Suitai Monogatari - O Declínio do Conto
8 Parte 1 - Capítulo 1.7 - Kelheim
Enquanto Thomas se preparava para a Convenção de Nuremberg, em outro continente, a notícia que Elizabeth havia morrido gerava discussões no grupo, todos agentes duplos que existiam pelo mundo estavam com o sinal vermelho, e isso era um sinal de perigo, agora mais que nunca as coisas pareciam chegar ao climax.
Apesar de desconhecida para o novo Octavius, Elizabeth foi crucial em algumas pequenas vitórias no passado, Tokki tinha imenso respeito pelo risco que ela corria diariamente.
O plano agora voltar para a Europa, com um ataque eminente, era perigoso demais ficar onde eles estavam, colocaria a vida em risco deles e a de Bianca, fora a possibilidade de que os 3 dias serem apenas faixada para um ataque ocorreria antes, Tokki não podia tolerar a chance de existir uma Okinawa 2.0.
Partindo para a Europa, decidiu-se que a melhor rota era começar pela Hungria, numa cidade próxima a Áustria chamada Sopron (o motivo de não teletransportar direto para Nuremberg, é por causa do fato dos teletransportes irem apenas de ponto a ponto, o que poderia comprometer toda a missão), a travessia até a Áustria ocorreu sem problemas, como na Europa o teletransporte é algo que pode ser usado sem limitações (ao contrário do Japão), as antigas estações de metro estão completamente abandonadas, o que as torna perfeitas para passagem entre as cidades.
Chegando a Wiener Neustadt, viria um longo passeio pela Áustria: Teriam que atravessar de Wiener Neustadt até Linz, essa seria a parte mais complicada, visto que Linz ficava no outro lado do país, e o único outro caminho que eles tinham além daquele seria pela República Tcheca, que provavelmente é ainda mais perigoso, já que era um caminho ainda mais perto para Nuremberg, o palco de tudo.
Como o teletransporte hoje é uma realidade a todo o primeiro mundo, as linhas tremviárias são meros locais desativados e deixados a deriva do tempo. O trem da cidade de Linz, nas proximidades com a fronteira alemã, parecia seguir sem problemas, nenhum problema a vista. Até demais para dizer a verdade.
O tardar da noite logo veio e o grupo teve de descansar, já que de todos os horários possíveis de que se podia ocorrer algo, esse era o menos provável. E faltavam ainda mais de 340km até Nuremberg.
Numa noite de calmaria, todos se reuniram na fogueira e tentavam amenizar o clima, apesar de obviamente forçado. Todos fingiam rir e se mostrarem não tão preocupados. Após algumas horas de bebidas que haviam sido dadas por um militante austríaco, a maior parte da tropa havia dormido. Basicamente apenas Tokki e Octavius permaneciam acordados, junto de alguns gatos pingados a uma certa distância de onde os dois estavam.
Naquele momento Tokki olhava para a fogueira que aquecia ele e Octavius, quando resolveu olhar para Octavius para lhe falar algo.
—Olha, eu agradeço muito a você pelo jogo de aparência que você fez para se manter como Octavius. Mesmo que não tenha me iludido, ao menos iludiu o resto da tropa e os deu força para continuar.
Com um sorriso, logo “Octavius” disse que era apenas o trabalho dele, e pediu para ser posto a par de como seria a rota depois que eles passassem a fronteira austríaca com a alemã, já que até agora havia sido muito estranho todo o ambiente calmo e sem oferecer nenhum perigo a eles pela rota que eles pegaram.
Tokki não foi contrário ao que Octavius achava, já que realmente era estranho, estava dando certo demais a rota. Depois de sair da Áustria, eles iriam para Kelheim, província da Baviera, e parariam lá antes de seguir para Nuremberg. Enquanto Octavius olhava para o mapa, Tokki bebia mais um copo de bebida, e ofereceu a Octavius que em sequência recusou. Assim, Tokki mesmo encheu seu copo e bebeu sozinho o que restava na garrafa. Naquele momento, ouviu-se um soluço, Octavius curioso logo olhou para o lado, antes de perceber que vinha de Tokki, que havia ficado bêbado depois daquele copo.
Sem pestanejar, logo Tokki iniciou um diálogo.
—Ei, pessoa desconhecida, você me promete algo?
Logo nosso protagonista olhou para Tokki agora caído no chão e só conseguiu perguntar o que ele queria que ele prometesse.
—Ora bolas, seu tonto, o que você acha, você me promete que todo mundo vai voltar são e salvo, aquele papo clichê de antes de ir pra guerra. Mas foda-se, eu quero que você me prometa isso. Você não mentiria, não é, pessoa desconhecida?
Ele ficou sem saber, ele já tinha visto uma situação parecida em um mangá no passado, mas não se lembrava onde. Sem muita opção e contando que ele não se lembraria (mesmo que ele não se importasse de verdade caso lembrasse), ele prometeu que sim. Tokki logo replicou.
—Está bem então, senhor desconhecido que provavelmente morrerei saber sem conhecer o nome. Mas se você quebrar essa promessa, se você me trair como o verdadeiro Octavius me traiu ao morrer, eu mesmo voltarei do além para te matar.
Após dizer isso, Tokki, por algum motivo inexplicável até por quem escreve os roteiros de deus, se levantou e tentou beijar o protagonista. Porém quando estava perto de conseguir, desmaiou.
Ele acabou por simplesmente tentar esquecer o que houve, cobriu ele e a si mesmo e se pôs a dormir.
O dia havia se passado, a passagem até Kelheim transcorreu sem problemas. Era final da tarde, e havia algo estranho no local.
Apesar de ser um horário comum, não havia ninguém não importava para onde você olhasse, o lugar estava abandonado como se perto dali explodisse uma bomba atômica, e as pessoas sabendo da radiação que viria do local, fugiam deixando tudo para trás.
Não era para menos, afinal o motivo foi notado logo que na sequência que o nosso protagonista achava que havia algo errado, um homem a uma distância em que ele começava a parecer uma formiga foi explodido sem piedade.
A ordem foi imediata: buscar abrigo, finalmente havia uma explicação de porque a passagem foi até agora tão tranquila até aquele momento. Todas as cidades que ficavam em uma linha reta de Munchberg até Kelheim haviam sido evacuadas por ordem direta do governo por saberem a rota que o grupo usaria.
Enquanto os grupos de Tokki tentavam se esconder como dava no momento, bombas explodiam por todos os lados, caças estavam preparados no local para abater quem mais estivesse ali e tivesse apenas problemas devido os estilhaços causados pelas bombas.
Era um ataque impiedoso que não deixava tempo para o grupo de Tokki reagir, quem não era atingido e morria na hora pelas bombas, recebia estilhaços e vidros que se partiam por causa do som que propagava. E os homens incapacitados no chão eram presa fácil para os caças e os robôs inimigos.
Tokki e Octavius por milagre não haviam sido atingidos ainda, então logo pensaram rápido. Desceram do caminhão de onde estavam e ativaram seus robôs mechas que estavam de forma compacta, algo de que tinha mais de 30 metros no normal, estava com 10% do tamanho, uma tecnologia inventada na última guerra para facilitar o transporte dos robôs principalmente pelo transporte que não suportava algo com mais de 5 metros na época.
Ao contrário de Tokki e Octavius, um caminhão que estava mais atrás foi atingido no momento que seus robôs mechas voltavam ao tamanho normal. Tokki logo mandou quem não soubesse comandar os robôs buscassem abrigos nos edifícios da região e tentassem fazer algo com suas munições antiaérea e antitanque.
Após um grande número visível de baixas, o contra-ataque finalmente teve início pelo lado de Tokki.
Tokki e o nosso protagonista rapidamente cuidaram dos caças que estavam por ali, com ajuda de seus companheiros que estavam dando cobertura pelos flancos.
Isso não estava nem perto de ser suficiente para resolver a situação vigente. Por mais que haviam exterminado os caças inimigos, ainda estavam sob forte fogo dos robôs mechas inimigos.
A situação estava quase que sem saída para nossos protagonistas. Um dead end e game over estava cada vez mais próximo, já que Tokki em seu robô conseguiu acessar o sinal das comunicações inimigas, e pode-se ouvir claramente que reforços vindos de Hofenfels e Amberg conduziam-se para Kelheim em alta velocidade. Se eles não dessem conta do que estava ali na frente deles, o jogo estaria terminado sem sombras de dúvidas.
Nosso protagonista logo olhou para o lado e sugeriu a Tokki que eles fugissem para a floresta que não estava muito longe de onde eles estavam. Sem opções, só restou Tokki acatar a ideia, mesmo que abandonasse no processo vários de seus companheiros.
Utilizando uma linha de rádio, ele agradeceu a todos pelos seus esforços antes de fugir, um puta papo clichê, mas que era o que tinha que ser dito no momento para amenizar o que ele sentia. Sem remorsos, seus companheiros entendiam os motivos e desejaram boa sorte ao capitão e que, pelo menos, ele e Octavius voltassem vivos daquela batalha.
Haviam ao todo além dos robôs de Tokki e Octavius, mais 6 robôs, haviam muitos mais, mas estes foram explodidos durante o bombardeio. Tokki passou a instrução a dois robôs que eram conhecidos como Destiny e Aegis que ficassem ali para distrair os inimigos. Enquanto Zero e Epyon iriam com eles para cobrir sua retaguarda, e Raiser e Qan iriam se camuflar e subir nas casas sem causar destruição visível para proteger os flancos.
Se tudo desse certo, eles atravessariam a floresta e chegariam a uma igreja, de onde usariam o dispositivo de teletransporte para fugir. O motivo de não terem usado antes de uma tropa que havia mais de mil homens se reduzida a meros oito, é que o dispositivo portátil era ultrapassado para a infelicidade de Tokki.
Veja, enquanto as Novas Mulheres tinham no seu portátil que poderia ser usado com um delay minúsculo de ativação, a versão que Tokki tinha pelo menos 10 anos, e o delay era de cerca de 30 minutos, que era o tempo estimado de sair da floresta e chegar a igreja, considerando que terão batalhas lá. E o dispositivo não tem uma forma de diferenciar quem é amigo ou inimigo, até pelas características de ambos os lados serem quase iguais é impossível programar algo do tipo. Logo ativar no meio do lugar central do ataque era pedir para levar mais chumbo inimigo a um local que você está fugindo, então a última coisa que Tokki quereria é que ele tivesse ainda mais fatalidades que já teve até o momento.
A floresta de Frauenforst tinha cerca de 20km e era formada por pinheiros e madeiras de lei, e eles precisavam cruzar tudo aquilo se quisessem sobreviver. A previsão dos reforços quando Tokki ouviu era de cerca de 1 hora, e naquele momento provavelmente haviam se passado no mínimo uns 20 minutos de acordo com os cálculos mentais de Tokki, já que seu relógio havia quebrado durante o bombardeio.
Logo se deu início ao plano de recuo para a floresta. Como Tokki e nosso protagonista estavam em lados diferentes da rua, cada um foi para um lado, acompanhado de alguém que cobriria a retaguarda e um pelos flancos por cima das casas.
Tokki abriu novamente o canal de comunicação inimigo para saber como estava a briga de seus companheiros deixados para trás. Seus inimigos pouco se importavam com a criptografia do sinal, o número deles era tão superior que eles sentiam que a vitória deles estava garantida de qualquer forma, por mais que Tokki e Octavius tentassem algo. Basicamente eles deixavam se ouvir de propósito.
A luta deles foi como o esperado, conseguiram abater alguns, acompanhado dos companheiros deixados para trás, porém o alto número logo cuidou deles. Não houve tempo de chorar pelos companheiros. Já que os inimigos também se separaram, e da mesma forma que Tokki havia mandado dois para os telhados das casas, o inimigo pensou o mesmo e logo rolou um intenso tiroteio envolvendo os dois.
A briga nos telhados das casas deixou grandes marcas na cidade, muitas caíram, houve um bom número de baixas dos que arriscaram por cima. Raiser conseguira abater por volta de 4 inimigos sozinhos e acabou perdendo pela quantidade de tiros tomados, os robôs são altamente resistentes, mas não são impossíveis de matar, principalmente quando os inimigos são outros robôs com as mais novas tecnologias possíveis.
Qan se saiu tão bem quanto, ele conseguia se desviar muito bem, ele conseguia se mover com o robô que parecia que ele o estava vestindo e não pilotando, acabou perdendo por uma granada explodir um telhado em que ele estava, e logo outro robô inimigo usou um míssil para mandar tudo pelos ares. Mas ao menos havia tido até ali 5 mortes confirmadas e 1 semi-inutilizado.
O ataque agora vinha por via terrestre, mais especificamente pela retaguarda que estava sendo protegida por Zero e Epyon. Zero que estava com nosso protagonista, foi o primeiro a sofrer ataque inimigo. Era uma situação nada tranquila ou favorável. Era um daqueles momentos que você sabia que estava ferrado e tudo que resta a fazer é tentar abater o máximo possível. Isso por que imagine o seguinte: Você está em um jogo online competitivo. É 5x5, e dos 4 companheiros, e agora apenas você sobrou para lutar contra os 5 adversários, normalmente numa situação dessas você tenta apenas matar quantos der, não importa se vai vencer ou não, se matar uns 2 ou 3 já é o suficiente e mostra o quanto você se esforçou naquela situação totalmente desfavorável.
O piloto de Zero mandou nosso protagonista seguir já que a coisa ficaria feia. O ataque para tentar eliminar alguns dos inimigos consistiu em primeiro tacar uma granada de fumaça, por mais que robôs tenham sensores de calor no normal, existe um tempo até que seu adversário raciocine e ative, basta você pensar mais rápido que ele.
E foi exatamente isso o que ocorreu, após a granada de fumaça, Zero tacou simultaneamente duas granadas explosivas, uma para o lado esquerdo e outra para o direito, a intenção passava longe de tentar atingir de verdade os inimigos, a mira foi feita de propósito errada para atingir as casas, naquele momento Zero ativou seus propulsores de voo e então naquele momento finalmente iniciou seu ataque com intenção de destruir o máximo possível.
Usando uma pistola com munição antitanque, o primeiro tomou um headshot aéreo que seria digno de slow motion caso a cena virasse um filme. Antes que os inimigos tivessem tempo de raciocinar, Zero puxou sua metralhadora que estava armazenada na perna esquerda. Ele não utilizou de fato dela, e sim fez da utilização da parte que disparava outra munição antitanque, já que não havia tempo para recarregar, e a prioridade era fazer com que nosso protagonista fugisse.
A munição atingiu perfeitamente o inimigo, e a poeira finalmente havia abaixado, aproveitando da visibilidade (e tomando tiros já que os inimigos finalmente haviam usado seus cérebros e feito algo), enquanto o chumbo comia, Zero seguia em alta velocidade em direção a mais um, 3 estaria mais que suficiente, sem mais nenhuma arma, o jeito foi puxar uma espada que tinha quase metade do tamanho do robô, e com essa espada, Zero fatiou seu terceiro inimigo, antes que sua blindagem começasse a falhar.
Zero sentia seu fim chegando quando ouviu a mensagem de “perigo” apitar loucamente no visor de sua cabine de piloto. Enquanto ele via sua vida passar em flashback, ele notou que tinha ainda mais uma granada explosiva. Isso foi o suficiente, a granada foi pega logo em sequência e antes que pudesse ser tacada, Zero foi inutilizado, porém, como o pino fora puxado, ao menos ele conseguiu inutilizar os outros dois inimigos que restavam ali e o piloto de Zero dava seu último suspiro sabendo que ao menos chegou perto de conseguir um feito histórico.
Ao mesmo tempo que Zero lutava, Epyon também tinha sua luta, essa para proteger Tokki. O piloto de Epyon não era experiente como o de Zero, então ele não obteve o mesmo sucesso que seu colega. Mas conseguiu algo ao menos, junto de Tokki, conseguiram abater alguns.
Ao todo, Epyon conseguiu abater 2, muito do que aconteceu, também se deve ao fato de que o contrário dos inimigos que Zero enfrentou, os de Epyon pareciam usavam seus neurônios de verdade, e trataram de amenizar os danos.
Porém ao contrário de Octavius-Zero que podia ser descrito como Inexperiente-Experiente, Tokki-Epyon era Experiente-Inexperiente. Então para a infelicidade de Tokki, ele teve que lutar junto se não quisesse morrer ali.
Tokki não se acanhou em pegar uma granada de antienergia, e mandou Epyon desligar temporariamente seu robô para não sofrer com os danos.
Uma forma de explicar granadas de antienergia é que elas funcionam por meio de um impulso elétrico, esse impulso é capaz de desabilitar qualquer coisa que use alguma forma de energia de qualquer tipo que fosse, existiam outras versões que literalmente pifavam tudo que tivesse em volta e obrigava os soldados a lutarem como se estivessem em séculos no passado. Normalmente esse tipo era mais utilizado em forma de bombas que de granadas, já que a utilização delas podia sair pela culatra, afinal, granadas não identificam quem as tacou, apenas faz o que foi fabricada.
A versão utilizada por Tokki, apenas causava uma falha na energia e fazia com que tudo precisasse ser iniciado de novo, e por isso para que eles pudessem tomar vantagem do efeito pós-explosão, ele mandou que Epyon desligasse seu robô. Ao desligar o seu, Tokki abriu manualmente sua escotilha superior, puxou o pino e tacou.
A primeira vista, os inimigos acharam que era granada explosiva e apenas se recolheram ao canto, e deixaram que caísse no chão. Quando Tokki ouviu os robôs dando uma leve recuada, começou uma contagem, e após cinco segundos, Tokki e Epyon ligaram novamente seus robôs. Estar tecnologicamente atrasado, ajudou pela primeira vez o grupo de Tokki nessa luta. Já que por causa de algumas funções, os robôs inimigos demoravam um pouco mais para estarem 100% para lutar.
Nesses poucos segundos de vantagem, Tokki e Epyon eliminaram tanto os inimigos que estavam no solo quando os remanescentes do ataque aéreo. Com a vitória, eles conseguiram seguir para a floresta sem grandes problemas.
Segundo as contas de Tokki, ele, Epyon e nosso protagonista tinham o tempo exato previsto para a chegada dos reforços na região onde eles estavam, e agora era a hora mais decisiva de todas, já que além do tempo contado, provavelmente os reforços viriam por onde eles estavam no momento, então um vacilo eles estariam cercados pelos dois lados, e a situação só piorava quando Tokki lembrava que estavam praticamente sem munição.
Assim ele ativou o dispositivo, e iniciou-se a batalha final de Kelheim. A cidade já estava totalmente destruída e provavelmente seria esse o destino dos pobres pinheiros e madeiras-lei. O problema de fazer muito barulho, era problemático para ambos os lados, por isso essa luta seria decidida por quem fosse mais silencioso. Tokki imediatamente mandou nosso protagonista de Epyon só falaram o que fosse estritamente necessário. Um alarme falso era tudo que Tokki menos queria.
Um forte vento frio batia nos corpos. Para poder serem mais discretos e aproveitar a floresta, os robôs foram abandonados nas proximidades da floresta. Os inimigos viram obviamente, já que os robôs eram maiores que a maioria das árvores ali presentes e fizeram o mesmo.
O vento soprou novamente quando o piloto de Epyon tomou um susto, um animal selvagem apareceu, ele quase atirou, mas Tokki evitou que algo ainda pior ocorresse ali, já que os tiros entregariam totalmente a posição deles.
A floresta seguia, um pequeno rio servia para molhar as bocas secas dos três, tiveram que ser rápidos, beberam e já saíram do local, não havia como saber a distância dos inimigos. Até o momento estava tudo tranquilo, não havia nenhum sinal de uma alma viva não importava que lado você olhasse.
Periodicamente o vento soprava para causar frio, esse seria o menor dos problemas pois o silêncio foi interrompido. Não era um inimigo humano, e sim inimiga máquina, um drone que sobrevoava os havia detectado e começou a disparar, e não havia cansaço ali, tiveram que tirar energia de onde não tinha mais para correr até uma árvore de madeira lei que estava próxima deles.
Atrás de sua madeira resistente, nosso protagonista podia ser inexperiente para pilotar robôs mechas gigantes, mas não era com armas de fogo. Ele puxou o gatilho, e com apenas duas balas, conseguiu abater o drone.
Porém o drone era o menor dos problemas ali, o piloto de Epyon logo sentiu algo encostar em sua mão, era uma granada que havia acabado de ser tacada pelos inimigos que usando o barulho produzido pelo drone, correram para lutar contra. Tokki e nosso protagonista conseguiram fugir dos piores efeitos da granada, abafados principalmente pela madeira lei. Mas o piloto de Epyon não teve a mesma sorte, suas pernas haviam ido pro brejo, e Tokki e nosso protagonista teriam que deixa-lo para trás.
Ele agradeceu a Tokki por tudo, e pediu desculpas por não ter podido ser mais útil. Tokki sorriu e disse que ele fez o que pode dada a situação esmagadora que eles enfrentavam. Tokki colocou uma metralhadora nas mãos dele e pediu que sua última missão fosse atrasar o máximo que pudesse os inimigos. Ele sorriu e apenas se ateve a dizer “Pode deixar”.
Assim com mais um companheiro deixado para trás, Tokki e nosso protagonista voltaram a correr como um aluno corre na saída do colégio, tão rápido quanto um atleta olímpico, tirando forças lá da reserva.
De tanto correr, eles acabaram chegando ao objetivo que era a igreja. O dispositivo ainda levaria mais cinco minutos para ser ativado. Eram apenas eles dois contra vários inimigos. E para piorar a situação logo se ouvia o som dos reforços chegando. Tokki e nosso protagonista correram para a frente da primeira cadeira, e tudo que ouviam era som de explosivos tentando mandar tudo abaixo.
Quando esses sons abaixaram, ambos levantaram e começaram a trocar tiros, alguns soldados a pé invadiam a igreja para tentar matá-los. Um tiro atingiu o ombro de nosso protagonista, mas ele provavelmente sobreviveria, já que a bala atravessou.
Naquele momento um sargento invadiu a igreja, altamente treinado, a cada troca de tiros, ele pulava as cadeiras da igreja como se fossem meros obstáculos de uma corrida enquanto não Tokki e nosso protagonista não voltassem a trocar tiros. Enquanto ele pulava de fileira em fileira, a munição ia se esgotando.
Quando o dispositivo entrou nos seus 15 segundos finais, restava pôr o tamanho da área e ativar, nesse momento quando o sargento inimigo pulou o que restava das cadeiras. Tokki e nosso protagonista recuaram do canto superior para o esquerdo para se protegerem. Naquele momento se ouviu que a munição de nosso protagonista acabou, o sargento aproveitando uma beirada das costas que Tokki deixou vacilar puxou o gatilho e atingiu as costas dele. Ao contrário da sorte do protagonista, as balas que atingiram Tokki não atravessaram. Era o fim de Tokki, com tantos tiros, ele só sobreviveria por um milagre e se tivesse atendimento naquela hora, o que era impossível de acontecer.
Tokki notando que não rapidamente que não ia resistir disse que “É, pelo visto você não conseguiu manter a promessa.”. Um dos tiros que atingiu Tokki, acertou onde ficaria nosso coração, e era muito improvável que a bala não tivesse chegado ali. Nosso protagonista ficou triste e espantado ao mesmo tempo, espantado por ele ser daqueles bêbados que lembram de tudo quando acordam (ou simplesmente ele só fingiu, mas nunca saberemos) e triste já que ele não conseguiu uma pessoa importante para a solução do problema daquele mundo. Apesar do pouco tempo, ele até que estava começando a gostar dele.
Naquele momento uma granada explodiu ao seu lado e o fez desmaiar, mas não o atingiu muito, já que naquele exato momento, o dispositivo acionou e ele fora teletransportado junto do agora cadáver de Tokki para algum lugar.
O sargento que matou Tokki assim que viu o flash de luz, foi ver o local onde eles estavam, não havia nada além do sangue de Tokki, logo ele pegara o dispositivo para tentar descobrir onde eles foram, mas o dispositivo havia se autodestruído e assim preservando o local para onde ambos foram.
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