Querida Arika,

Sei que não falamos há muitos anos, mas eu ainda me lembro de ti e da tua amizade.

Bem, lamento mas se estas a ler isto, é porque eu já estou morta…

Tu sabes por tudo que eu passei e sabes como as coisas eram complicadas.

Agora que estou morta, devo dizer que o meu irmão não morreu por acidente, eu matei-o. Fomos para o lago e eu afoguei-o. A culpa era dele… Eu odiava-o e ele merecia morrer. Mas também eu merecia… Eu devia-me ter matado em vez de o ter morto.

Eu sei que não irei para o Paraíso porque eu tenho noção do que fiz e sei que mereço sofrer mesmo depois de morta.

Bolas… Estou a chorar… estou com medo de o fazer… Mas tem que ser… só assim ficarei bem e só assim todos ficarão bem… Eu preciso de ser castigada para ficar em paz comigo mesma…

Sei que nunca te disse isso mas… eu adoro-te. Foste a minha única amiga e tentaste ajudar quando eu perdi os meus pais. Obrigada por isso.

Bem… é agora… Lamento o facto de a carta estar meia esborratada… Comecei a chorar quando estava a escrever…

Mais uma vez… Obrigada e desculpa-me…

Adeus, Arika.

Ao final do dia, Sumiko foi encontrada morta no seu quarto e a carta estava no chão, dobrada, a dizer:

Para: Arika Hana.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!