S.u.g.a.r

1 Primeiro contato


Notas iniciais
Espero que aprecie este começo...
Nem tudo é o que realmente achamos que é.

Pedro, 22h 23min — São José(Local do primeiro incidente), 23 de Setembro de 2014

O som da chuva batendo na calota do carro... Tirei a chave da ignição e aproveitei o som... Peguei meus óculos no porta luva e os coloquei. Meu celular vibrou, olhei no display: "Sam Ju Caling..." Droga, mais um policial Florence pedindo minha ajuda, hoje a noite seria legal... Olhei no meu relógio de pulso: "22:25".

- Fala Sam — Falei sem vontade

- Volcê vai ficar na plocaria do seu Corolla até quando? — Ele me disse com seu sotaque Coreano...

- Quando você aprender a falar correto, imbecil. — Coloquei minha mão na maçaneta da porta...

- Falarei certo quando volcê não ser um cletino — Demos uma leve risada, desliguei o rádio. Abri a porta e pisei na calçada... O vento gélido já passou por meu corpo inteiro... Respirei pela boca e saiu aquela nevoa branca, do encontro do ar quente com o frio... Levantei-me e Fechei a porta, olhei para cima, contemplei o céu azul escuro, as leves gotas caindo sobre minha face e minha jaqueta...

- Cretino! — Gritou Sam um pouco longe de mim. Virei-me e olhei para ele. Tirei um cigarro do meu bolso e acendi, coloquei na minha boca e traguei. Soltei para cima e fui na direção dele, havia três viaturas com a sirene ligada, mas sem som. Uma ambulância e uma BMW X6 do Sam. Cheguei a nele e comprimentei-o.

- Me fala o que aconteceu aqui... — Ele concordou com a cabeça.

- A vitima foi esfaqueada três vezes no pescoço, neste local — O local era atrás de uma lojinha de conveniências, havia muito sangue na parede e no chão.. — Depois o agressor arrancou a cabeça dela e levou com ele... E até agora é isso que sabemos... O corpo já está sendo levado para autopsia. — Ele olhou para mim e me entregou uma pasta, peguei-a e abri. Era o mapa da cidade algumas fotos de câmara de segurança e fotos do satélite... Nada perceptível na hora. Estava voltando para meu carro... Dei outra tragada e joguei no chão... Apertei o alarme e a porta abriu. Sentei-me e bati a porta. Tirei outro cigarro e acendi, dei outra tragada, liguei o carro, acelerei e esperei o Sam sair com o carro dele para segui-lo. O telefone tocou, olhei no display novamente era o Sam.

- Fala... — Dei ré para que ele saísse.

- Então, o que pensou? — Ele virou a esquerda e fui no embalo dele.

- O básico, ex-namorado, marido, namorado... Dividas de droga, cabaré, lugar errado e tempo errado...

- Cleio que não... Foi muito brutal. A faca deveria ter uma espessura de uns 0,5 MM... muito fina, foi algo planejado.

- Então divida ou cabaré? — Ele parou em um farol. Parei atrás dele, dei outra tragada e olhei para o lado, vi algo que me chamou atenção, um cara sem camiseta entrou em uma loja com uma placa de "Closed" em seu vidro. Ele olhou para trás diversas vezes então entrou, andou um pouco, passou pelo balcão entrou em outra porta mais ao fundo.

- Encosta, quero ver algo. — Peguei a pistola em baixo do banco e a engatilhei. Era uma FiveSeven, uma pistola com 20 balas por pente. Precisa e prática.

- Sua intuição? — Falou com ironia, mas eu era muito bom com instintos.

- É, quase isso... — Encostamos nossos carros, desliguei o carro, ele fez o mesmo... Abri a porta ele fez o mesmo. Fiz não com a cabeça e um triângulo com as mãos, era um sinal nosso para ele ficar no carro e deixar o mesmo ligado para uma fuga rápida. Coloquei a pistola sobre minha coxa e fui em direção a loja, dobrei a esquina, dei alguns passos e cheguei na porta, tentei ver se tinha alguém, mas não havia, só debaixo da segunda porta que o individuo entrou havia uma luz. Coloquei a mão na maçaneta e empurrei, havia um maldito sino, que fez seu barulho quando abri a porta. Peguei meu celular e liguei para Sam, ele já entendeu, não era para ele falar nada, apenas escutar... Caso acontecesse algo ele iria saber e podia tomar as devidas precauções. Encostei a porta, apontei a arma para a segunda porta e fui andando lentamente, só escutava minha respiração e o som do meu sapato social batendo no taco do chão. Contornei o balcão e cheguei de frente a porta. Ela não tinha maçaneta era só empurrar, coloquei minha mão na porta e a pistola na fresta que iria haver assim que eu a abrisse…

A porta se abriu, pude ver um corredor com suas luzes acessas e havia três portas, duas do lado direito e uma do lado esquerdo e no final do corredor havia uma porta com uma placa “Exit”. Fui em direção a primeira porta da direita, fiquei de frente para a porta, coloquei a palma de uma das mãos e empurrei, apontei minha pistola para o centro do comodo, notei que era uma cozinha tipica de bar, suja e organizada, dei uma olhada rápida e constatei que não havia ninguém, fechei com cuidado a porta e me virei para a porta da esquerda do corredor. Fiquei de frente para ela, coloquei a mão na maçaneta e abri a porta, o local era um quarto, com uma cama central bagunçada e uma janela no alto, um criado mudo e parecia que este quarto não foi limpo a anos… E também eu havia achado o cara que entrou nesta loja, o qual eu o tinha seguido, o estranho é que ele estava pelado a poucos centímetros da cama, com um celular na mão, minha pistola estava apontada para o peito dele, ele ficou com uma cara de assustado e espanto, ele fez um sim com a cabeça, eu retribui, abaixei minha arma e então senti uma pancada na minha nuca, fui jogado contra o chão, acabei ficando de quatro, minha visão estava embaçada e uma dor surreal em minha nuca, quando fui tentar olhar para cima, só consegui ver o pé do homem a centímetros de minha face, só consegui proteger com meus dois antebraços, então ele chutou, perdi um pouco do ar, minha tontura aumentou, minha visão quase preta, então caí de bruços, respirei fundo para tentar pensar, então tomei outra paulada nas costas, me contorci um pouco, cerrei os dentes, minha arma estava em algum lugar que não consegui distinguir, notei também que não era madeira, mas sim uma barra de ferro que estavam me agredindo. Respirei fundo novamente para clarear meus pensamentos e o homem pisou em minha cabeça, bati com ela contra o chão, senti minha boca sangrar… Então consegui pensar, havia duas pessoas, uma estava na porta a outra no quarto, pela força que eu tomei da barra de ferro, certamente ele deve estar no máximo a um metro de mim, o homem está a centímetros. O tempo entre uma ferrada e outra foi de três segundos, então tenho dois segundos para fazer meu movimento, o cara está me pisando a cada um 1 segundo, assim que eu sentir o pé dele darei um soco em seus testículos e então com a outra mão irei pegar impulso para trás, assim chutarei a pessoa com a barra de ferro a centímetros de mim, assim virarei de costas para o chão e a barra de ferro caíra em meu corpo.

Assim que senti o vento do pé do homem, me virei e dei o soco nos testículos dele, minha visão ainda estava turva, mas consegui ver uma forma de humano com uma barra de ferro na metade do caminho do movimento de me agredir, o homem gritou de dor e se curvou, com meu outro braço ainda no chão, peguei impulso para trás e consegui chutar a barriga da pessoa com a barra de ferro, então ela foi jogada para trás e escutei o barulho da parede, virei-me de costas e a barra caiu em meu peito, com um pouco mais de força que achei que iria cair, minha visão ainda estava embaçada, peguei a barra de ferro, fiz um movimento de meio circulo sobre minha cabeça e acertei as canelas do homem, ele caiu de costas ainda gritando, rapidamente me coloquei de pé, a outra pessoa se levantou com um pouco de dificuldade, minha visão deu uma clareada e eu consegui distinguir a pessoa, era uma mulher entorno de trinta anos e estava semi nua, tentei gritar “Calma!”, mas ninguém deixou, antes de eu falar, o homem chutou meu joelho, e pela técnica dele, ele sabia algum tipo de luta, caí de joelhos, olhei para a mulher, ela estava começando a correr em minha direção, olhei para os pés dela, ela começou a correr com o direito, então pisou com o esquerdo, pisou com o direito, esquerdo, quando ela ia fazer a troca de pés, eu com a barra de ferro acertei o tórax dela, no momento exato que ela estava com os dois pés no ar, assim ela foi jogada contra a parede do quarto, um hematoma roxo apareceu na hora… Olhei para o homem ele estava encostando em minha arma, com os dedos ele conseguiu trazer para a palma da mão. Ele estava de peito para o chão, com um braço esticado segurando a arma, em média uma pessoa normal demoraria dois segundos para apontar a arma para mim, porém a ultima vez que ele havia olhado para mim eu estava de joelhos, então ele virará mirando para mim ajoelhado, então joguei meu corpo para trás, minhas costas bateu no chão e ele completou o movimento de mirar para mim, assim que terminou ele disparou na parede, exatamente onde eu estava, agora deitado eu com a barra de ferro de baixo para cima acertei a mão dele, ele largou a arma e ela foi jogada para cima, eu ainda estava tonto, mas me coloquei de pé, e dei uma ultimo ataque, de cima para baixo na parte lateral do crânio, bem na orelha, o homem desmaiou na hora.. Senti o meu corpo latejar de dor, minha boca ainda sangrava e eu respirava pela boca, virei-me para a mulher, ela estava desacordada também… Larguei a barra de ferro e peguei minha arma.... Olhei para minha cintura, procurando o meu celular e não havia nada, olhei pelo chão e achei ele quase em baixo da cama, andei até ele, minha audição estava voltando ao normal, eu já escutava as sirenes, o Sam havia feito tudo direitinho…

Notas finais
Ainda está em desenvolvimento.
Grato pela atenção.
Postarei a continuação regulamentante.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.