Suicidal Girl
2 Mistery Gilr
Notas iniciais
Assim que terminei meu banho sai do banheiro e fui até o meu guarda roupa para escolher qual roupa iria hoje à escola. O que não demorou muito já que eu não sou de me arrumar tanto para ir à escola.
Como hoje esta fazendo um calor danado optei por um vestido florido meio soltinho com “cintinho” no meio, na verdade não é um cinto é tipo um elástico no meio para deixar o vestido mais bonito, calcei meu all star vermelho, e deixei meu cabelo solto. Procurei pela minha bolsa e assim que a encontrei a coloquei sobre meu ombro e sai de quarto pegando meu celular e trancando a porta.
Enquanto eu descia as escadas olhei o meu pulso para ver se os cortes nele estavam chamativos ou se dava para ficar sem as minhas pulseiras, e para minha sorte eles não estavam, mas também já faz quase uns três dias que não me corto mais e tomara que eu não precise pegar minha lâmina tão fácil.
Assim que cheguei à cozinha vi que minha mãe, como sempre, não tinha feito meu café da manha então só peguei uma maça e sai de casa para escola. Provavelmente não haverá quase ninguém lá, mas assim é melhor pelo menos não vou ver a cara de ninguém tão cedo, já que as aulas só começam as sete e meia e ainda era seis e cinquenta.
Adentrei os corredores da escola e tinha umas dez pessoas ou menos por ali. Caminhei até meu armário para pegar o material que eu teria aula no dia de hoje assim que peguei tudo fui para minha sala, e como esperado não tinha ninguém nela.
Entrei e me sentei no lugar de sempre, na ultima carteira ao lado da janela, peguei meu celular e meu fone o conectei no celular e fiquei escutando música enquanto esperava dar a hora do professor chegar.
Logo os corredores começou a se lotar de gente e quando fui ver todos os alunos já estavam na escola conversando com seus amigos enquanto eu estava ali sozinha e quieta no meu canto ouvindo minhas músicas e refletindo sobre minha vida.
Bateu o sinal e cada aluno foi para sua devida sala. Minha primeira aula de agora seria de Matemática e ela havia falado na aula anterior que hoje teria um trabalho em duplas.
Se não fosse por ela provavelmente eu iria sozinha, mas ela tem a mania de sempre escolher as duplas para não ficar as panelinhas de sempre.
Os alunos sempre “brigavam” com ela por causa disso, mas se ela se importava? Nem um pouco ela falava que era melhor e que nós poderíamos fazer amizade com outros alunos da sala, mas eu sabia que isso não iria acontecer comigo por que sempre que eu converso com alguém eu sinto como se eu tivesse a incomodando então eu sempre fico no meu canto quando acabamos o trabalho enquanto a pessoa ao meu lado vai atrás de sua amiga ou amigo.
Eu também tinha ouvido falar que hoje teria um novo aluno na sala, e com certeza ele iria se juntar com os garotos do grupinho da máfia, sim na minha classe é assim cada grupinho de amigos tem um nome, e eu por incrível que parece sou do grupo da máfia onde há no mínimo a metade da sala.
A professora apareceu na sala com uma pessoa ao seu lado que eu suponho que é o aluno novo. Ele estava de cabeça baixa até o momento em que entrou na sala, mas assim que ele levantou a cabeça eu fiquei boquiaberta, Meu Deus mais que aluno hein!
Ele é o menino mais bonito que eu já vi na minha vida tinha os olhos da cor de mel, o cabelo meio loiro pode-se dizer um castanho bem claro, os músculos que mostram que teve que ralar muito na academia para tê-los e aquelas tatuagens que deixava qualquer garota louca e qualquer menino com inveja.
Olhei para os lados e vi todas as garotas babando por ele e percebi que eu estava fazendo o mesmo então logo virei meu rosto para o lado, não quero ser igual essas meninas da minha sala que não pode ver um garoto bonito e só falta levantar as pernas e dar para ele ali mesmo no meio de todo mundo.
A professora o apresentou par a sala, mas eu não pude escutar seu nome, pois ainda estava com meu fone e olhando para o lado de fora da janela. Porém assim que ela chamou a minha atenção eu o tirei e guardei dentro da minha bolsa.
Continuei olhando para o lado de fora até eu escutar a professora falar meu nome.
—Selena você ira se sentar com o aluno novo Okay? – assenti.
Pov. Justin Bieber.
Assim que pisei naquela classe todas as garotas me olharam, obvio que não olharia para esse gostosão aqui? Mas uma garota me chamou muito a minha atenção. Ela era a única que estava olhando para o lado de fora ao invés de olhar para mim, uma coisa que me intrigou bastante já que todas as meninas não tira o olho do garotão gostoso aqui.
A professora mandou eu me sentar ao seu lado, e eu tive que ir sem reclamar, mas para que eu iria também nem conheço a Garota.
Fui em sua direção e assim que cheguei ao seu lado puxei uma carteira juntamente com uma cadeira e me sentei ao seu lado.
Ela me olhou, mas virou o rosto e isso me incomodou um pouco, na verdade muito parece até que ela não gosta de mim ou que fiz algo para ela.
E como eu não gosto nem um pouco de ficar sem conversar com alguém decidi me apresentar mesmo sabendo que ela já sabe meu nome.
-Prazer Justin Bieber – estendi minha mão em sua direção. Ela me olhou assustada por alguns segundos, mas logo relaxou e apertou minha mão.
—Prazer Justin, sou Selena, Selena Gomez. — Mano que voz essa garota tem é tão doce e fina, mas não aquelas vozes finas que você logo se irrita só de ouvir, a dela é muito diferente você tem vontade de gravar ela falando e ficar escutando o tempo todo.
—Nome bonito.
—Obrigada, o seu também não é nada mal- ela dá um sorriso forçado. Como eu sei? Faço isso todos os dias então já sei quando alguém também esta fazendo.
Percebo que ela não é de falar muito já que toda hora em que eu termino de falar com ela, a mesma vira seu rosto e fica olhando para o lado de fora da janela.
—Você não gosta de falar muito né?
—Não é isso é que... – ela para de falar assim que percebe que ia falar alguma coisa que não devia- Eu só sou na minha.
—Então eu acho que estou te incomodando.
—Pelo contrário você é o único aqui que se dirigiu a mim sem querer algo em troca, então eu estou muito feliz com isso — ela dá um sorriso e agora eu percebo que a uma certa sinceridade nele.
Pov. Selena
E eu pensando que ele seria igual a todos dessa sala e só ia conversar comigo na hora que não entendesse algo da folha que a professora passou ou quando precisasse de algo, mas vi que eu estava enganada.
De qualquer jeito não vou abusar da bondade dele e ficar conversando com o mesmo, eu sei que sempre que quando converso com alguém eu a incomodo mesmo quando a pessoa nem me conhece.
É claro que eu estava morrendo de vontade de falar com ele, mas com a minha má reputação que tinha não me deixava trocar nem se quer uma só palavra com ele, eu tinha medo dele ver como sou e logo fazer igual meus “amigos” e me deixar sozinha, para eu ir lá e me cortar igual eu sempre faço quando acontece algo de errado comigo, mano isso é um vicio nunca fazem isso por favor.
—Você não vai mesmo falar comigo né? — ele diz quebrando o silêncio que estava entre nós dois.
—Eu não sou de conversar muito com as pessoas.
—Percebi isso, mas, por favor, converse comigo eu não aguento ficar nesse silêncio- ele diz quase implorando para mim conversar com ele.
—Se você quiser pode ir conversar com algum garoto da sala já estou acostumada com as pessoas fazendo isso comigo- dou um sorriso forçado me segurando para as lágrimas não caírem, pois as lembranças dos maus momentos que eu tive nessa escola venho na minha mente.
—Eu quero conversar com você. Garota Mistério.
—Garota Mistério?! – digo rindo do apelido que ele me deu.
—É você não me fala nada só fica olhando para o lado de fora como se estivesse esperando alguém passar... — ele para de uma vez e faz uma cara maliciosa – É o boy né garota? – ele diz me dando um empurrãozinho – Safada. — Agora sim eu me solto na gargalhada.
—Que Boy garoto “cê” ta maluco? – digo tentando cessar minhas risadas.
—Uai você não para de olhar para o lado de fora quer que eu pense o que? Que você esta esperando que um milagre aconteça? – sim eu estou me deu uma enorme vontade de falar.
—Pode pensar o que quiser, mas eu não estou esperando boy nenhum tá.
—Ta bom. — ele diz com uma voz tipo: “Eu sei que não é verdade, mas vou fingir que acredito”.
—Olha que tal nós pararmos de discutir sobre o porquê de eu estar olhando para o lado de fora e vamos fazer essa lista que a professora deu?
—Ah mais por quê?
—Ah eu não sei- digo sarcástica- Eu acho, mas só acho mesmo, que é por que a aula já esta quase acabando e nós não fizemos nada nessa folha.
—Idai?
—Idai nada, eu sou péssima em matemática e isso vai me ajudar a ter um ponto a mais na prova Okay?! – digo um pouco rápido.
—Ok!
Dito isso nós começamos a fazer as coisas na lista o que demorou uma eternidade, pois eu não sabia na de Bhaskara e muito menos ele. Pedimos tanto a ajuda da professora que quando terminamos até ela comemorou.
Enquanto eu esperava o outro professor chegar Justin foi se enturmar com os alunos da classe, e mais uma vez eu estou sozinha na sala quando eu pensei que eu teria um amigo vejo que estou enganada.
E vocês devem estar falando, mas ele só foi cumprimentar os alunos o que tem de mal nisso? O que tem de mal nisso é que ele já conversou com a sala toda e agora esta com o grupinho dos moleques da “máfia”.
Sim eu sei que o correto é ele ficar com os garotos, mas vocês nunca ouviram falar de amizade entre uma menina e um menino?
Quando o professor chegou todos os alunos foram para seus respectivos lugares, mas só uma pessoa não foi para seu lugar. Ele mesmo que vocês estão pensando, Justin, os alunos ainda estão sentados em duplas, mas como eu sou a diferentona fiquei sozinha.
O professor de agora era de ciências ele é um dos professores mais engraçados da escola, se não for o único, o mesmo se apresentou para Justin e Justin se apresentou para ele, porém assim que o professor virou para escrever a pauta na lousa o ser humano que eu considero meu amigo ou colega sei lá, sim eu sou muito indecisa, veio para seu lugar ao meu lado.
—Esse professor me deu medo- ele cochichou no meu ouvido.
—Ele sempre dá medo nos alunos novos, mas logo você se acostuma coma cara feia dele. –digo e volto a prestar a atenção na aula, eu sou apaixonada por ciências, e quero fazer medicina veterinária na faculdade então tenho que prestar a atenção nas aulas.
—Você esta triste comigo?
—Eu não, por que estaria?
—Simplesmente por que eu t deixei aqui sozinha e fui conversar com os outros alunos.
—Eu já disse milhares de vezes que eu já estou acostumada com isso Justin, não precisa se incomodar.
Sim realmente eu estou triste com você pelo o que você acabou de fazer comigo, mas não liga não você pode fazer amizade como todos, a menos que você não faça igual a eles e me troque depois que se enjoar de mim.
Por muito pouco eu não falei isso para ele, mas eu não tive corregem então como sempre fingi que estava tudo bem e voltei a prestar a atenção na aula.
O dia passou super devagar e provavelmente vocês estão achando que hoje meu dia foi diferente e eu não fiquei sozinha pelo contrario eu fiquei a maior parte do meu tempo sozinha escrevendo nos meus cadernos frases do tipo:
“Por medo, as pessoas precisam esconder o que elas sentem o que elas são e o quanto elas sofrem!”
“Já foi muito magoada por isso magoa sem dó.”
“-Qual seu talento?
—Sei sofrer em silêncio e ainda por um sorriso no rosto isso serve?”
“Vi pessoas me deixando quando eu mais precisei.”
Entre varias outras que estou com preguiça de falar. O sinal bateu indicando que já estava na hora de ir embora, eu esperei todos saírem para depois sair, eu tenho essa mania estranha. Coloquei minha bolsa no ombro me despedi do professor de História e fui para minha casa.
Chegando chamei pela minha mãe e vi que não tinha ninguém em casa, subi para meu quarto tirei toda minha roupa e coloquei um vestido preto, meu sneaker preto, amarrei meu cabelo em um coque, passei uma maquiagem e peguei meu óculo de sol com as lentes roxas uma pulseira preta coloquei meu piercing no nariz meu celular e sai de casa.
Eu não gostava de ficar em casa então eu sempre saio depois que chego da escola minha mãe também não deixa o almoço pronto então eu vou sempre no barzinho mais próximo e compro um salgado para mim.
Mas hoje eu vou ir um pouco no parque faz muito tempo que não venho aqui desde que o meu pai se separou da minha mãe e isso eu tinha uns oito anos e agora eu já tenho dezesseis anos.
E esse foi um dos motivos para minha mãe ficar tão má igual ela esta, minha mãe amava demais meu pai e quando ele se separou dela e ela entrou em depressão e quando conseguiu sair desse problema ela começou a falar que eu era à culpada pelo meu pai ter se separado dela quando na verdade a culpada é ela mesma.
Minha mãe é muito possessiva e meu pai odiava isso nela então ele se separou dela para se livrar dessa paranoia dela. E desde então ele nunca mias venho me ver, nem saber se estou bem ou não.
Mais isso já passou e eu superei, eu acho, continuei minha caminhada até chegar perto de um banco me sentei ali e fiquei mexendo no meu celular conversando com meus amigos virtuais, neles sim eu podia confiar.
Uma mão toca meu ombro me fazendo ter um susto enorme. Virei-me para dar um tapa na pessoa atrás de mim, mas quando eu vi quem era abaixei minha mão.
—Você me assustou sabia. – digo brava
—Me desculpa, não era minha intenção garota mistério.
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