Suco de Uva

2 Capítulo 2 – Pães


Março de 1891.
08h27min AM


Quatro anos já avia se passado e o Jovem Hope já trabalhava, seu trabalho era de entregador da padaria do seu pai. Já não tinha muito tempo para a pintura, pois já tinha que assumir responsabilidades da sua família. Seu pai o dizia: oh, meu filho não queria que você vivesse assim, mas tudo aqui vai ser seu quando eu e sua mãe morrer. Continuava o seu pai: você é um menino muito inteligente e é um grande artista, mas a vida não é fácil para os artistas, não queremos que você sofra. O Jovem Hope não queria incomodar os seus pais, porque ele achava que eles nunca entenderiam o que se passava na sua mente.


Ele nem ligava para o que estava acontecendo ao seu redor, mas sempre observava com uma visão critica e a frente do seu tempo. Ele dizia a se mesmo: vejo nobres, mendigos e pessoas simples, mas todos estão pintados sobre uma mesma tela, só que com cores e tonalidades diferentes. Quando paro e observo os nobres e ricos, são os mais escuros, pessoas que só visam o poder, são ambiciosos e egoístas. Os mendigos são pessoas sujas, mas não escuras como os nobres, em maioria o que querem é comer, algumas vezes roubam por estarem com fome, não tem oportunidade de nada, são os mais descriminados, são as pessoas que quase não tem cores e são esquecidos diante de tudo, são tristes e sofridos. As pessoas simples? Que são eles? Falo de pessoas que está na mesma normalidade social que eu estou, são as pessoas que trabalham, mas fica no meio da miséria e da riqueza, são pessoas felizes, mas em muitas vezes esquecem, de alguns valores reais e procuram valores materiais, em muitos casos são pessoas fracas como os nobres e os mendigos, essas pessoas são as que dão mais vida nos quadros, são as mais coloridas, pessoas felizes e cheia de contradições.