Summer
2 Papo entre desconhecidos.
Notas iniciais
POV Sam
Depois de ter fechado a porta na cara do ‘’Freddie’’ entrei no meu quarto e pulei em cima da cama, para testa-la, ou seja, ver se ela era macia o suficiente para atender minhas necessidades. Por que se o velho paga a conta, o mínimo que temos de ter é uma cama confortável.
–Quer ajuda para desfazer as malas?-Ele olhou dando um sorriso falso para mim. Eu não quero que ele fique mais um segundo aqui , porém eu queria uma ajuda.
–Não, obrigada — Falei tentando ser o mais simpática possível, mas infelizmente a frase saiu em um tom mais ignorante do que simpático. Percebi que ele continuou ali parado. Encarando-me com aquela cara de mané — Pode ir agora...-Disse apontando para a porta com desanimo. O que eu fiz para merecer isso?
E ele saiu com uma expressão feia, mais feia do que o normal. Enquanto eu fiquei ali jogada na cama, olhando para as minhas malas que não estou com a mínima vontade de desfazer. Ou melhor, que nem vou desfazer... Para não ficar no quarto do hotel, mofando decidi sair, para refletir meio que esfriar a cabeça... Aceitar que estou aqui, e não posso fazer nada para mudar isso.
Levantei e peguei meu celular, estava com meu cabelo totalmente bagunçado, mas isso não importa. Não vou ver essas pessoas nunca mais na minha vida, o que me importo do que elas pensarão de mim.
Então comecei a andar pelo hotel sem rumo, somente olhando as paisagens ,as pessoas que estavam a minha volta. Depois de andar um pouco cheguei na piscina do hotel, um local grande, com mesas e cadeiras para pegar sol, mas eu só sentei em uma mesa qualquer a alguns metros da piscina.
Comecei a olhar oque estava a minha volta e acabei vendo aquele garoto que me ‘’abordou’’ em frente ao meu quarto. Ele parecia que estava discutindo com uma mulher, provavelmente mãe dele. O garoto, ou melhor, Freddie se eu não me engano. Fazia gestos com as mãos, parecia indignado. Ele fica fofo assim... Sim! Não tem nada demais em achar um garoto fofo!
–Hey! -Ouvi uma voz feminina e aguda vinda de traz de mim. Quem seria,não conheço ninguém aqui, ao não ser o pateta que me trouxe. Talvez ele acabou bebendo algum liquido e ficou com essa voz. Não duvido nada — Posso me sentar com você? — Olhei para traz nesse exato instante e percebi que não se tratava do meu pai, somente de uma criatura ruiva com um sorriso meigo. Sem ao menos responder ela se sentou do meu lado.
–Hey...te conheço? — Falei em um tom grosso. Não que eu queira ser grossa mas...Uma garota ‘’estranha’’ chegar e sentar do seu lado sem mais nem menos. Não estou em clima de conhecer novas pessoas, ou seja lá o que aquilo for.
–Acho que não... — Ela disse e logo em seguida abaixou a cabeça pensativa — Prazer meu nome é Cat Valentine! — Ela disse estendo a mão para cumprimenta-la. Peguei com a ponta dos dedos na mão dela e balancei para cima e para baixo duas vesses — Seu nome? – Perguntou toda sorridente.
–Sam ! -Falei a olhando de cima para baixo, tenho que identificar que tipo de ser eu tenho em minhas frente. Só conseguir perceber uma garota de tintura de cabelo vermelha ,com um vestido branco cheio de flores, uma bolsa do lado com o rosto de um porco de pelúcia e um sorriso assustadoramente meigo -Em que posso ajuda-la? — Falei com receio
–Nada — Ela fez uma pausa, e olhou para os dois lados aflita — Eu me perdi da minha mãe e estou...sozinha -Ela disse me olhando nos olhos. Se isso não fosse ridículo, eu poderia até ficar com dó, a garota deve ter a minha idade.
–Você tem quantos anos? — Perguntei diretamente e clara
–Dezessete, mas isso não significa que não posso me perder da minha mãe! — O tom voz de Cat mudou de ‘’Anjo meigo’’ para ‘’Enviado do além’’. Que garota é essa ,parece que tem mentalidade de uma criança de quatro anos de idade. Isso que nem a conheci direito — Posso ficar aqui? Sabe, naõ tenho nada para fazer. Nada melhor do que conhecer novas pessoas — Ela disse dessa vez com uma voz meiga e logo depois abriu um grande sorriso.
–Claro! – Falei sem jeito.
Ela pegou sua bolsinha de porco rosa, abriu e pegou um gloss labial sabor morango, e começou a passar em seus lábios olhando no espelho do seu celular. Decidi ignorar esse ultimo fato e deixar a garota em paz, apenas a encarei com um sorriso amarelo.
–Cat? — Dessa vez a voz era masculina e familiar para mim, não era o meu pai, a voz dessa pessoa era mais jovem e não rouca. Olhei para traz e vi aquele mesmo garoto que me abordou antes. Freddie! Ele provavelmente conhece o unicórnio que está do meu lado.
–Freddie, senta aqui !- Cat disse dando um sorriso bem aberto para mim. Vamos ver se entendi,s ai do meu quarto para passar um tempo sozinha, esfriar a cabeça, e vou em uma mesa perto da piscina. Uma criatura ruiva senta do meu lado e começa a falar comigo e depois convida para sentar seu amigo...Tudo bem!
–Posso?-Ele disse dando um mini sorriso para mim. Que encantador. Não vou negar que uma pessoa sente-se comigo. Talvez eu deva conhecer novas pessoas, afinal se terei de ficar confinada em Miami em meu verão tenho de aproveitar da melhor forma sem pensar no que meu pai faz ou deixa de fazer.
–S.Sim, pode! — Por que eu gaguejei? O garoto puxou a cadeira e se sentou, ao lado de Cat.
Ficamos em silencio por um tempo. Mas Cat decidiu quebrar o silêncio depois de alguns segundos.
–Sam, você é de onde? — Ela perguntou escorando sua cabeça em sua mãos se apoiando mesa. Bem, agora vou ter que começar dar dados pessoais para uma completa desconhecida. Mas vamos la né, ou seja, não tenho nada a perder.
–Chicago! — Falei olhando que horas eram no meu celular — E vocês? — Perguntei olhando para Freddie. Resolvi puxar assunto para evitar momentos constrangedores.
–Los Angeles — Ela disse dando risada. Não sei por que o motivo mas só sei que ela deu altas e agudas gargalhadas.
Freddie me olhou e depois mordeu os lábios.
–Seattle... — Falou ele, olhando para a bolsa de porquinho da garota. Mas o meu ataque cardíaco aconteceu quando ele mexeu em minha franja tirando ela dos meus olhos. Enquanto ele fazia isso eu permanecia imóvel, acho que é porque ninguém fez isso comigo.Me senti em um belo filme. — Seu Cabelo estava nos seus olhos – Freddie disse sorridente. Fiquei um pouco corada com a situação.
–Obrigada — Falei baixinho
–Vem sempre aqui, Sam?-Ele me perguntou enquanto me encarava com um sorriso sedutor. Não que ele esteja me seduzindo...
–Primeira vez — Falei abertamente, enquanto passava as mãos nas mechas do meu cabelo — E espero que seja ultima!-Falei a ultima frase em um tom baixo, mas eles mesmo assim ouviram.
–Por que?- Cat perguntou com um certo tom de inocência...Estou começando a gostar dessa garota, ela parece ser simpática, e bobinha.
–Meu pai me trouxe aqui a força! — Falei e depois mordi os meus lábios, pensando em uma boa maneira de terminar a frase — Ele meio que foi ausente a minha vida inteira, e hoje quer ‘’recuperar o tempo perdido’’ mas não é fácil recuperar dezessete anos! Ele me deixou com a minha mãe. E foi viver a vida dele na Espanha, Nova Zelandia, Brasil, Canadá – Fiz uma pausa — acha que tem direito sobre mim – Suspirei depois de terminar.
–Talvez seja legal... — Ela disse tantando me animar. Oque não deu certo – Novas experiências Sam!
–Bem, acho que vou ir — Falei me levantando, eles só me fizeram pensar mais no que está acontecendo. Tenho que dar um tempo — Depois a gente se vê! – Segui caminho.
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