Suicídio
1 Suicídio
Doze badaladas
Sim meia noite, como toda historia
Nostalgica e fatidica...
Uma historia comum, um filme qualquer...
Tudo escuro em minha volta
O chão tentava absorver minhas lágrimas
Mas me afoguei nelas sem perceber
Meus olhos estavam fechados, mas
Palavras vinham de algum lugar
E penetravam em minha mente
Pensamentos deprimidos, tristes, paranoicos
Sentia dor mais não conseguia alcanar o lugar
Parecia não fazer parte de mim...
Doia, sangrava mas eu não conseguia estancar aquele sangue
Minhas forças se esvaiam
Aquele sangue continuava a jorar dos meus pulsos
Lágrimas saiam dos meus olhos sem eu perceber,
Peguei um pano, sequei meus olhos, me olhei no espelho
E percebi que o que ainda não havia me dado conta
Aquilo no valia a pena mas era tarde demais para voltar atrás
Agora aquela lâmina ensanguentada em minhas mãos
Já havia dado rumo ao meu destino
Que nada mais era, do que o destino de alguém fraco
Que não teve forças para enfrentar a vida
De cabeça erguida, e agora pessoas chorariam por mim
Me esqueceriam, se lembrariam, me manteriam
Em seus corações.
Mais a vida seguiria sem mim
Então continuei a fixar minha imagem no espelho
Agora palida e quase sem vida
Arrumei meus cabelos e me preparei
Para morrer com o minimo de dignidade
Deitada na imensidão dos lençois brancos da minha cama.
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