Sujeito Exclamativo
1 Sujeito ! exclamativo
Quando Tiago chegou em casa do trabalho, ele não podia imaginar que encontraria sua mãe sentada no sofá da sala...
Quando Tiago chegou em casa cansado do trabalho, ele não podia imaginar que encontraria sua mãe, que não via há dez anos, sentada no sofá da sala tomando café.
Quando Tiago chegou em casa cansado! de um trabalho que ele odiava! não podia imaginar que encontraria sua mãe, que não via há dez anos! sentada no sofá da sala tomando café e rindo! com seu pai. Não queria imaginar quem era aquele outro homem barrigudo e boa pinta sentado ao lado dela. Ou o garoto de uns nove anos brincando com os carrinhos que ele também brincara quando tinha essa idade.
Pensou em voltar para trás, fingir que nunca estivera ali e caminhar um pouco pela noite (até a casa estar limpa e sua vida como sempre esteve), mas não agiu rápido o suficiente e antes que percebesse os três adultos estavam calados o encarando á espera de uma reação. Que poderia ter sido sair correndo, mas seu orgulho de homem não permitiu.
Aos poucos seu rosto se esticou na tentativa de um sorriso nervoso que mais parecia um rasgado angustiante.
— Oi...
— Querido, eu... Esse é...
Sua mãe começara, mas não pôde terminar.
— Não! — A face de Tiago desmoronou, estava a beira de lágrimas. — Tá? Não! Eu não quero saber de você ou da sua vida. Só... Não!
— Tiago não fale assim com a sua mãe! — seu pai interferiu.
— Mãe? Mãe! Eu só a chamo de mãe por que não lembro o nome dela! O que ela faz aqui?
— Ela queria te ver...
— Agora? Depois de dez anos? E ela trouxe o novo marido também? E o filho? O novo filho que tem a mesma idade que eu tinha quando ela me deixou? Você é louca?
A mulher chorava e agora o menino prestava atenção na conversa confusa.
— Tiago, eu errei... Muito! Mas finalmente me encontrei e tomei coragem para vir pedir perdão... Se até o seu pai me perdoôu, você...
— Eu não tinha idade o suficiente como ele para afogar as mágoas na bebida! Eu era uma criança! E hoje já não sou mais filho de ninguém. Então o que você veio fazer aqui?
— Implorar! Implorar pelo seu perdão, se for preciso!
Tiago já não tinha mais forças para brigar.
— Você não pode fazer isso. Eu não posso fazer isso. É como colocar um Band-Aid em uma cirurgia do coração e dizer: não se preocupe, está tudo bem!
— Corta! Perfeito pessoal. Por hoje é só, vamos rodar a cena da Carol e do Alberto na segunda...
(...)
O ar gélido da noite batia em seu rosto a ponto de quase arder, queria um cigarro, a lua estava quase cheia. Pensou em passar num bar qualquer, mas o cansaço pedia cama então continuou até o prédio onde morava. Subiu os quatro lances de escada.
Quando Rafael chegou em casa do trabalho, ele não podia imaginar que encontraria sua mãe sentada no sofá da sala...
Quando Rafael chegou em casa cansado do trabalho, ele não podia imaginar que encontraria sua mãe, que não via há dez anos, morta, sentada no sofá de sua casa. Não queria imaginar quem era o homem barrigudo e boa pinta que jazia ensanguentado ao lado dela. Ou o garoto de uns nove anos também morto num canto.
— Então, moleque, vai me ajudar com isso ou não?
Seu pai surgiu da cozinha com uma xícara de café numa mão e um masso de cigarros na outra. Aceitou um cigarro.
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