Deitou-se virada de bruços.
— Mas eu não quero! — ele recamou.
— Agora.
Ele sempre perderia em todas as discussões. Até as que ele possivelmente estaria certo.
Luffy bufou mais uma vez, pegando o potinho de protetor solar, abrindo-o e virando desastrosamente uma quantidade absurda sobre o corpo debruçado da mulher. Nami fez menção de virar-se e berrar nervosa, mas ele pulou em cima dela impedindo seus movimentos.
— Estou espalhando, estou espalhando! — gritou apressando-se em lambuzar suas mãos no produto e tentar inutilmente livrar-se daquele monte creme que tinha ali.
Chopper se limitou a rir baixinho dos dois, quase sempre que estavam juntos alguma coisa do tipo acontecia. Imaginou ter visto Nami sorrir enquanto o capitão estava se atrapalhando ainda mais em cima dela, mas havia sido muito rápido, quando voltou a olhá-los de novo ela estava gritando algo como ele ser pesado demais para sentar-se em sua perna.
Os dois ficaram naquela gritaria por mais algum tempo, o moreno insistiu em poder passar na parte da frente da companheira, mas ela contestou por motivos óbvios, porém não tanto para Luffy. E não importava que aquilo parecesse uma cruel cena de tortura de todos os ângulos possíveis com o capitão imobilizando sua navegadora, de certo modo, aquela ainda era a forma dele de se importar com ela.
— Obrigada, Luffy! — respondeu ironicamente tomando o protetor solar das mãos do capitão e levando juntamente seu chapéu. — Vou tomar sol do outro lado, não me siga.
Ele bufou esfregando as mãos meladas na bermuda, queria apenas ajudar. Chopper o consolou dizendo ter feito um bom trabalho, o que talvez não tenha sido de fato um bom comentário, já que isso o fez ir atrás da sua navegadora novamente pelo navio, perseguindo-a por todos os cantos dizendo não ter terminado de ajudá-la. Ele queria estar por perto, do inverno ao verão, ele sempre cuidaria dela à sua maneira.
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