Sueles Volver

1 Capítulo 1 - O Dia a Dia - parte 1


Any, deitada em sua cama, observava cada pedaço do espelho que havia quebrado no dia anterior. O espelho seu maior inimigo, quem a atormentava cada minuto que se via diante dele.

Flash Back

Any se olhava no espelho e observava suas formas, apesar de serem completamente perfeitas as via destorcidas, maior, para ela era como o maior inimigo a chamando de gorda.

Por um momento pegou a escova de cabelo que havia sobre a penteadeira e a jogou no espelho. Era um ótimo espelho, tradicional como o estilo do castelo onde vivia em Paris, pinturas antigas, decoração tradicional, para aquela nova adulta aquilo tudo era ridículo.

Fim do Flash Back

Any olhava tudo aquilo a sua volta e pensava “porque ainda moro aqui?”, cada quadro antigo, cada parede envelhecida a fazia ficar cada vez mais revoltada com o que vivia.

De repente uma voz invade seu quarto a chamar por seu nome, era sua mãe Marichello. Any permaneceu em silêncio a voz ia se aproximando e continuava a chamar pelo nome de Anahí, mais agora com um tom mais forte e bravo!

Marichello- Anahí me responda!

Marichello batia a porta do quarto de Anahí, ela permanecia parada, apenas a olhar para a porta. Sua mãe então entrou no quarto.

Marichello- Porque não me responde?

Any- Porque não quero. – dizia com a voz seca –

Marichello- Não fale assim comigo! Sou sua mãe!

Any a ignorava completamente, não queria saber que sua mãe tinha para falar.

Marichello- Está bem! Se vai se fazer de surda e mal educada, problema é seu. Só vim avisar que o jantar está na mesa!

Marichello ia saindo do quarto e Any deu uma simples resposta ainda com a voz seca.

Any- não vou comer. – revirou-se na cama olhando para a parede contraria a porta –

Ela já sabia qual seria a reação da mãe.

Marichello- Como não vai comer Any? Você está seca! Não te vejo comer nada!

Any- Me deixa ta!

Marichello- Anahí Portillo pare com isso vai comer já!

Any fingiu não ter ouvido o que sua mãe falava, a ignorou completamente.

Marichello- Não vai responder?

O silencio continuou. Marichello então desistiu e saio do quarto resmungando.

Any derramava algumas lagrimas, era uma mulher muito fechada, não gostava de expressar o que sentia para os outros, e estava sofrendo com o que passava.

Após alguns minutos alguém volta a bater na porta de seu quarto.

Any soluçava singelamente e não quis responder.

Dessa vez era Marichello, só que a irmã de Any, mais conhecida como Mari. Mari era a única que Any ousava contar o que sentia, era sua irmã mais velha e as duas se amavam muito. Mari era a maior confidente de Anahí.

Mari- Any, sou eu! Mari! Deixe-me entrar!

Any- Deixa-me em paz Marichello!

Mari sabia que Any estava em uma de suas crises, não iria tentar pois sabia que só iria irrita-lá.

Enquanto isso em uma casa distante ainda em Paris acabavam de se mudar a família Herrera.

Poncho- Bonita a casa mãe!

Jéssica- Bem aconchegante!

Poncho- Verdade!

Jéssica- Não é do tamanho da nossa outra mais é boa!

Poncho- Está ótima mamãe!

Era uma mansão grande, mais nada se comparava ao castelo onde viviam antes em Paris mesmo, mais era espaço desnecessário para apenas duas pessoas. A mansão era bem grande e bonita, com decoração atual. Jéssica e Poncho se acomodaram na nova casa, como era uma segunda-feira Poncho preparou seu material pois iria a faculdade após o almoço, acabava de voltar de férias, estava começando tudo novamente.

Jéssica- Vai almoçar aqui?

Poncho- Acho melhor não, se não vou me atrasar!

Jéssica- então vou pedir para que o motorista prepare o carro, vamos passar na casa de sua prima, ela ira entrar em sua faculdade.

Poncho- Prima? Que prima?

Jéssica- Filha de Marichello.

Poncho- Não me lembro dela.

Jéssica- Faz muitos anos que não se vêem, quando vela nem ira se lembrar. Ela esta com dezenove anos já!

Poncho- hum – fez uma cara pensativa, “minha prima, como não me lembro?” pensava ele –

Jéssica- Vá se arrumar.

Poncho se arrumou pegou o material e foram na Mercedes buscar Any. No carro permanecia silencio enquanto Poncho puxava da memória tentando se lembrar de sua prima.

Na casa de Any como ela sabia que a faculdade ela teria que ser obrigada a ir ela já se arrumava, abriu o guarda roupa e olhou todas aquelas roupas, experimentou varias, mais quando se olhava no espelho caindo aos pedaços mais partes ainda serviam, parecia que ele a dizia “está ridícula” o grande inimigo dela a olhava e repetia ela o mesmo, imaginações da cabeça de Anahí que para ela pareciam reais.

Any pegou então uma blusa rosa decotada de alça, uma saia preta um pouco acima do joelho e um all star rosa, está esplendida mais ao olhar no espelho viu uma imagem refletida completamente destorcida da real Anahí. Mais antes que pudesse pensar em mudar a roupa alguém entra a seu quarto. Era Rosa a empregada e de anos na casa cuidou de Mari e Any quando eram meninas, Any confiava mais nela que em sua mãe.

Rosa- Any, sua tia Jéssica e seu primo Alfonso a esperam na sala para levarem-na a faculdade.

Any- Meu primo? Tenho primo?

Rosa- Sim, filho da irmã de sua mãe.

Any- não me recordo dele.

Rosa- faz muito tempo que não se vêem! Mais ande logo menina, estão esperando por ti!

Any- está bem Rosa, já vou!

Any como já estava pronta pegou seu material e foi descendo a longa escadaria do castelo ate o Hall, onde estava dois rostos desconhecidos, uma mulher que aparentava uns quarenta anos e um homem bonito, parecia de idade próxima a sua. No exato momento que Any olhou os olhos daquele homem, sentiu que algo diferente passava dentro dela, algo estranho que nunca tinha sentido. “O que é isso que me passa Deus?” pensava Any.