As palavras não me confortam mais

Minha razão foi consumida pela loucura

E meus medos parecem tomar conta de mim

O meu ser, aos poucos se desfaz em meio ás mágoas

E vejo minha vida ser desperdiçada em minhas mãos

Perguntando-me por que ainda permaneço aqui

Me pego a conversar com a morte,

Que me pergunta por que evitá-la mais uma vez

Afinal, por dentro já estou morto há muito tempo

As trombetas do fim parecem me chamar

Parecem se aproximar, por que evitar?

Nada parece adiantar, então por que não me entregar?

Talvez, uma solução eu venha a achar.

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