Sufocou-se

27 Imensidão


Notas iniciais
Heey! A palavra do dia é janota. Boa leitura a todos =)

Abri os olhos. Um movimento rápido, urgente. Uma tentativa de fuga daquele pesadelo. Mas não fugi, pois me encontrava no mesmo escolho de antes. A única diferença é que qualquer um consegue vê-lo, embora não o façam verdadeiramente. Quer dizer, a praia está tão distante... Quem chegaria até aqui? O pôr do sol é de fato incrível. Talvez alguém apareça... Contudo só seguiria pegadas, com medo de entrar no mar.

Um sorriso fraco – involuntário; social – veio aos meus lábios. Eu não tinha mais medo. Não tinha mais nada, na verdade. É por isso que as ondas me encantam tanto! Pensei. Naquele momento, eu estava na ponta. No fim. Ele se foi e isso silenciava-me. Por favor, escute meu silêncio. Olhe nos meus olhos. Leia as entrelinhas... Não torne isso em algo janota, porque eu estou morta. Acabou. A última gota doce caiu já com gosto de oceano, pois ninguém encontra a imensidão.

Sufoquei-me. Muito antes de afundar. Muito antes de lembrarem. Era contínuo. Como se tivesse alguma coisa que me impedisse não de respirar, mas de querer respirar. Dei o último passo e caí, sentindo o vento no meu rosto, a liberdade, a felicidade. O suicídio.

Então, fechei os olhos.

Notas finais
É isso. O último capítulo. Agradeço do fundo do meu coração a todos que acompanharam, favoritaram e comentaram. Espero muito que tenham gostado! Beijos e até algum dia Ç:
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!